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Apenas uma Vez

17/03/2010

Apenas uma Vez – por Rafael Matos

Once (ou “Apenas uma Vez”) é um daqueles filmes-surpresa. Surpresa porque nunca havia visto nada sobre ele, e nem poderia, já que trata-se de um daqueles filmes independentes totalmente sem divulgação. O que salvou o filme da obscuridade, mesmo sendo excelente foi a sua trilha sonora… mais especificamente a música-tema, que de tão boa, venceu o Oscar de melhor canção em 2008 (Falling slowly, ouça AGORA!), algo pouco comum para esse tipo de filme.
Once conta a história de um cara que toca nas ruas de Dublin para ganhar uma grana e uma vendedora de rosas que sempre o vê tocar. Os personagens não possuem nomes no filme (nos créditos estão como “Guy” e “Girl”). Desse encontro surge uma amizade. Ela também é música e um começa a colaborar no trabalho do outro. O filme é basicamente um musical, mas não tem nada a ver com esses musicais onde as pessoas “cantam seus sentimentos”. Não, nada disso. Pela estética do filme, às vezes parece até que você está vendo um daqueles vídeos caseiros de bandas tocando em lugares diversos por puro prazer.

Eles tocam, se conhecem, compoem… e nós vamos acompanhando essa história de forma natural e prazerosa… e as músicas são simples e magníficas ao mesmo tempo… um folk bem semelhante ao Damien Rice. Os atores do filme são músicos de verdade (na verdade o que eles não são é atores de verdade, o diretor preferiu escalar músicos que pudessem atuar do que o contrário) e fazem seus papéis de forma exemplar.

O curioso do filme é que ele foi feito com apenas 160 mil dólares e rendeu bons 14 milhões, além de várias boas críticas. Com pouca grana, o pessoal teve de usar luz natural e casa de amigos como locação. A galera também não tinha autorização para gravar na rua, então usavam lentes de longa distância para que ninguém na rua percebesse a gravação, o que dizem, ajudou os atores a ficarem à vontade já que não havia câmeras em volta. Once é um filme simples, belo, comovente e merece ser assistido.

Apenas uma Vez – por Lucas Veloso

Finalmente assisti, e embora não goste de puxar saco ou ser “maria-vai-com-as-outras”, poderia copiar a crítica do Rafael logo acima, e colar aqui, porque ele falou exatamente o que eu penso desse filme. Só gostaria de acrescentar que, há muito tempo num filme, não via uma turma de personagens que causavam tanta simpatia. Mesmo quando parecia que ia surgir algum personagem antipático, ele rapidamente entrava no “clima” e se mostrava gente boa de alguma forma. As músicas têm uma qualidade profissional e honestidade que muitos músicos milionários do mercado estão devendo. E em termos de romance, desde “Antes do Amanhecer” não vejo um filme tão direto, delicado e agradável. Uma verdadeira pérola de filme.

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