Os Muppets
E eis que os Muppets estão de volta aos holofotes, para o grande público todo ver! Cortesia do ator Jason Segel, um grande fã. Junto do roteirista Nicholas Stoller e do diretor James Bobin, ele bolou essa nova aventura dos bonecos, que convenhamos… desde que foram comprados pela Disney não haviam sido bem-aproveitados, sendo relegados a home videos e esquetes na internet.
No filme, Walter, um grande fã dos Muppets (e ele mesmo um Muppet) vai junto de seu irmão Gary e da namorada deste, Mary, visitar Hollywood. Acaba descobrindo um plano maléfico de um barão do petróleo para destruir o antigo teatro dos Muppets. Agora, cabe a ele convencer Caco (me recuso a chamá-lo de “Kérmite“) a reunir a antiga turma e apresentar mais um show para salvar o teatro. Como fã das criações de Jim Henson, fiquei satisfeito ao ver que a nova equipe criativa respeita demais o material original, e manteve o nível nonsense das piadas que é a marca registrada dos bonecos. Mas sem deixar de lado o humor físico, que é o que faz a criançada rir. Algumas piadas e situações são repetidas, mas dá-se um desconto, já que o propósito é reativar a marca, e apresentá-la a toda uma nova geração, que provavelmente não conhece as piadas antigas. Inclusive é interessante a metalinguagem do filme: tanto lá quanto do lado de cá das telas, os Muppets andaram sumidos por alguns anos, e dói ao ver os Muppets tendo que ouvir “seu tempo já passou”, ou “ninguém liga mais para vocês”, porque em alguns momentos ao longo dos anos, é isso que pareceu. Mas eis que chega o Gran finale, para acolher de vez Caco, Piggy, Gonzo e cia, e dar-lhes as boas-vindas ao séc. XXI, como eles merecem.
Não é o “Maior Filme Muppet de Todos os Tempos“, como o antigo título do projeto se dava conta, mas está transbordando de boas intenções e carinho pelos personagens, e provavelmente os colocará de volta no mapa, de forma que podemos sonhar com novos filmes, e uma continuação do legado de Jim Henson. E isso já não é nada mau.
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