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Ligados pelo Amor

15/08/2016

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Ligados pelo Amor – por Lucas Veloso canecacanecacanecacaneca

Um filme de romance que tem um ângulo diferente: mostra a vida amorosa de todos os membros de uma mesma família: conhecemos Bill (Greg Kinnear), um escritor neurótico que não admite ter sido abandonado pela ex-esposa Erica (Jennifer Connelly), e seus filhos, Rusty (Nat Wolff), um jovem apaixonado pela gatinha da escola, e sua filha Samantha (Lily Collins), que acaba de publicar seu primeiro livro, e não acredita em amor e romance. Dizer mais da história é privar o espectador da descoberta sobre o que faz esses personagens funcionarem. Todos são interpretados muito bem, e acabei simpatizando por todos, por mais difícil que o temperamento de alguns possa ser. É também intrigante ver representações de romance nas diferentes fases da vida, e impossível não se identificar por pelo menos alguma dessas fases e os problemas decorrentes. Um filme denso, com algumas partes engraçadas, mas não digo que é uma comédia romântica… talvez um drama romântico? Altamente recomendável.

Esquadrão Suicida

07/08/2016

suicide squad

Esquadrão Suicida – por Lucas Veloso canecacaneca

Cinema é um negócio. Fato. Toda a expressão artística e autoral precisa passar pelo filtro da grana. Por mais triste que isso possa parecer, é a verdade. E hoje, na era dos blockbusters que custam 150, 200 milhões de dólares, os estúdios tem medo, MEDO, de soltar um produto que possa desagradar o público o mínimo que seja. Então, acompanhar a produção desse “Esquadrão Suicida” foi sofrido, e ver o resultado final foi mais sofrido ainda. A história dos vilões reunidos para formar uma força-tarefa capaz de impedir ameaças super-poderosas é uma ótima premissa, e tanto os personagens quanto os atores reunidos para vivê-los são intrigantes. Mas o roteiro simplesmente não funciona. O filme todo soa artificial, saído de uma linha de montagem, costurado de diversos pedaços por inúmeros artesões, todos trabalhando a toque de caixa, tentando entender porque as pessoas não gostaram totalmente de Batman X Superman (nós adoramos!), e o que Deadpool tem de tão engraçado que o público abraçou o semi-desconhecido anti-herói. No comando, David Ayer, um talento moderado, superestimado, que no fim, faz um filme esteticamente interessantíssimo, com personagens fantásticos: Margot Robbie rouba a cena como Arlequina, Will Smith vive dias bons como Pistoleiro, e todo o resto do esquadrão funciona em maior ou menor dose. Inclusive se essa crítica ganha duas canecas, é só pelos personagens. Mas eles são lindos hamsters correndo por um labirinto pra lá de chato. Seja lá qual rumo que o universo cinematográfico da DC vai tomar, é bom eles resolverem logo, pois assistir a esse filme foi uma experiência embaraçosa, estranha, porém com lampejos de genialidade. Desconfortável, pra dizer o mínimo. P.S: Jared Leto, seu Coringa funkeiro não funcionou, cara. MESMO! Obrigado pela participação, mas não precisa voltar da próxima vez.

Rio Bravo – Onde Começa o Inferno

01/08/2016

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Rio Bravo – Onde Começa o Inferno – por Lucas Veloso canecacanecacanecacaneca

