ESPECIAL Loucademia de Polícia
Para começar o ano com bom humor, trazemos para você os cadetes mais pirados, aprontando “Altas confusões”: com vocês, a LOUCADEMIA DE POLÍCIA! Por Lucas Veloso.
Loucademia de Polícia, a bem-sucedida franquia de comédia criada nos anos 80 e que continuou anos 90 adentro, gerou 7 filmes, uma série de TV, uma série animada, brinquedos, quadrinhos, e muitos outros produtos. Vamos discutir um pouco esse sucesso, mas de uma forma um pouco diferente: vamos falar da série como um todo, ao invés de discutir cada filme individualmente.
Criada por Neal Israel e Pat Proft, Loucademia trazia um grupo de desajustados que tentavam se tornar policiais, e para o desespero do Departamento de Polícia e da cidade, eles conseguem! O que se segue é uma série de bizarras situações envolvendo os recrutas e os bandidos que eles tentam prender, nunca de forma convencional. Alguns dos recrutas são: Mahoney, interpretado por Steve Guttenberg, um mulherengo e malandrão que está sempre mais preocupado em aprontar e curtir a vida do que trabalhar, Jones, capaz de imitar vozes e outros barulhos estranhos, e também um mestre do Kung Fu, Hightower, um bem-intencionado e gentil gigante… pelo menos até ser provocado. Tackleberry, um bom sujeito, porém um pouco paranóico, e com uma nada saudável obsessão por armas, Hooks, uma pequenina policial de voz doce e que não é levada muito a sério… até ficar nervosa e soltar seu vozeirão nervoso. São comandados pela Tenente Callahan, uma loira durona, desejada por 11 entre 10 homens da academia, O Capitão Harris, sempre armando para se livrar dos recrutas junto de seu capacho miolo-mole Proctor. Acima de todos, está o bem-intencionado, porém avoado Comandante Lassard, um pacato oficial veterano, que desperta a simpatia dos cadetes. Ao longo dos filmes, mais personagens entram e saem, mas pode-se dizer que esses formam “o núcleo”.
Basicamente, toda a série gira em torno de criar piadas para a personalidade de cada policial, apenas aumentando a escala a cada filme. Temos comédia física, trocadilhos, e até humor inteligente, tudo se integra em algum momento. Embora o primeiro filme tenha sido uma comédia mais “suja”, bem nos padrões dos anos 80, o sucesso avassalador do filme (inclusive entre crianças) fez com que as continuações ficassem mais brandas. Mas sem nunca perder a irreverência. O motivo do sucesso tremendo de uma série de filmes sobre policiais malucos é um mistério, acredito, mesmo para os produtores. Talvez fosse uma vontade de ver o outro lado da taciturna força policial, motivo de respeito ou medo em outros filmes. Seja como for, mesmo hoje os filmes funcionam no âmbito da comédia pastelão, embora a medida que vai chegando nos últimos filmes, seja mais uma colagem de piadas e esquetes no melhor (?) estilo “Zorra Total” do que uma estória, propriamente. Afinal, depois de sete filmes, fica complicado fazer algo inovador com a mesma fórmula. Guttenberg, o ator que mais se destacou, em determinado momento deixou a série, mas depois que sua carreira não decolou, agora é o primeiro a falar em reunião do elenco para um novo filme hoje em dia.
Alguns dos membros do elenco já faleceram: David Graf, o Tackleberry, e Bubba Smith, o Hightower. Os que sobraram sobrevivem com stand-up comedy, apresentações em convenções de fãs, ou simplesmente sumiram do mapa mesmo. Se você é fã mas não vê já há algum tempo (hoje em dia não passa mais na sessão da tarde), vale rever. Se você ainda não conhece, compensa dar uma olhada. É facilmente mais engraçado do que qualquer comédia hoje em dia. Bom, então… deixo vocês ao som da característica melodia que embala a série, aos cuidados de Robert Folk:

