O Sol da Meia-Noite
O Sol da Meia-Noite – por Lucas Veloso 
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Já havia muito tempo que queria ver esse filme, e após assistí-lo, fui avaliar o impacto dele na internet. Fiquei perplexo: existe relativamente pouca informação sobre o mesmo! Imaginei que um filme que une dança e a Guerra Fria seria inusitado o suficiente para garantir um pouco mais de atenção. Bom… a estória contada aqui é que o dançarino russo Nikolai Rodchenko (papel de Mikhail Baryshnikov, um dos maiores bailarinos do mundo), desertor da União Soviética, acaba voltando para lá quando seu avião é forçado a pousar. Considerado um criminoso por seus compatriotas, ele é mantido preso e forçado a praticar para dançar em um espetáculo. Para ajudá-lo, eles chamam Raymond Greene (interpretado por Gregory Hines, outro hábil dançarino) também desertor, mas dos E.U.A. Os dois se estranham inicialmente, mas uma amizade nasce entre eles, e começam então a bolar um plano para fugir da Rússia. Como se não bastasse a estranheza da premissa, o filme ainda se passa durante o fenômeno que dá nome ao filme, o que apenas o torna mais exótico. Baryshnikov e Hines estão ambos muito bem, transmitem simpatia, acompanhados ainda de uma estreante Isabella Rossellini, mas é nos números de dança mesmo que o filme ganha vida. Os dois estilos diferentes (balé e sapateado) geram coreografias brilhantes quando separados, e se complementam de forma única quando juntos. As cenas possuem uma energia cinética impressionante, e cativaram até quem não é necessariamente fã de filmes de dança, como eu. Traz ainda na trilha a balada kitsch-romântica “Say you, Say me” de Lionel Richie. Não estamos falando de um clássico aqui, mas conforme mencionei, a confluência de componentes inusitados presentes vale a conferida.
