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Arquivo X

12/05/2010

A verdade está lá fora.. e hoje, aqui no botequim também! Por 9 anos Mulder e Scully desvendaram mistérios sobrenaturais, criando uma das séries de ficção mais influentes da TV. Hoje, fazemos uma retrospectiva da série ao longo de suas temporadas! Arquivo X – Por Lucas Veloso.

1a Temporada (1993-1994)

Tudo começa quando a jovem e cética agente do FBI Dana Scully é designada para trabalhar com o excêntrico agente Fox Mulder no “Arquivo X”, local onde o FBI coloca seus casos não resolvidos. Os choques de opinião entre os dois se tornarão lendários ao longo da série, mas nessa 1a temporada, vemos os jovens atores David Duchovny e Gillian Anderson ainda se adaptando aos seus personagens. Scully exibe penteados e modelitos atrozes para nosso padrões atuais, mas aceitáveis para o início dos anos 90. A série em si, nesse começo, parece um filme B semanal, com pouca grana, o que era compensado com muita imaginação. Nunca a abordagem minimalista foi tão eficaz, abusando de sombras e monstros que nunca apareciam totalmente. Um bom começo, mas quase que não chega à 2a temporada. Crédito para os fãs da internet, que acreditaram e discutiam a série online (sim, já naquela época!).

2a Temporada (1994-1995)

A gravidez inesperada de Gillian Anderson levou os produtores da série a buscar soluções criativas para contornar essa situação na série. E o resultado foi a abdução de Scully, que curiosamente viria a pavimentar tudo o que veio depois. Aliás, as tramas começam a ter até mais coesão narrativa entre si. Seria o germe da “mitologia” da série. Mas ainda há espaço para os chamados “Monster of the week”, a criatura que M&S enfrentam em cada episódio. São introduzidos os personagens de Krycek, X, o Caçador de Recompensas Alienígena e o diretor assistente Skinner ganha mais espaço. Em termos de escala, os episódios parecem maiores e mais caros, e a crítica começa a dar ouvidos aos fãs e começa a prestar atenção na série.

3a Temporada (1995-1996)

A série atinge a excelência técnica e dramática, e começa a abocanhar prêmios. Duchovny e Anderson a essa altura, já estavam confortáveis na pele de Mulder e Scully. Episódios com humor começam a surgir aqui e ali, e a mitologia, já estabelecida, começa a ficar cada vez mais interessante (e confusa). Fica com cara de série grande mesmo.

4a Temporada (1996-1997)

O bom trabalho técnico se mantém, e essa temporada consegue ser a mais sombria até então, contando até mesmo com um episódio banido pela Fox. É nessa temporada, também, que Scully desenvolve um câncer, decorrente de sua abdução. Prato cheio para os atores explorarem o potencial dramático de seus personagens, culminando no inquietante season finale, onde tudo leva a crer que Mulder cometeu suicídio. Uau! Isso que é “to be continued”!

5a Temporada (1997-1998)

Essa temporada é Arquivo X no seu ápice! Os roteiros são fantásticos, a mitologia mais intrigante que nunca, efeitos especiais de primeira linha, episódios experimentais, e até mesmo escritores convidados (Stephen King e William Gibson). Claro que a ideia era preparar o terreno e cativar espectadores para o longa-metragem. O único problema de se estar no auge é que de lá, só se pode descer. E foi o que aconteceu…

6a Temporada (1998-1999)

A mudança de locações (de Vancouver para Los Angeles) prometia um fôlego novo para a série. E isso aconteceu… mas não foi só isso. A novidade incentivou o criador Chris Carter e seus companheiros a desencadear um monte de episódios cômicos, experimentais e outros que simplesmente eram “ensolarados” demais para ser Arquivo X. Some-se a isso o bizarro (e também cômico) episódio dirigido pelo próprio Duchovny, e um final sem graça para a mitologia, essa temporada só ajudou a série a desandar de vez.

7a Temporada (1999-2000)

Tentando consertar os exageros da 6a, a 7a temporada surge mais dark, apesar de continuar com os episódios cômicos, e uns só ruins, mesmo. Incluindo o episódio “new age” dirigido agora por Gillian. Sim, quando os atores começam a dirigir os episódios, é porque não há mais nada a inventar mesmo. Também é explicado o mistério do desaparecimento de Samantha, irmã de Mulder, numa solução que agradou uns poucos, e irritou muitos fãs. É, Arquivo X já não era mais o sucesso de antes, e perguntas que ficaram no ar por anos começavam a ser respondidas de forma desleixada. Por isso a conclusão dessa temporada, que remetia aos bons tempos da 1a temporada, foi tão bem-vinda.

8a Temporada (2000-2001)

Bomba! David Duchovny resolve que não quer mais passar tanto tempo fazendo Arquivo X! O que fazer? Bom, a exemplo do que foi feito na 2a temporada, contornar o problema com estórias mirabolantes. Então, dessa vez, é Mulder que é abzudido, e Scully se encarrega de procurá-lo, junto com o agente John Doggett (Robert Patrick, o eterno T-1000 de “Terminator“). Muitos fãs torceram o nariz pra uma série sem Mulder, mas eu realmente gostei de como foi abordado. Fato é que a série estava estagnada, e como estava, não podia ficar. Coisas boas que aconteceram incluem a série retornando ao clima mais sombrio das primeiras temporadas, e as tramas voltando a ser o foco, com uma nova mitologia. Há de se argumentar que a série já deveria ter terminado a essa altura, mas já que continuou, não foi tão ruim assim.

9a Temporada (2001-2002)

A 9a (e última, ufa!) temporada é altamente irregular: traz coisas bacanas, como o retorno de Duchovny (no último episódio), bons “Monsters of the Week”, mas também traz muitos episódios cômicos e outros simplesmente ruins. Mulder volta a ficar ausente (de novo?!), Scully se torna mamãe (nota: bebês em séries de aventura/ficção têm o fantástico potencial de diminuir a ação), Doggett e a agente Monica Reyes (Annabeth Gish) são os novos encarregados do Arquivo X, a nova mitologia não é lá essas coisas (Super-Soldados???), e os escritores finalmente se rendem aos fãs que queriam um romance entre M&S. Realmente, já havia passado da hora de terminar. Num episódio final que envolve a  famosa profecia de 2012, a volta do Canceroso, o vilão-mor da série, e Mulder vendo gente morta (?!), Arquivo X teve fim, como uma série que notavelmente se arrastou demais, e que, com suas teorias de conspiração alienígena, já não parecia tão relevante num mundo imediatamente pós-11 de setembro, com ameaças muito mais reais. Vejamos o que o futuro guarda para Mulder e Scully…

Leia mais:

X-Files News: a principal fonte de notícias sobre a série atualmente (em inglês).

Eat the Corn: Database para os fãs que ainda ligam para a mitologia, e não só para os beijos de Mulder e Scully.

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