Frequentemente eu lia que “Rio Bravo” era a resposta de John Wayne e do diretor Howard Hawks a “Matar ou Morrer”, de Gary Cooper e Fred Zinnemann, inclusive o filme me foi recomendado dessa forma. Não gosto de começar uma crítica já comparando filmes, mas vou fazê-lo, apenas para deixar claro que, embora o tema seja parecido (um xerife trabalhando com poucos aliados contra uma gangue de criminosos), e ao meu ver, não existe um melhor ou pior que o outro, são apenas dois filmes que tentaram fazer coisas diferentes. Em “Matar ou Morrer”, o forte era o suspense, a adrenalina do trem chegando, e a incerteza de quando os criminosos agiriam. Aqui, o tempo não é tão relevante, o problema é que nunca se sabe o que os criminosos vão aprontar em seguida para libertar seu líder. E nesse meio tempo, o diretor quer nos apresentar a seus personagens, quer que nos acostumemos com eles, quer que acompanhemos a rotina de uma pacata cidadezinha no meio do Texas na época do Velho Oeste. Claro que tem um bocado de cenas de brigas e bangue-bangue, mas é justo dizer que trata-se de um western mais lento, reflexivo, com excelente desenvolvimento de personagens, complementado por ótimas atuações de Dean Martin, no papel de um ajudante bêbado que tenta se endireitar, e Ricky Nelson, como um jovem esquentado e arrogante, mas que no fim, vai topar ajudar o xerife. Aproveito para confessar que esse é meu primeiro filme de John Wayne. Li durante anos que o “Duke” fazia sempre o mesmo papel, e que todos seus filmes eram sempre iguais, e isso sempre me desanimou. Mas perseverei, e gostei demais do estilo dele: durão, impassível, mesmo nas cenas em que precisa demonstrar ternura, consegue dar uma tirada. Ele tem aquela qualidade de macho-alfa que não pode ser negada. A câmera de Hawks é espectadora. Em pouquíssimos momentos ela ousa chegar muito perto, contentando-se em assistir por trás de uma coluna, da porta, sempre à distância. É um jeito mais impessoal de filmar, mas serve para o filme, uma estética documental. No começo, achei o filme arrastado, mas depois ele me ganhou, não no momento em que começa a ação, mas pela força de seus personagens. É isso que vemos aqui: um western baseado não no bangue-bangue, mas numa direção sólida e ótimas atuações. Não seria o western que eu recomendaria para alguém que nunca viu um, mas seria o que eu recomendaria para quem quiser uma reinvenção.

Projeto Filadélfia

25/07/2016

philadelphia

Projeto Filadélfia – por Lucas Veloso canecacanecacaneca

Baseado num experimento verdadeiro, que foi realizado em Outubro de 1943, no qual testemunhas afirmam que por um período de tempo, o destroyer da Marinha USS Eldridge não apenas se tornou invisível aos radares (o que era o objetivo do experimento), mas também ficou invisível a olho nu. Ainda hoje, mesmo tendo sido desmentido, o evento ainda suscita debates e teorias. O filme pega uma das mais notáveis: a de que o destroyer teria passado por uma dobra dimensional, desafiando o continuum espaço-tempo e viajando para o futuro, e constrói sua história a partir daí. Dois marinheiros, David e Jimmy, vão parar no ano de 1984, e entre tentativas da marinha atual de descobrir quem eles são, estranhas sensações pelas quais estão passando, e a possibilidade do mundo inteiro ser sugado por um buraco negro, precisam dar um jeito de resolver a situação. O filme, embora modesto, tem excelente fotografia, e um roteiro bem-amarrado, que sabe onde quer chegar, além de uma boa química entre Michael “Ruas de Fogo” Paré e Nancy “Robocop” Allen, de forma que você realmente se importa com os personagens deles e suas tribulações. É uma pena que ambos não tenham feito tantos filmes depois. Como ficção científica, é mirabolante, mas aí depende do quanto você consegue suspender sua descrença. Eu descreveria mais como uma fantasia científica. As cenas de ação, em sua maioria perseguições, são bem orquestradas e empolgantes. No geral, é uma pequena gema do cinema fantástico dos anos 80 que fiquei satisfeito em descobrir. Acaba que fiz a jornada reversa do personagem de Michael Paré, visto que fui até o passado para viver essa aventura, mas valeu a pena.

A Lenda de Tarzan

25/07/2016

TARZAN

A Lenda de Tarzan – por Lucas Veloso canecacanecacaneca

Já fazia um tempinho que o Rei das Selvas não aparecia na telona em um filme em live action, mas ele nunca está exatamente longe dos holofotes. Sendo assim, esse novo filme de Tarzan já começa com um problema a ser resolvido: como ser diferente? Em que se pode inovar? E o diretor David Yates, que fez alguns filmes do Harry Potter, decide pelo seguinte: Tarzan pós-história de origem, já integrado à high society, mas com flashbacks ao passado, e com conflitos não-resolvidos que o trarão de volta à selva. A premissa é boa, tudo é feito de forma correta, a ação não deixa a dever aos filmes atuais, e o roteiro sóbrio recompensa os entusiastas de Edgar Rice Burroughs. Mas no fim, tudo sai meio hermético, meio estéril. Não consegui me importar com os personagens. Fato é que o Tarzan domesticado de Alexander Skarsgard não é tão divertido, por mais que às vezes ele reverta à sua face selvagem. Margot Robbie, uma boa atriz e prestes a se tornar uma superstar com “Esquadrão Suicida”, está aqui mais pra enfeitar, embora confira dignidade e força à sua Jane. Samuel L. Jackson faz um bom trabalho como sempre, mas parece estar em outro filme, outra vibe. Christophe Waltz também manda bem, mas a essa altura, ele consegue fazer vilões caricatos até dormindo. É um filme correto, mas nada além disso. Não creio que ressuscitará o senso de aventura que Tarzan deveria despertar, e não creio que passa a relevância desse ícone para a nova geração. Talvez simplesmente seja muito difícil mesmo fazer um filme de Tarzan atualmente.

