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ESPECIAL Haloween

02/11/2009

Com dois dias de atraso em relação ao dia das bruxas, mas a tempo pro dia de finados, aqui está o nosso ESPECIAL HALLOWEEN!

Halloween –  por Lucas Veloso

John Carpenter escreveu, dirigiu e compôs a trilha sonora (!) para Halloween, aquele que viria a se tornar um dos clássicos de sua carreira (também dirigiu “Fuga de NY“, “Enigma do Outro Mundo”, “Vampiros”, entre outros). Somos apresentados a Michael Myers, um assassino que passa toda sua vida adulta num sanatório, após ter cometido seu primeiro assassinato quando ainda era um garotinho. Um dia, ele consegue escapar e volta para sua cidade natal, Haddonfield, para terminar o que começou. O filme tem uma atmosfera bem indie, e visto hoje não impressiona muito (exceto pela feiúra de Jamie Lee Curtis, praticamente um espantalho). O roteiro, focado em Laurie Strode (Curtis) e suas amigas, que têm a noite de halloween mais intensa de suas vidas, com seus “papos de menina” ao longo do filme, também parece arrastado, até as matanças começarem. Realmente, eu diria que em termos de técnica e roteiro, o filme não envelheceu bem.

Então, o que permanece, que ainda retém o status de “clássico”? Bom.. a ambientação, a construção do suspense, é muito bem-feita. Michael Myers, o silencioso assassino, está à espreita o filme todo. Ele é um espectro, um vislumbre, uma sombra.. até que resolve começar a matar, quando se transforma numa verdadeira fera. Suas aparições por trás de uma cerca, de uma árvore são mais “cool” do que todo o resto do filme. Donald Pleasence também enche a tela com sua caracterização do Dr. Loomis, a nêmesis de Myers. Sua atuação estilo “filme B” traz uma qualidade um pouco cômica, mas ao mesmo tempo intensa, ao papel. Mostra como, perseguindo o psicopata, ele mesmo acabou ficando meio doido. A trilha também é excelente, com a tensa música-tema sendo expandida de várias formas ao longo do filme.

Sendo assim, realmente Halloween não assusta o público de hoje em dia, com sua paranóia de subúrbio, quando os medos hoje em dia são terrorismo, epidemias e guerra civil. Mas merece ser visto, não só como registro de uma época, mas como entretenimento cult/trash, além de “pai” de toda uma geração de assassinos cinematográficos.

Legado, continuações e remake

Desde que começou no cinema, o gênero terror passou por várias transformações: desde monstros adaptados da literatura, passando por terror psicológico com monstros bem “humanos”, até chegar hoje à patética “tortura-pornô” de filmes como “Jogos Mortais” e “Albergue”. No meio dessa jornada, surgiram os chamados “Slasher Movies”, onde um assassino silencioso e macabro perseguiria um grupo de adolescentes promíscuos, matando um por um. Fazem parte desse gênero Jason, Leatherface, o fantasminha de Pânico, e até Freddie Krueger, apesar desse ter um certo “verniz psicológico” em suas histórias.

E mesmo sendo Leatherface o pioneiro em “O Massacre da Serra Elétrica”, quem criou o que se tornaria a fórmula foi Michael Myers, em “Halloween”, de 1978. Como todo filme de terror bem-sucedido que se preze, Halloween gerou várias sequências. Embora algumas tragam sustos até mais eficientes do que o original, e sejam melhores tecnicamente, nenhum trouxe a novidade do primeiro (até porque o gênero já estava saturado com diversas cópias). Em 2007, o roqueiro e diretor Rob Zombie fez um remake, que trazia o gigantesco Tyler Mane como um ameaçador Michael Myers, e tentou dar a Halloween a roupagem do novo milênio. Embora as cenas de susto e perseguição sejam boas, o resto do filme é uma confusão de clichês e roteiro ruim. O pior na minha opinião, foi dar uma origem “conturbada” para Michael (pai alcóolatra, mãe stripper). Num lar ruim, é fácil crescer e se tornar uma pessoa ruim. Mas e no filme original, em que Michael era um garotinho normal, crescendo num lar normal, e ainda assim, era o “mal personificado”, como descrevia o Dr. Loomis? Não havia explicação! E isso, creio, é muito mais assustador…

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