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O Sol da Meia-Noite

13/01/2012

O Sol da Meia-Noite – por Lucas Veloso

Já havia muito tempo que queria ver esse filme, e após assistí-lo, fui avaliar o impacto dele na internet. Fiquei perplexo: existe relativamente pouca informação sobre o mesmo! Imaginei que um filme que une dança e a Guerra Fria seria inusitado o suficiente para garantir um pouco mais de atenção. Bom… a estória contada aqui é que o dançarino russo Nikolai Rodchenko (papel de Mikhail Baryshnikov, um dos maiores bailarinos do mundo), desertor da União Soviética, acaba voltando para lá quando seu avião é forçado a pousar. Considerado um criminoso por seus compatriotas, ele é mantido preso e forçado a praticar para dançar em um espetáculo. Para ajudá-lo, eles chamam Raymond Greene (interpretado por Gregory Hines, outro hábil dançarino) também desertor, mas dos E.U.A. Os dois se estranham inicialmente, mas uma amizade nasce entre eles, e começam então a bolar um plano para fugir da Rússia. Como se não bastasse a estranheza da premissa, o filme ainda se passa durante o fenômeno que dá nome ao filme, o que apenas o torna mais exótico. Baryshnikov e Hines estão ambos muito bem, transmitem simpatia, acompanhados ainda de uma estreante Isabella Rossellini, mas é nos números de dança mesmo que o filme ganha vida. Os dois estilos diferentes (balé e sapateado) geram coreografias brilhantes quando separados, e se complementam de forma única quando juntos. As cenas possuem uma energia cinética impressionante, e cativaram até quem não é necessariamente fã de filmes de dança, como eu. Traz ainda na trilha a balada kitsch-romântica “Say you, Say me” de Lionel Richie. Não estamos falando de um clássico aqui, mas conforme mencionei, a confluência de componentes inusitados presentes vale a conferida.

O Protetor

08/01/2012

O Protetor

Tony Jaa, que já tinha barbarizado em “Ong-Bak“, emendou logo em seguida esse Protetor. Aqui, ele é o jovem Kham, que vai até a Austrália procurar os elefantes de seu vilarejo, que foram raptados por homens cruéis. Lá, ele se une a um oficial de polícia, tailandês como ele, e tentam recuperar os tais elefantes, ao mesmo tempo em que destróem a organização criminosa comandada por um transsexual (!). Bom, vilões de sexo ambíguo e outros países à parte, é basicamente a mesma estória de Ong-Bak, ou seja, um rapaz que deixa seu vilarejo para seguir numa jornada a fim de recuperar algo. E distribuir muitos sopapos pelo caminho. Se não há muita inovação no tema, ao menos as cenas de ação são bem caprichadas, principalmente uma em que Jaa abre caminho pelo esconderijo dos vilões, detonando sujeitos a cada andar, e tudo numa tomada contínua! É praticamente o cinema-hitchcock à serviço da porrada! Realmente não tem o frescor e o impacto de se ver Tony Jaa pela primeira vez em Ong-Bak, acho que aquela empolgação será difícil de se duplicar, mas pelo menos é um filme de ação competente.

ESPECIAL Loucademia de Polícia

05/01/2012

Para começar o ano com bom humor, trazemos para você os cadetes mais pirados, aprontando “Altas confusões”: com vocês, a LOUCADEMIA DE POLÍCIA! Por Lucas Veloso.

Loucademia de Polícia, a bem-sucedida franquia de comédia criada nos anos 80 e que continuou anos 90 adentro, gerou 7 filmes, uma série de TV, uma série animada, brinquedos, quadrinhos, e muitos outros produtos. Vamos discutir um pouco esse sucesso, mas de uma forma um pouco diferente: vamos falar da série como um todo, ao invés de discutir cada filme individualmente.

