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Footloose

13/04/2010

Footloose – Ritmo Louco – por Lucas Veloso

Os Embalos de Sábado à Noite e Grease revitalizaram o musical, o trouxeram do limbo de Hollywood para a modernidade… e os anos 80 trataram de adotá-lo e, claro, fazer diversas versões, a ponto de ninguém aguentar mais e ele tivesse que voltar pro limbo de novo, a espera de uma futura oportunidade. Mas antes disso, houve Footloose.

Ren McCormack é um garoto da “cidade grande” que curte música e dança, mas ao se mudar com a mãe para uma cidadezinha onde suas grandes paixões foram banidas pelo pastor local, terá que lutar para convencer a todos de que dançar não é pecado. OK, premissa batidíssima, tirando ou pondo um elemento ou outro, a sinopse poderia ser a de qualquer filme de dança dos anos 80. Mas o legal de Footloose é que ele tem um aspecto mais “dark” sob sua superfície alegre, e temas como religião, (in)tolerância e influência são abordados com tanta eficiência quanto possível (ainda é, afinal, um musical). O humor também é de primeira linha. Ren: “Você já ouviu The Police? Aonde?” Willard: “Atrás de nós”.

A trilha sonora, elemento chave desse tipo de filme, tem uma mistura legal de pop com um rock moderadamente farofa, bem o que se esperaria da época. O elenco também é uma grata surpresa: temos Kevin Bacon, que possivelmente interpreta seu personagem mais carismático. Lori Singer faz a doidinha Ariel, filha rebelde do pastor e eventual paquera de Ren, e exagera um pouco nos maneirismos. Mais pra segunda metade do filme, ela fica menos irritante. Mas engraçado mesmo é ver Sarah Jessica Parker, a hoje poderosa protagonista de Sex and The City amargando um papel secundário como a amiga feinha de Ariel. O saudoso Chris Penn (irmão de Sean) está legal como o caipira boa-praça Willard e John Lithgow, que fez o pai de família em “Harry – Um Hóspede do Barulho” mostra talento dramático na pele do pastor, e consegue trazer mais humanidade a um personagem que poderia ser facilmente antipático.

O filme é claro, não está aquém de reprovação. Claro que quase nada dos anos 80 envelheceu bem, então aqui há várias coisas embaraçosas (pode escolher: penteados, roupas, as próprias danças), mas o cerne do filme, a coisa toda de Ren tentar convencer o pessoal da cidade a permitir o rock n´roll ainda segura a onda.

Olha, eu detesto musicais, e nem assistiria a esse não fosse a insistência de um amigo, que me emprestou ainda na era do VHS. Ainda bem que ele o fez (valeu, Tio). Então, se você está no mesmo barco que eu, dê uma chance. Pode sair pensando diferente. Abaixo tem o clipe da música-tema. Se você já viu, vai relembrar com nostalgia. Se não, pode ser que desista agora mesmo, vendo só a colagem das danças bobas, fora do contexto. Mas enfim… quem perde é você.

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