Stranger Things

20/07/2016

stranger things

Stranger Things – por Lucas Veloso canecacanecacanecacaneca

Ah, a série do momento, a série que todos estão comentando… em um Netflix próximo de você! O que é “Stranger Things”? Parte drama, parte ficção científica, parte terror, e uma boa parte homenagem inequívoca aos anos 80. Uma pequena pérola que me surpreendeu muito. A história: o jovem Will Byers, parte de um grupo de nerds que é excluído e sempre zoado pelos bullies de plantão, desaparece do nada um belo dia. Seus amigos, o xerife e a mãe do menino, interpretada por Winona Ryder, saem à sua busca e descobrem uma intrincada conspiração em sua cidadezinha, envolvendo coisas pra lá de esquisitas. E a chave pode ser uma menina também esquisita, cujo nome é apenas… Onze. Esse é o ponto de partida, mas vem muito mais além disso. Como já dito antes, a lista de referências a filmes, livros e músicas dos anos 80 é infindável. Porém, isso não torna a série um produto menor. Os desconhecidos (ao menos para mim) criadores da série, Irmãos Duffer souberam salpicar tudo isso de forma agradável e oportuna, mas sem nunca perder de vista a história principal, que se segura por si só, e traz drama e suspense na medida certa. O elenco é todo excelente, cada um totalmente adequado a seus papéis, destaque para Winona e o xerife durão de David Harbour. Mas o destaque maior fica para o elenco juvenil. Há muito tempo eu não via tamanha interação, tamanho carisma numa turminha tão nova como aqui. É chocante porque é quase a mesma coisa que JJ Abrams tentou fazer com “Super 8”, mas aqui realmente funciona! Adicione a isso uma trilha sonora de sucessos da época e um sintetizador totalmente retrô, além de uma ambientação totalmente sinistra para as cenas de terror, e essa série já desponta como uma das melhores coisas do ano em qualquer mídia. O hype é, de fato, justificado.

TOP 5 – As Teorias Mais Loucas Sobre Filmes

19/07/2016

Uma das coisas mais legais sobre filmes é discutir, imaginar, criar teorias… e hoje, trazemos algumas das teorias mais malucas sobre filmes que apareceram por aí! TOP 5! Por Lucas Veloso.

TOP 5 FAN 05

5 – “James Bond” é apenas um codinome usado por vários homens.

A Teoria: Essa é divertida. A ideia é que “James Bond” não seria um único sujeito, e sim um codinome assumido por diversos agentes de campo. Isso forneceria uma explicação dentro do universo ficcional para a mudança de atores (e consequentemente de rostos) do agente secreto. Também explicaria porque a M é a mesma na época de Pierce Brosnan e Daniel Craig, embora o próprio Bond tenha mudado. E ainda como bônus, essa teoria se estenderia para explicar também quem é o prisioneiro John Mason, personagem de Sean Connery no filme “A Rocha”, citado como um ex-agente britânico bem-treinado e misterioso.

As Chances: Bem pouco provável. Embora seja uma teoria divertida, é preciso muita suspensão de descrença para acreditar, e além disso, criaria furos de continuidade: como o Bond de Roger Moore vai ao túmulo de sua falecida esposa se lamentar quando na verdade, ela é esposa de um Bond anterior, George Lazenby? Entre outras. Fora que para quê assumir um novo codinome, sendo que 007 já é um codinome? Obrigado pela participação, mas… acho que não.

TOP 5 FAN 04

4 – Bruce Wayne ao final de “O Cavaleiro das Trevas Ressurge” está apenas na imaginação de Alfred.

