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No Vale das Sombras

25/04/2010

No Vale das Sombras – por Pedro Sampaio

O filme trata de um pai que vai em busca do filho que estava na guerra do Iraque, retornou mas desapareceu. No caminho ele vai descobrindo algumas coisas pouco agradáveis sobre o exército, a guerra e seu próprio filho.

O filme me surpreendeu e isso está cada vez mais raro. É um filme inteligente, envolvente, contundente e que não dramatiza em excesso sua história, percebendo muito bem que ela já é triste per se. O filme trata com maturidade a morte e principalmente faz um grande estudo de personagem com Tommy Lee Jones.

Aliás, creio que é a melhor atuação do já veterano ator. Jones está muito bem, centrado, consegue passar a melancolia silenciosa de seu personagem e todos os conflitos internos apenas com olhares e mínimas expressões. Algo que nem sei ao certo descrever mas que ele fez e de forma fantástica. Sua postura ao longo do filme constrói um personagem tangível, real e possibilidade a identificação e empatia do telespectador. Não é um papel incomum pra ele (ex-policial) mas é dez vezes mais intenso, complexo, que seus demais no gênero já que aqui ex-policial é muito mais um rótulo do que uma desculpa para um herói de meia idade. O resto do elenco está razoável, suficientemente bom para dar realismo ao filme.

A história é séria e novamente todas as glórias ao filme por não exagerá-la e deixar que o choque com os acontecimentos venham por si. Principalmente por ser uma história real. Não vou falar mais para entregar mas é um grande filme e recomendo bastante.

No Vale das Sombras – por Lucas Veloso

Esse Paul Haggis tem que parar de fazer filmes tão fodas assim.. senão, todo ano, o Oscar vai ser do cara! Nesse aqui, Tommy Lee Jones faz um ex-soldado cujo filho vai lutar no Iraque, e quando retorna para os E.U.A, desaparece. O pai começa sua própria investigação e esbarra em burocracia, ignorância e valores invertidos.

O filme se desenvolve como uma excelente história de detetive, com sacadas que deixariam Sherlock orgulhoso. Tommy Lee carrega o filme tranquilamente, com sua interpretação do pai metódico e durão, que mesmo com a possibilidade de encarar o pior, não se abala. O elenco também é competente, e mais uma vez, Haggis nos confunde, ao apresentar personagens que passam longe do maniqueísmo. Ninguém é exatamente puro e inocente, e mesmo os culpados não são totalmente maus. Com isso, ele bate na mesma tecla de “Crash”, seu filme anterior, mas ainda obtém bons resultados.

Um filme corajoso e duro para nós que vemos daqui, mas aposto que muito mais para os americanos.

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