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Forrest Gump

05/03/2010

Forrest Gump – por Lucas Veloso

Existem filmes que são excelentes. Não há dúvida. Mas é muito raro o filme que vai além dessa barreira, e me atinge emocionalmente, de forma a realmente me fazer gostar de personagens. Não me entenda mal, eu torço por personagens em filmes, sinto-me mal quando eles morrem, mas Forrest Gump dá um passo além nisso tudo. Ele faz você querer estar lá com ele, acompanhando suas aventuras. Bom, pelo menos, foi assim comigo.

Com a história do jovem, digamos, não muito brilhante, cuja história de vida acaba interligada à história dos E.U.A enquanto busca sua amada Jenny, o diretor Robert Zemeckis e Tom Hanks acertam na mosca. Tudo no filme é perfeito: a reconstrução das diversas épocas retratadas, seja em cenário, figurino, maquiagem… os efeitos especiais também são muito bons, fazendo com que Hanks contracene com diversas figuras ilustres quase com perfeição (para o padrão da época, 1994, era a perfeição. Hoje, o efeito surge um pouco desajeitado, mas ainda interessante de se ver). Claro que nada adiantaria se não fossem as atuações: Tom Hanks domina o filme, e se você dá valor a prêmios, nunca um Oscar foi tão merecido. Naquelas duas horas e pouco de filme, ele É Forrest. Não há sombra de dúvida. Parece que ele sabe exatamente o que tem que fazer para que o personagem funcione, e nas mãos de outro ator, seria muito fácil perder o controle, exagerar na atuação e transformá-lo numa caricatura. Se sentimos na pele a dor dos desencontros com Jenny, é porque Forrest é tão convincente. Outros que merecem atenção no elenco são: Gary Sinise, no papel do torturado e intenso Tenente Dan (ótimos efeitos também quando ele fica sem as pernas) e Sally Field, no papel da mãe de Forrest. Lembrando que na vida real, a idade dela é bem próxima da de Tom Hanks. A mistura da trilha orquestrada emotiva de Alan Silvestri, com diversas canções clássicas americanas vindo desde a década de 50 até 80, traz um resultado fantástico e nostálgico. Poderia ser mais um verniz, mas ajuda a completar o filme de forma singular, dá peso, contexto a ele.

Um verdadeiro clássico moderno, já emocionou diversas pessoas e promete continuar a fazê-lo nos próximos anos, cada vez que uma pessoa inadvertidamente topar com o filme. Afinal, como diria Forrest: “A vida é como uma caixa de chocolates… você nunca sabe o que vai ganhar”. OK, eu totalmente precisava terminar a crítica com essa frase. Sorry.

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