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Highlander

03/12/2009

Highlander – O Guerreiro Imortal – por Lucas Veloso

Highlander se tornou um filme seminal da década de 80, e é lembrado até hoje. Mas nem sempre foi assim. Na época do filme, ele era pouco mais do que um filme B que teve a sorte de ter uma soma de bons fatores: Sean Connery, o Queen (a banda mais “quente” da época) contribuindo com algumas músicas, e o astro em ascenção Christopher Lambert.

Com certeza, todos esses fatores contribuíram para o sucesso, mas a história também merece destaque: desde tempos remotos, guerreiros imortais têm caminhado pela Terra. Não há explicação para sua condição (conveniente e prático), só se sabe que eles devem guerrear até que sobre apenas um. E quando isso acontecer, esse guerreiro ganhará o “prêmio”, conhecimento irrestrito sobre vários temas, acumulado ao longo dos séculos, de todos os imortais. Claro que no fim, isso é só desculpa para acompanharmos as batalhas de Connor McLeod (Lambert), sendo treinado pelo espalhafatoso Ramirez (Connery, claramente se divertindo no papel), e desafiado pelo Kurgan (Clancy Brown, ameaçador e exagerado, excelente). O filme é um delírio visual: além dos inspirados truques de câmera, a história vai e vem através de vários períodos da história, mostrando a tortuosa, angustiante, e às vezes cômica jornada de McLeod.

E se o diretor Russell Mulcahy nos entrega uma história divertida em ritmo de videoclipe (recurso batido hoje, mas ainda original na época), nada mais justo que a trilha sonora seja fenomenal: não só as músicas vibrantes do Queen (cuja principal foi “Who Wants to Live Forever”, clássica!), mas também a trilha instrumental de Michael Kamen, com o equilíbrio certo entre tristeza e heroísmo. Claro que o filme não é perfeito, e sendo uma produção de baixo orçamento, se procurar, vai achar vários erros e tosqueiras. Mas no final, a diversão que o filme proporciona é digna de uma grande produção.

—————

There can be only one… right??

Esse era o lema do filme, só pode haver um. Falando, obviamente dos imortais, que teriam que guerrear até o último. Os produtores bem que podiam ter aplicado essa máxima, e parado no primeiro filme. Mas claro, se deu dinheiro, por que parar? Então, tivemos Highlander II – A Ressurreição, novamente no comando do mesmo diretor, e o que tinha dado certo no primeiro, foi avacalhado no segundo, revelando o diretor inconstante que Mulcahy é (o que podemos ver até hoje em seus trabalhos). Mas a culpa não é só dele, e também da produção, que ficou dando pitacos. O filme foi massacrado pela crítica e público, e consta sempre em listas de “piores de todos os tempos”. Alguns anos depois, o filme foi re-editado numa “edição renegada”, mas que não fez muita diferença. Não satisfeitos, ainda insistiram com um Highlander III – O Feiticeiro, ignorando a história do segundo filme, porém inventando do nada um imortal (mas McLeod não era o último?? Ele não recebeu o “prêmio”???), e só impressionando pelo visual, cortesia de Andy Morahan, diretor de alguns clipes do Guns N´ Roses. A série, já uma franquia, continuou com um quarto e quinto filmes (que não assisti), dois desenhos animados e duas séries de TV. Triste dizer que nenhuma fez frente ou acrescentou muito àquele pequeno filme B que começou tudo.

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6 Comentários leave one →
  1. Dark Lord permalink
    18/12/2009 12:44 AM

    Interessante seu comentário, mas tem um detalhe que você, aparentemente, esqueceu. A história do terceiro filme leva a crer que ocorreu entre o primeiro e o segundo, em que pesem os avanços videográficos.
    Eu sou supeito para falar porque sou fã da série, mas devo dizer que você fez muito bem em dar ao enredo o devido valor. Highlander influenciou sua geração, não importa de que maneira, e é lembrado até hoje pela dúvida que deixou – ou ressuscitou – imortalidade: dádiva ou maldição?

    • 19/12/2009 12:23 PM

      Olá, Dark Lord. Obrigado pelo comentário. De fato, você tem razão.. se for olhar cronologicamente, a história do 3o se passa antes do 2o. Mas pelo que eu entendo, os realizadores resolveram ignorar a história do 2o filme pelo restante da série. Mas novamente, não posso confirmar, já que parei de assistir no terceiro, mesmo.

      Obrigado pela visita e pelo comentário! Volte sempre.

  2. Mario permalink
    31/07/2011 3:55 AM

    Bem o que entendi no terceiro filme é que o segundo é ignorado.
    Da pra entender isso quando explica a morte da segunda mulher de Connor.No segundo filme ela morre em 1995 e no terceiro fala que ela morreu 7 anos após os acontecimentos do 1.

  3. 09/05/2012 11:34 AM

    o 1 e otimo
    apenas 1
    que deveria ter ficado
    no 1

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