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Homem-Aranha: De Volta ao Lar

08/07/2017

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Homem-Aranha: De Volta ao Lar – por Lucas Veloso canecacanecacanecacaneca

Vou começar essa crítica dizendo: não sei se esse é o melhor filme do Homem-Aranha… mas com certeza, é o mais divertido! Tom Holland, com uma grande ajuda do Marvel Studios (pela primeira vez com controle criativo total sobre o Aranha) nos faz lembrar porque o Homem-Aranha é o herói mais popular do mundo. Nessa versão, ele é engraçado, heróico, de bom coração e um tanto ingênuo, visto que ainda está no colegial (um período que os outros filmes trataram de deixar pra trás rapidinho). Podemos observar seu amadurecimento, e consequentemente, vemos o herói em situações diferentes das dos outros filmes. Não apenas isso, como ele é mais “verde”, suas interações com os vilões são mais intensas, visto que eles surgem assustadores para um menino de 15 anos. Principalmente o Abutre. O Abutre, cara… Michael Keaton, meu Batman preferido, e também Birdman, se mantém alado como Adrian Toomes, um vilão que vem do proletariado, e com ajuda do carisma do astro, faz com que nos identifiquemos com sua causa. Mas nas cenas de ação, caramba. Um vilão implacável. Todo o elenco jovem é interessantíssimo, e aqui vem uma das críticas ao filme, que senti que eles aparecem pouco. Mas critico apenas porque gostei tanto de Ned, Flash, Michelle e Liz, que gostaria que tivessem mais tempo de tela. A Tia May de Marisa Tomei também se destaca entre o elenco adulto, gostei muito da atuação dela. E maldita seja, Marvel, por me deixar atraído pela Tia May! O filme se encaixa suavemente no universo cinematográfico da Marvel, com presenças do Homem-de-Ferro e Capitão América (em vídeos motivacionais hilários) e diversas menções a outros personagens e eventos. Mas o espaço aqui é do Aranha: ele fica mais no Queens e nunca chega a ir a Manhattan. O filme deixa claro que esse jovem herói ainda está “estagiando” nesse mundo fantástico. O que apenas me deixa mais ansioso para as continuações. Senti o ritmo um pouco acelerado, como se algumas passagens ficassem muito corridas. Por exemplo, o “romance” entre Peter e Liz é uma piada. Não é dado muito tempo para se desenvolver, mas talvez porque não queriam focar tanto no romance, já que as duas últimas encarnações do personagem batiam pesado nessa tecla. De volta ao que falei no começo: é o melhor? Não sei. É a melhor caracterização do personagem, sim, e um bom filme. Mas acho que o melhor desse filme é saber que Peter Parker e seu alter-ego estão em boas mãos. As melhores. Que se importam e celebram o personagem tanto quanto os fãs. Bem-vindo ao lar, Aranha. De onde nunca deveria ter saído.

Lego Batman: O Filme

30/06/2017

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Lego Batman: O Filme – por Lucas Veloso canecacaneca

Putz, cara… lá vou eu, ser “aquele cara”: o idoso. O estraga-festas. O inconveniente. Jogar areia na diversão dos outros. Mas a despeito do que todo mundo falou, Lego Batman, “o filme mais genial do Batman”, “Uma carta de amor ao personagem”, NÃO me cativou. Olha, cara… é difícil pra mim falar mal de um produto que mostra tanto carinho ao personagem, seja nas diversas encarnações do Batmóvel que eles colocaram na batcaverna, seja nos intermináveis easter eggs para os mega-fãs, seja na atuação empolgada de todos os atores envolvidos, seja na celebração do fenômeno que é Batman, seja no Bane imitando o falsete de Tom Hardy… tem muita coisa para amar nesse filme. O problema é que é o que é: um comercial de uma hora e meia de Lego, e não tem muita história, poderíamos ter visto tudo isso que já mencionei num período menor de tempo. E seguindo o estilo de “Uma Aventura Lego”, esses filmes são uma máquina de fazer meninos hiperativos. É tipo cores, cores, cores, luzes, luzes, luzes, movimento o tempo todo, é como se estivéssemos recompensando as crianças que não conseguem prestar atenção por mais de 5 minutos ao fornecer estímulos o tempo todo. E mais: se for pra exaltar o tanto que o Batman é O CARA, eu ainda prefiro essa animação (não assista se não tiver pelo menos 14 anos). Lego Batman tem UMA cena fantástica, genial, que na minha opinião pode figurar no panteão de melhores cenas do Batman de todos os tempos, e é aquela em que Batman explica sua relação com o Coringa. É uma coisa que mesmo fãs podem não ter se dado conta, mas faz total sentido, e a forma com que o Batman explica para o palhaço do crime é simplesmente hilária. Lego é bacana, Batman é mais bacana ainda, mas vou preferir as pequenas doses dos curtas do Netflix.