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O Dia em que a Terra Parou

29/12/2011

O Dia em que a Terra Parou – por Lucas Veloso

Clássico supremo da ficção científica, dirigido pelo versátil Robert Wise. Tudo começa quando um OVNI acaba pousando em Washington, revelando o tripulante humanóide Klaatu e seu acompanhante robô Gort. Ambos trazem uma prova de amizade alienígena e uma mensagem urgente: os humanos devem cessar seu modo de ser destrutivo, que com o avanço espacial, agora ameaça outras civilizações. Devem fazer isso… ou sofrer as consequências. Um filme de ficção que com certeza se separa dos outros da mesma época, mais preocupados em divertir com suas criaturas exóticas e (d)efeitos especiais. Aqui você encontrará ambos, mas não são o centro da narrativa. Klaatu, que passa a maior parte da narrativa em forma humana, de terno, e que se apóia mais em diálogos do que em raios laser, ele sim é o centro. Trata-se de uma abordagem mais séria dos temas da sci-fi que já conhecemos. Por um lado, os efeitos especiais não envelheceram nada bem, e as dobrinhas de borracha do robô Gort causam uma boa dose de vergonha alheia. Por outro lado, a mensagem de paz e tolerância do filme permanece tão (ou mais?) atual e contundente, em nosso atual contexto. Portanto, é um filme altamente ideológico, relevante, e que terá muito a nos dizer por muitos anos ainda, desde que desejemos ouvir.

ESPECIAL Missão Impossível

27/12/2011

Hoje, falamos de uma das séries de filmes de espionagem mais queridas tanto do público quanto de Tom Cruise. MISSÃO IMPOSSÍVEL! Por Lucas Veloso.

Missão: Impossível

A primeira adaptação para o cinema da cultuada série de TV foi comandada por Brian De Palma, que fez a lição de casa direitinho: temos o indefectível pavio queimando, as máscaras de disfarce, as fitas que se auto-destroem, a correria e todos os aparatos que um agente secreto precisa.  Comandando a equipe, temos Tom Cruise no papel de Ethan Hunt, super-espião que precisa se recuperar de um duro golpe: sua equipe foi eliminada em plena missão por um traidor que se esconde dentro de sua própria agência. Agora, enquanto foge, Ethan deverá encontrar esse traidor, contando com agentes renegados da IMF (Impossible Missions Force). Um filme fantástico, com altos níveis de ação e tensão. De Palma mantém a trama em movimento, auxiliado pela trilha vibrante de Danny Elfman (além da versão de Larry Mullen e Adam Clayton para a música tema, de Lalo Schifrin). Tom Cruise está cercado de bons atores, como Jean Reno, Ving Rhames, Jon Voight, Vanessa Redgrave, que em maior ou menor instância, dão sua contribuição. Com várias reviravoltas e cenas memoráveis (a principal sendo a cena de invasão da sala de computador da CIA, suspenso por um cabo), esse filme deu novo fôlego ao gênero dos filmes de espião, numa época em que James Bond também estava se reinventando, e além de prestar homenagem à série original, o filme cria suas próprias regras e dá início a uma nova e bem-sucedida franquia. Tanto que Tom Cruise viria a revisitá-la várias vezes.

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Milagre na Rua 34

25/12/2011

Milagre na Rua 34 – por Lucas Veloso

Um filme de natal consagrado, remake do também reverenciado original de 1947, “Milagre na Rua 34″ apresenta uma nova visão do mito do Papai Noel: quando o simpático Kris Kringle é contratado para ser o “bom velhinho” de uma loja de departamentos, ele começa a suscitar desconfiança entre a gerente da loja e sua filha. Seria ele o verdadeiro Noel?

