007 Cassino Royale
Enquanto a pendenga judicial em torno da franquia 007 não se resolve, vamos falar do filme que começou a nova fase de Bond nos cinemas, e porque o próximo filme tem que acontecer!
Cassino Royale – por Lucas Veloso 
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Esse filme representa a mudança de ator para James Bond, costume comum na série que já dura mais de 40 anos. O Bond, James Bond da nova geração é Daniel Craig. Loiro, cara de doido e truculento, não traz a finesse dos antecessores mas imprime novas e bem-vindas qualidades ao papel, ao mesmo tempo em que resgata um pouco da seriedade de Bond dos livros, que se perdeu ao longo dos anos nos filmes. E essa mudanças, não necessariamente piores ou melhores, permeiam todo o filme.
A apresentação já dá um tom diferente. Em vez das habituais silhuetas femininas ao fundo preto, temos uma animação eficiente que é, ao mesmo tempo, retrô e moderna. As cenas de ação, muito boas, são intensas e mais violentas que o normal. Temos muitos celulares e laptops, mas as bugingangas tecnológicas em geral diminuiram. As bond girls continuam uma atração a parte, como não podia deixar de ser, assim como os carros. Basicamente, é uma reinvenção, pendendo mais para o realismo, mas os pontos cruciais de Bond estão lá, senão os fãs iam chiar.
Uma leve reclamação poderia ser a duração do filme, um pouco longo demais, com o romance entre Bond e Vesper se estendendo além do necessário. Sei que é importante para a trama, mas ver Bond apaixonado gera uma estranheza, além de realmente diminuir o ritmo do filme.
Uma reinvenção bem-vinda, não muito traumática para órfãos de Brosnan, Connery e Moore, espero. Acredito que se você é fã de Bond, tenho certeza que você encontrará algo aqui que o interesse.
Algo, alguém…?
Cassino Royale – por Pedro Sampaio
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Vocês tinham razão: que filmaço! Cassino Royale apresenta o novo 007, Daniel Craig e também uma nova forma de enxergar o agente. Daniel Craig está fantástico encarnando essa nova visão do espião, mais humano, menos completo, mais truncudo, mais cruel, que erra, falha, apanha, bate pra caramba e continua sendo o 007. Achei simplesmente genial essa nova visão do agente e foi um prazer ver nos cinemas o, na minha opinião, melhor filme já feito de 007. Tá certo que eu só vi 11 dos 21, mas procurei ver os considerados melhores. O filme é muito bem dirigido, com ação contínua e sequências muito boas de ação. O jeito menos sutil e mais grosseiro de brigar do agente ficou excelente, ainda mais contrastando-se com a agilidade da maioria de seus rivais. O agente continua sendo muito inteligente, veloz, excelente preparo físico, mas dessa vez comete falhas. Nada mais adequado, afinal é sua primeira missão como 00.
Um bom roteiro que só peca por ser previsível, mas ainda assim consistente. Várias cenas que com certeza ficarão para a história do agente como o jogo de pôquer, a luta no banheiro e… Eva Green. Estabeleceu-se muito bem como Bond Girl, com um charme e beleza estonteantes e uma atuação extremamente convincente. O filme, cronologicamente na história do agente, é um marco. Não só por ser sua 1a missão como por definir muito da sua personalidade futura que observamos nos demais filmes.
Um excelente filme de ação e investigação, com cenas que eu sempre quis ver nos filmes do agente e que com certeza é imperdível para os fãs da série. Até a apresentação do filme, um jogo de imagens com sombras, naipes e cartas de baralho, é muito bem feita e deve ser lembrada.
Não vamos sentir falta de Pierce Brosman. Não que ele fosse ruim – pelo contrário, um dos melhores e fez 007 contra Goldeneye que é um filmaço – mas Daniel Craig parece que vai roubar a cena de vez.
Fiquem agora com a boa música-tema, You Know My Name, do Chris Cornell:


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