O Círculo

30/06/2017

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O Círculo – por Daniel Mazzochi caneca

Qualquer um que esteve em uma sala de cinema, recentemente, se deparou com o chamativo trailer de “O Círculo”. É uma receita fadada ao sucesso. Afinal, temos o eterno queridinho das telonas, Tom Hanks. Ao seu lado, a nova galinha dos ovos de ouro, Emma Watson, que passou 20 anos à sombra da bruxinha e agora dispara para conquistar o mundo como uma atriz madura, como mulher. A propósito, os mesmos 20 anos que Ellar Coltrane, que aqui interpreta Mercer, levou para “crescer” em Boyhood e alcançar as 12 falas que teve neste filme. Ainda bem. Sua atuação apesar de pequena, lhe renderia o próximo protagonista de Malhação. E sim, Emma seria seu par romântico. Afinal, a entrega é tão ruim quanto. O tema… bem… uma rede social/empresa capaz de conectar o mundo, achar desaparecidos, resolver problemas do dia-a-dia, criar intrigas, exibir privacidade, revelar intimidades. Não. Não estou falando desta ferramenta a qual você me lê, neste momento. Estou falando do Círculo. Uma caricatura da Apple, mesclada ao estereótipo Facebookiano. Tom Hanks aqui é o “Jobs”. Um antagonista que se camufla em simpatia e hora nenhuma esboça trejeitos de vilão. Confuso, né? Nem tanto quanto a cabeça da Mae (Emma), a protagonista. Uma figura apática, perdida no que é realmente relevante para ela, mas… mesmo assim… possui o poder sobrenatural de ganhar a confiança das pessoas de forma meteórica. Aliás… como tudo no filme. O tempo passa na velocidade da luz. Dias, semanas, meses saltam de forma frenética, tentando apresentar elementos para explicar o péssimo roteiro. Por exemplo, assim, do nada, decidem que a experiente canoísta Mae, se tornou uma aventureira inconsequente que rouba um caiaque e se joga em alto-mar, à noite, em uma absurda neblina. Uma cena jogada ao vento, apenas para dar sequência à trama que viria a seguir. E o filme segue assim, saltando capítulos, enaltecendo figuras apagadas, aplicando bordões e criando uma tremenda lambança que não leva a nenhuma resolução. Com destaque para pior cena de perseguição seguida de tragédia da história do cinema. Quase tão “brilhante” quanto a queda do helicóptero de Mr. Grey naqueles 50 tons de desperdício de tempo. O filme trabalha a futilidade do mundo virtual que vivemos de forma ainda mais fútil. Subestima a inteligência do espectador e assume que estamos criando uma geração de idiotas manipuláveis. Honestamente, não me lembro de ter tido uma decepção tão grande no cinema nos últimos anos. Nem o Oscar da Gwyneth foi tão broxante. Penso que Tom Hanks devia algum favor ao diretor para ter aceitado esse papel. Bill Paxton é uma das únicas figuras humanas nesse filme e entregou o papel com precisão. Uma pena ele ter falecido antes de saber que somente ele salvaria neste filme. Mentira, o Hanks tá bem também…mas ele apareceu “tantas vezes”, que quase me esqueço de dizer que ele atuou legalzinho. O Círculo deveria ter 40 minutos e estar entre os novos episódios de Black Mirror, afinal, é isso que tentam ser. Porém, se fosse esse o primeiro episódio da quarta temporada…eu temeria pelo pior. Digno de 1 estrela/caneca. Uma péssima execução, para uma ideia potencialmente boa. “Sad but true”.

