O Dia em que a Terra Parou
O Dia em que a Terra Parou – por Lucas Veloso 
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Clássico supremo da ficção científica, dirigido pelo versátil Robert Wise. Tudo começa quando um OVNI acaba pousando em Washington, revelando o tripulante humanóide Klaatu e seu acompanhante robô Gort. Ambos trazem uma prova de amizade alienígena e uma mensagem urgente: os humanos devem cessar seu modo de ser destrutivo, que com o avanço espacial, agora ameaça outras civilizações. Devem fazer isso… ou sofrer as consequências. Um filme de ficção que com certeza se separa dos outros da mesma época, mais preocupados em divertir com suas criaturas exóticas e (d)efeitos especiais. Aqui você encontrará ambos, mas não são o centro da narrativa. Klaatu, que passa a maior parte da narrativa em forma humana, de terno, e que se apóia mais em diálogos do que em raios laser, ele sim é o centro. Trata-se de uma abordagem mais séria dos temas da sci-fi que já conhecemos. Por um lado, os efeitos especiais não envelheceram nada bem, e as dobrinhas de borracha do robô Gort causam uma boa dose de vergonha alheia. Por outro lado, a mensagem de paz e tolerância do filme permanece tão (ou mais?) atual e contundente, em nosso atual contexto. Portanto, é um filme altamente ideológico, relevante, e que terá muito a nos dizer por muitos anos ainda, desde que desejemos ouvir.
