O Protetor
Tony Jaa, que já tinha barbarizado em “Ong-Bak“, emendou logo em seguida esse Protetor. Aqui, ele é o jovem Kham, que vai até a Austrália procurar os elefantes de seu vilarejo, que foram raptados por homens cruéis. Lá, ele se une a um oficial de polícia, tailandês como ele, e tentam recuperar os tais elefantes, ao mesmo tempo em que destróem a organização criminosa comandada por um transsexual (!). Bom, vilões de sexo ambíguo e outros países à parte, é basicamente a mesma estória de Ong-Bak, ou seja, um rapaz que deixa seu vilarejo para seguir numa jornada a fim de recuperar algo. E distribuir muitos sopapos pelo caminho. Se não há muita inovação no tema, ao menos as cenas de ação são bem caprichadas, principalmente uma em que Jaa abre caminho pelo esconderijo dos vilões, detonando sujeitos a cada andar, e tudo numa tomada contínua! É praticamente o cinema-hitchcock à serviço da porrada! Realmente não tem o frescor e o impacto de se ver Tony Jaa pela primeira vez em Ong-Bak, acho que aquela empolgação será difícil de se duplicar, mas pelo menos é um filme de ação competente.