Turbokid

04/06/2017

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Turbokid – por Lucas Veloso canecacanecacaneca

A nostalgia é real! Não apenas revisitar temas e tendências dos anos 80/90, mas a moda atual é fazer filmes que se parecem tanto com os produtos daquela época, que você quase poderia ser perdoado por pensar que são mesmo filmes perdidos que foram encontrados apenas recentemente. Entram nessa lista “Kung Fury”, “Stranger Things”… e a lista só cresce. Mas, ei… sendo eu mesmo um nostálgico, não reclamo. Turbokid bebe direto na fonte de Mad Max, mas tem um pouco dos “filmes de amizade” da época (“Os Goonies”, “Conta Comigo”, etc…), ao contar a história de um garoto que tenta sobreviver num desolado pós-apocalipse, quando encontra uma nova amiga. Quando ela é sequestrada, ele resolve encarnar seu antigo super-herói Turbo Rider para salvá-la. O filme é extremamente curioso, pois apresenta uma filmagem e design de produção que como citei, poderiam ter sido feitos nos anos 80, incluindo aí a obrigatória trilha sonora de sintetizadores. A violência também é excessiva, como era o padrão também. Mas o filme se sobressai é no coração… e não quero dizer órgãos arrancados de corpos, que tem bastante… mas o núcleo emocional mesmo. O casal de atores principais é extremamente carismático e é fácil torcer por eles. E embora siga o padrão oitentista, o filme não se contenta apenas com isso, oferecendo uma surpresa no enredo aqui e ali. É divertido, e vale conferir, principalmente se você é um dos órfãos da “década perdida”.

Mulher Maravilha

03/06/2017

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Mulher Maravilha – por Lucas Veloso canecacanecacaneca

Esse tinha expectativa, ô se tinha: o primeiro grande filme baseado em HQs liderado por uma personagem feminina, dirigido por uma mulher (Patty Jenkins, do premiado “Monster”) e o primeiro filme da DC depois dos criticados Batman X Superman (na verdade, um bom filme) e Esquadrão Suicida (esse, ruim mesmo). Então, como a mulher mais poderosa das HQs se sai em seu próprio filme? Muito bem, na verdade: o filme conta a origem de Diana, princesa amazona da ilha de Themyscira, que após resgatar o piloto Steve Trevor, volta com ele para o mundo dos homens e testemunha os horrores que inflingimos um ao outro. Claro que, com seu forte senso de honra e justiça, ela não pretende ficar parada frente a tanta brutalidade. Para essa história, os produtores preferiram inserir a personagem na I Guerra Mundial ao invés da II, que é quando ela foi criada nos quadrinhos. Não me pergunte porquê, mas a verdade é que como são poucos os filmes passados nesse período (comparando com o tanto de filme de II Guerra), pra mim foi uma mudança bem-vinda. Diana é interpretada com ingenuidade e solenidade por Gal Gadot, que já tinha interpretado uma versão mais calejada da mesma em BVS. Para mim, nunca haverá uma Mulher Maravilha mais maravilhosa do que Linda Carter, mas estaria mentindo se dissesse que Gal não sai bem aqui. Com seu porte e presença de tela, faz frente a um veterano como Chris Pine e deixa sua marca. As cenas de ação são muito boas, a mulher bota pra quebrar sem nunca precisar recorrer a homem nenhum para protegê-la. A mensagem é bem clara: essa é uma guerreira que não está na Liga apenas por seu rostinho bonito. O desenho de produção, com as imagens idílicas na ilha e a recriação de época do início da década passada também merecem uma menção. O roteiro é apenas correto e nunca chega a, com o perdão do trocadilho, nos maravilhar, mas o filme faz tudo que ele precisa fazer, ao meu ver: apresenta a origem da Mulher Maravilha, a estabelece como uma “embaixadora da paz” de Themyscira, parte integral da personagem, mostra uma parte do que foi o tal “século de horrores” que ela presenciou antes dos eventos de BVS, e deixa a porta aberta para novas aventuras mas sem a obrigatoriedade dos filmes que buscam “construir um universo”. Apenas correto, sem exageros, mas um filme respeitável e respeitador.