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Treze Dias Que Abalaram O Mundo

21/12/2011

Treze Dias Que Abalaram O Mundo – Por Lucas Veloso

Quem nos visita deve achar que a crise dos mísseis de Cuba é nosso acontecimento político preferido, pois já falamos de diversos filmes sobre o assunto. Mas fazer o que se é tema fértil e fonte de grandes filmes? Esse “13 dias” é um deles: mostrando o evento através dos olhos do conselheiro e amigo pessoal de John e Bob Kennedy, Kenny O´Donnell (Kevin Costner), presenciamos toda a tensão que foi criada pelo conflito, mas dessa vez, dentro dos corredores da Casa Branca. Trata-se de um filme bastante dinâmico e dramático, e o diretor Roger Donaldson, entendendo que o forte aqui não é a ação física, uma vez que o filme se passa mais em interiores, consegue com que o medo e a apreensão sejam comunicados muito mais pela atuação dos atores. Bruce Greenwood e Steven Culp retratam os irmãos Kennedy, e se não são os sósias mais precisos já mostrados no cinema, ao menos se garantem pelas atuações. Se todos os filmes históricos fossem tão envolventes quanto esse, nunca seriam considerados “chatos”.

Como Enlouquecer Seu Chefe

14/12/2011

Como Enlouquecer Seu Chefe – por Lucas Veloso

Uma comédia de Mike Judge, o criador de Beavis e Butthead, Como Enlouquecer… (ou “Office Space”) saiu em 1999, e não foi um grande sucesso, mas obteve status cult em vídeo. A estória mostra o dia-a-dia dos funcionários de uma empresa de software, e como eles sofrem trabalhando em cubículos, sujeitos a atenção excessiva dos chefes, e horrenda burocracia. Tudo muda quando um deles, Peter vai a um hipnoterapeuta ocupacional (!) e acidentalmente, acaba hipnotizado para acreditar que deve ficar relaxado o tempo todo. Sendo assim, falta ao trabalho, quando vai não faz nada, e ao invés de uma demissão, coisas mais interessantes começam a acontecer. Uma sagaz crítica à “vida de cubículo” que empesteou as companhias americanas nos anos 90, mas muitas das situações que os funcionários passam no filme ainda tem ressonância com a vida corporativa atual. Os personagens não fogem dos estereótipos, mas para o propósito do filme (e com tantos personagens) não tinha como ser muito diferente. A simpatia da comédia vem do fato de que é impossível você não se identificar com o filme pelo menos em algum nível, se já teve pelo menos um emprego na vida. Eu, pessoalmente, preferiria que tivessem mantido as esquetes sobre a vida no escritório até o final, ao invés de investir na boba tentativa de desviar dinheiro da empresa. Esse é um filme que não precisa complicar muito. Seja como for, é simpático e divertido, e merece ser visto, especialmente naquela sexta-feira, para exorcizar quaisquer demônios do trampo que tenham vindo com você para casa.

ESPECIAL Rocky

09/12/2011

É hora de bater o ovo no liquidificador, colocar o moleton, e sair pra correr na madrugada… hoje, falamos do lutador de boxe mais famoso do cinema, ROCKY!!! Por Lucas Veloso.

Rocky – Um Lutador

Rocky não foi o primeiro filme sobre boxe, mas é com certeza, um dos mais bem-sucedidos. E por incrível que pareça, o filme nem é “sobre boxe”. E simplesmente a estória de um perdedor lutando pela chance de sua vida. Rocky é um coletor da máfia na Filadélfia, não é muito brilhante, pratica boxe na academia detonada do rabugento Mikey, paquera a tímida Adrian da loja de animais, e no fundo, tem bom coração. Por obra do acaso (ou destino?), é escolhido entre tantos outros para enfrentar o campeão dos pesos pesados, e para isso terá que dar o melhor de si.

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Os Muppets

04/12/2011

Os Muppets – por Lucas Veloso

E eis que os Muppets estão de volta aos holofotes, para o grande público todo ver! Cortesia do ator Jason Segel, um grande fã. Junto do roteirista Nicholas Stoller e do diretor James Bobin, ele bolou essa nova aventura dos bonecos, que convenhamos… desde que foram comprados pela Disney não haviam sido bem-aproveitados, sendo relegados a home videos e esquetes na internet.

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