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O Curioso Caso de Benjamin Button

23/03/2010

O Curioso Caso de Benjamin Button – por Pedro Sampaio

É um filme que merece ser louvado pelos bons efeitos, pela bela fotografia, pela boa maquiagem e a geralmente acertada trilha sonora. A premissa do filme também é fantástica, tirada de um conto de Fitzgerald mas muito ampliada no filme. Temos a oportunidade de ver alguem passando pelas eras e rejuvenescendo por elas. O filme tem momentos muito sensíveis e louváveis, como as angústias do jovem-em-corpo-de-velho Benjamin, sua relação com a mãe adotiva, sua dificuldade de encaixar-se, suas paixões, as cenas da guerra, sua amante no hotel, seu carinho e relação com aquela que viria a ser o amor de sua vida e todas as dificuldades e ambiguidades que implicam (ele rejuvenescendo, ela envelhecendo).

Não é um filme mais bem pontuado justamente porque, apesar de sensível, nunca torna-se de fato algo extraordinário. Bem da verdade, a maneira como a narrativa ocorre lembra muito Forrest Gump e não deve ser coincidência que muitas das mesmas pessoas de Forrest estejam envolvidas neste. O fato de ir fazendo parte de momentos marcantes na história, um grande amor desde a infância que vai e vem, sua inocência ao conhecer o amor e o sexo, sua dificuldade de adaptação, e até mesmo cenas clássicas e marcantes: se em Forrest Gump temos a cena da pena, aonde a câmera acompanha a pena voar, aqui temos o beija-flor, que a câmera acompanha quase de forma idêntica e também serve-se da mesma metáfora sobre seus protagonistas.

Deste modo, além de não ser um filme extraordinário, não tem como evitar que decaia em meio conceito ao utilizar e reciclar a FÓRMULA que havia funcionado em outro filme e aplicar aqui, apenas com as mudanças inevitáveis de cada história.

O Curioso Caso de Benjamin Button – por Lucas Veloso

Esse filme é uma fábula de David Fincher (Se7en, Clube da Luta) e roteirizada por Eric Roth (Forrest Gump). É de se imaginar que sairia algo dark e bonito ao mesmo tempo. A história se foca em Benjamin Button, que nasce um bebê envelhecido e vai rejuvenescendo ao longo dos anos. Claro que nesse processo, se apaixona e tem que lidar com o fato que sua companheira está indo no caminho inverso, ou seja, envelhecendo, é claro. O filme conceitualmente, é interessantíssimo, é bacana acompanhar o show de efeitos digitais e de maquiagem usados para vender a ilusão. Ajuda também que tanto Brad Pitt quanto Cate Blanchett são muito competentes, convencendo tanto como velhos quanto como jovens, independente da idade real dos dois atores. O roteiro não é excelente, funcionando mais como uma planta esquemática para a bizarra fábula, mas tem seus momentos de inspiração, como quando as versões velhas de Pitt e Blanchett lêem a mesma história infantil para seu respectivo cônjuge infantil, obviamente em tempos diferentes do filme. David Fincher é um diretor bacana, que apesar de ter suas marcas registradas, está sempre inovando, transitando por histórias totalmente diferentes entre si.

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