A Teoria: Ao fim de “O Cavaleiro das Trevas Ressurge”, Bruce Wayne conseguiu fazer todo mundo acreditar que Batman se sacrificou pra salvar Gotham City, e então, aproveita para ir curtir a Europa com Selina “Mulher Gato” Kyle. Alfred o vê num café e fica todo satisfeito ao ver seu ex-patrão vivo e bem. Porém, há quem diga que Nolan criou um final controverso parecido com o seu final em “A Origem”, e que o Bruce que Alfred está vendo é apenas um fruto de sua imaginação, como ele gostaria de imaginar Bruce, quando realmente, o Batman morreu de verdade.

As Chances: A teoria em si é possível, vejamos: ela não nega nada do que vimos até então: o conserto do piloto automático, o testamento que deixa a mansão para órfãos, o novo bat-sinal, a bat-caverna como herança para Robin John Blake. Isso tudo poderia ter sido feito antes dele morrer de verdade. O problema aqui é a presença de Anne Hathaway: Alfred não sabe que os dois desenvolveram um relacionamento mais profundo desde que se viram pela primeira vez. Seria um cenário elaborado demais imaginar não apenas Bruce vivo, mas junto da ladra de jóias que, pasmem, agora usa o mesmo colar de pérolas que roubara, de forma legítima. É uma teoria pouco provável, mas não impossível, vale dizer.

TOP 5 FAN 03

3 – O que há na maleta de “Pulp Fiction”?

A Teoria: Na verdade, existem várias teorias sobre o que pode estar dentro da misteriosa maleta que os gângsters interpretados por John Travolta e Samuel L. Jackson vão recuperar, logo no início do filme. Desde a alma de seu chefe Marsellus Wallace, que teria sido roubada, passando por diamantes, um Oscar, uma bomba nuclear, o terno dourado de Elvis, e até o Santo Graal. Como nunca vemos realmente o que é, e ninguém conta, somos deixados apenas com a certeza de que é algo muito importante e impressionante.

As Chances: Tarantino deu uma resposta definitiva sobre o enigma, e ironicamente, não resolveu em nada o mistério: “É qualquer coisa que você quiser que seja”, basicamente admitindo que não faz diferença o que é, e fica a critério da imaginação do espectador. Um caso em que é mais divertido especular do que saber, de fato.

TOP 5 FAN 02

2 – Gandalf poderia ter usado as Águias Gigantes para levar o “Um Anel” até Mordor.

A Teoria: Exatamente o que foi dito acima: para que arriscar toda a Sociedade do Anel numa árdua jornada sendo que Gandalf poderia ter usado as águias todo o tempo, como o fez convenientemente no final, quando resgatou Frodo e Sam? Isso teria reduzido o tempo consideravelmente e sido mais seguro para todos. E nem venha falar que, indo a pé, eles “ganham XP”.😀

As Chances: Existem diversos contra-argumentos para essa teoria. Embora pareça fácil inicialmente, alguns dizem que as águias chamariam atenção demais, podendo até ser abatidas, comprometendo a missão. Outros dizem que Gandalf queria sim, usar as águias, e estava indo em direção a elas, mas foi impedido depois da avalanche. Outros dizem ainda que a resistência das águias ao anel não era tão grande. Definitivamente, para cada teoria sobre esse assunto, existe pelo menos uma réplica. Alguns dizem que é simplesmente um furo no roteiro e que sim, mesmo Tolkien pode falhar. Outros descartam essa hipótese e buscam outas explicações. Definitivamente continua no ar…

TOP 5 FAN 01

1 – Ferris Bueller é uma representação imaginária de quem Cameron deseja ser.

A Teoria: Ferris Bueller não existe. Ele é apenas uma representação de quem o atrapalhado Cameron gostaria de ser: ousado, descolado e popular na escola. Ele ainda namora Sloane, a garota perfeita que Cameron nunca poderá ter. Essa teoria explicaria como o trio consegue ver tantos pontos turísticos, fazer tanta coisa em apenas um dia, e ainda como toda a cidade de Chicago sai dançando de forma coreografada em pleno desfile. Isso tudo é um delírio que existe apenas na imaginação de Cameron. Sendo assim, “Curtindo a Vida Adoidado”, seria nada menos que um precursor de “Clube da Luta”, um confronto contra um alter-ego maligno.

As Chances: Acho que aí depende do quanto de sorte você acha que Ferris possui, e quão extrema é a situação mental de Cameron. Pode ser que os exageros tenham sido apenas uma tarde divertida entre amigos, num filme americano sacado de comédia. Mas pode ser verdade, e a situação de Cameron seria pior do que mesmo Ferris esperava. Acho que nunca vamos saber, de verdade.

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