Alien: Covenant

13/05/2017

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Alien: Covenant – por Lucas Veloso caneca

Cara, cara, cara… que mundo é esse em que vivemos em que Neill Blomkamp, o talentoso diretor de “Distrito 9” tem ideias interessantes para um filme do Alien e não consegue fazê-lo, e Ridley Scott, o homem que deu início à franquia, tem ideias totalmente estapafúrdias e ainda assim, consegue continuar fazendo esses filmes?! Vou falar de uma vez, se não quiser perder tempo lendo tudo: esse Alien Covenant é um DESASTRE! Uma bomba atômica! Um chute nos bagos de qualquer fã que já curtiu algum filme do Alien. Ressurreição? AvP? OBRAS DE ARTE perto desse filme! A campanha de marketing, genial, nos leva a crer que Scott aprendeu com o outro desastre que foi “Prometheus” e que agora voltará para o “clima” do Alien original: nave mais realista, tripulação estilo caminhoneiros do espaço que nem Sigourney e cia, corredores escuros… mas aí você vai ver o filme, e é Prometheus 2?! Ah, COME ON!!! Pra que insistir numa premissa furada? Ninguém deu a mínima praqueles carecas branquelos e suas experiências científicas, cara… foi a pior parte do filme! E aí ele traz justamente essa parte de volta? É brincadeira… o filme é tão escroto, que quando chegou a parte final, com o obrigatório jogo-de-gato e rato com o Alien na nave, eu já estava tão de saco cheio que não dava mais a mínima. Com o perdão do trocadilho, esse é um filme que me alienou direitinho da série e de Ridley Scott, hoje apenas uma sombra do que já foi, apesar de algumas bolas dentro (“Perdido em Marte”). A única salvação é mesmo Fassbender, que mesmo numa bomba dessas, ainda consegue mandar bem. Fantástico ator. Mas de resto… meu amigo… que roubada! Dêem-me sangue novo ou aposentem essa série de vez!

Guardiões da Galáxia Vol. 2

04/05/2017

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Guardiões da Galáxia Vol. 2 – por Lucas Veloso canecacanecacanecacaneca

Se você acompanha nosso blog, talvez saiba que não sou muito fã do primeiro “Guardiões da Galáxia”. Não sei, tem coisas naquele filme que não me desceram bem, tentava ser outra coisa, e não deu pra relevar. Sei que não é a opinião geral (todo mundo adorou). Sendo assim, não estava ansioso pro segundo filme, não estava nem de longe no meu Top 10 de filmes mais esperados. E assim fui ao cinema, meio a contragosto, numa sessão cara de IMAX em 3D acompanhando alguns amigos. E foi assim que vi o melhor filme da Marvel do ano, e um dos melhores já feito pela empresa. WHAT?! É, isso mesmo… se é pra dar o braço a torcer, vamos fazer direito. Dessa vez, me conectei mais com a história: o pai de Peter “Starlord” Quill reaparece, querendo se reconectar ao filho… só tem um probleminha: ele é um planeta vivo! E Peter já tem uma “família” agora: como ficam os Guardiões nessa? O filme se concentra ao máximo em capitalizar nos trunfos de seus personagens: Drax é fortão e sem noção? Então, você terá excelentes cenas dele sendo fortão e sem noção. Gamora e sua irmã azul tem questões familiares pra resolver? Então, você vai ver lavação de roupa suja hardcore! Rocket Raccoon é um babaca azedo mas com um bom coração? Você vai… putz! Sem spoilers. Mas basta dizer que algo inesperado desse filme é que ele mexe com suas emoções mais primais. O filme abre seu coração pra você, e você seria um babaca nível Rocket se não o acolhesse caridosamente. Ah! E Baby Groot rouba a cena várias vezes, mas isso já era esperado. Além disso, desde Avatar não via um 3D tão imersivo. Você nunca “esquece” que está vendo em 3D, e não porque coisas pulam na sua cara o tempo todo, mas porque o design de produção é intrincado e bonito, e os mundos que os Guardiões visitam são cheios de camadas e detalhes, e você vai querer ver tudo, se absorver em tudo. Se você leu HQs da Marvel dos anos 70, com aquela arte colorida de John Buscema e afins, sabe do que estou falando. E mais: a ação é espetacular, as piadas são hilárias, as referências para os fãs estão fervilhando. Então, resumindo, um filme bom pra caramba, sim… e ao longo da projeção já estava com a intenção de dar uma nota de 3 canecas (bem cheias) pra ele. Mas aí, no clímax, Peter Quill se transforma em (SEM SPOILERS) escancara a porta da anarquia, abraça cada nerd no cinema, e me vi “forçado” a dar quatro estrelas. Surreal. Acho que nunca desgostei tanto de um filme e curti tanto sua continuação, a ponto de virar fã desses personagens, passar a me importar com eles e querer saber o que vem por aí pra eles. Talvez esse tal de James Gunn seja mágico mesmo.