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ESPECIAL Poderoso Chefão

05/02/2010

Sim.. hoje, faremos uma oferta que você não poderá recusar.. não parta o nosso coração, e leia nosso especial “Poderoso Chefão“… caso contrário, você dorme com os peixes.. capice?

O Poderoso Chefão – Por Lucas Veloso

A história da família mafiosa Corleone começa a ser contada no auge, quando é comandada pelo patriarca Don Vito Corleone, conhecido como “o padrinho (Godfather)” entre seus entes queridos e colegas de atividades. Temos aqui o retrato mais compreensivo do que seria uma família mafiosa, suas tradições, códigos, e vemos que no geral, não é muito diferente de qualquer grande família, exceto talvez, pelo tipo de negócio.

O filme tem uma escala absurdamente épica. As cenas parecem fotos antigas em sépia tomando vida. A trilha é discreta, porém austera. A direção de arte também faz um ótimo trabalho de reconstrução de época. Mas a grande atração é mesmo o elenco. Só a nata de Hollywood da época, destacando-se é claro, Marlon Brando. Somente uma lenda para interpretar outra. Al Pacino também faz um bom trabalho, embora mais contido que de costume, como o filho idealista que é arrastado para o mundo do crime. Vale mencionar ainda os grandes coadjuvantes, James Caan, Robert Duvall, Talia Shire, entre outros, que também encontram seus momentos para brilhar.

No fundo, é desnecessário se prolongar. Quando se tem cenas e diálogos que entraram para a história do cinema sendo inumeramente repetidos, copiados e satirizados, é melhor ir ver o filme de uma vez, e descobrir por si mesmo porque ele é uma verdadeira aula de cinema e de arte em geral.

O Poderoso Chefão Parte II – Por Lucas Veloso

A história continua, agora com Michael Corleone no comando da organização. O jovem idealista se torna um homem extremamente cínico, frio e calculista. Excelente para ser líder de um império do crime, nada bom para ser pai de família. Além da história de Michael tentando equilibrar esses dois aspectos distintos de sua vida, a trama intercala cenas com flashbacks do jovem Vito Corleone, interpretado aqui por Robert deNiro, e como ele construiu sua fama e fortuna.

Uma salva para a forma como trabalha a edição. Não temos aqui recursos baratos para introduzir o flashback. Sem atenção, podemos até pensar que se trata da continuação da cena anterior, em alguns momentos. E se no outro filme, a direção de arte já era excelente, aqui ela se mostra impecável, ao retroceder ainda mais na história e mesmo assim, tornar crível a Nova Iorque do começo do século XX. No mais, fãs dos tiroteios e execuções do 1o filme não ficarão decepcionados, pois a ação continua, e ao final do filme, só podemos esperar por mais.

O Poderoso Chefão Parte III – Por Lucas Veloso

A última parte da saga Corleone. Vemos agora o declínio do império do crime, enquanto Michael tenta tornar suas operações completamente legítimas, buscando paz para ele mesmo e para sua família. Mas os “velhos tempos” não parecem querer deixá-lo em paz, surgindo na forma de Vincent, seu sobrinho, que espera convencer o tio a reerguer a “família”.

Infelizmente, o declínio delineado no roteiro se reflete também no filme. A produção continua grandiosa em todos os sentidos, mas peca no roteiro, que embora eficiente, perde comparado com a grandiosidade dos anteriores. Não ajuda também o fato de que os bons coadjuvantes tenham saído de cena e só sobraram os membros mais desinteressantes da família. Um ponto negativo que ouvia falar antes mesmo de ver o filme, e o qual infelizmente pude comprovar, é a escalação errônea de Sofia Coppola para ser a filha do “poderoso chefão”. Um papel tão importante demandava uma atriz extremamente talentosa, o que não é o caso aqui. A lição que fica é “abaixo o nepotismo” e Sofia, fique na direção que você se sai melhor.

Seja como for, se não é um espetáculo como os outros, ao menos, encerra a saga com a dignidade que ela merece e contribui para inserí-la permanentemente na história do cinema. Mas pelo menos os diretores aprenderam a lição antes de transformar uma boa série de dois filmes numa instável trilogia. Hã.. espera aí.. Não, não aprenderam.

“Não, não colocaremos mais nenhuma citação manjada aqui”.


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