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ESPECIAL Tartarugas Ninja

31/05/2010

Santa Tartaruga! Relembrando a mania mais forte dos anos 90, e reconhecendo o bom filme recente, esse é o nosso especial TARTARUGAS NINJA! Por Lucas Veloso.

As Tartarugas Ninja – O Filme

Quem diria que quatro tartarugas adolescentes mutantes e ninjas conseguiriam fazer tanto sucesso? Pois é… a década de 90 foi, de fato, bem estranha. Seja como for, o que começou como uma HQ alternativa, se tornou um desenho lucrativo e acabou virando um filme de sucesso nas bilheterias em 1990. A “turtlemania” já estava instalada.

Pois bem… o filme conta a origem das Tartarugas Ninja, e como elas se tornaram combatentes do crime. Se você não sabe, ou tem menos de 10 anos de idade ou esteve escutando Ace of Base durante toda a década de 90 e não prestou atenção. Seja como for, veja o filme. Tudo que os fãs poderiam querer está lá, com o tratamento cinematográfico esperado: O Destruidor, a repórter amiga April O´Neil (Judith Hoag, que não é voluptuosa como a do desenho, mas faz bem o papel), e mesmo o malucão Casey Jones (Elias Koteas, que mesmo molecão, já era promessa de talento). O roteiro, esperto, remete à origem das HQs, mais adultas e sérias, mas como foi o desenho que popularizou os personagens, muitos elementos são de lá. Isso inclui as piadinhas e a obsessão por pizza. Seja como for, o mix traz ingredientes que poderão interessar tanto a adultos quanto crianças. As cenas de ação e lutas são bem-feitas, e as Tartarugas são feitas com dublês em roupas de borracha e cabeças animatrônicas, cortesia da sempre competente oficina de Jim Henson. Mestre Splinter é um rato totalmente animatrônico, e é impressionante a emoção que ele e suas tartarugas são capazes de passar. Excelente trabalho. Melhor que muito ator de carne e osso, por aí.

A trilha sonora traz rap, músicas pop “feel good (bem comuns no início dos anos 90)” e até MC Hammer e semelhantes. Não fazem feio numa festa-flashback. A direção é de Steve Barron, responsável por pelo menos dois dos mais influentes videoclipes de todos os tempos: Billie Jean, de Michael Jackson , e Take on Me, do A-Ha. Ele entrega um filme com uma bela fotografia, boas imagens de NY e trabalho igualmente competente de estúdio. Creio que o maior defeito desse filme deva ser o fato de ter gerado algumas continuações totalmente dispensáveis, como veremos mais à frente.

As Tartarugas Ninja II – O Segredo do Ooze

Depois do sucesso do primeiro filme, uma continuação foi encomendada às pressas. E põe “às pressas” nisso. Só um ano depois, as Tartarugas já estavam de volta às telas. Tudo no filme parece sem alma, um grande caça-níqueis para capitalizar na moda das Tartarugas, que sabe-se lá quanto tempo duraria. Todos os conflitos familiares, brigas e relacionamentos do filme anterior praticamente desaparecem, dando lugar a ação descerebrada (desta vez, para fazer o filme mais “amigável” às crianças, as Tartarugas quase não usam suas armas) e piadas ainda mais infames e bobas: precisávamos mesmo ver a criatura mutante que o Destruidor acabou de criar abraçá-lo e dizer: “Mamãe”? E ainda mudaram a April. Enquanto a do primeiro filme parecia se adequar perfeitamente à família disfuncional das tartarugas, a nova atriz Paige Turco parece não ter paciência com elas. Enfim, é como se fosse um episódio do desenho preguiçosamente dirigido por executivos de empresas de brinquedos e fast food. Ah, e você acha que acabou? Quando você já está pedindo por uma morte rápida, eis que surge, TOTALMENTE ALEATÓRIO para a história do filme, Vanilla Ice. O quê? Você não sabe quem é Vanilla Ice? Puxa, você que é feliz… E tem ainda uma luta final com um Destruidor anabolizado, que destrói não apenas o píer sob o qual estava, mas também a dignidade do vilão. Só dei duas canecas porque pelo menos as coreografias de lutas são boas e os efeitos animatrônicos das Tartarugas, que já eram bons, melhoraram. Ah! E o novo esconderijo na estação abandonada é fantástico… mas o resto está além de qualquer salvação.

As Tartarugas Ninja III

Tecnicamente, estou trapaceando fazendo essa crítica, pois não assisti a esse filme por inteiro. Mas o que vi, me convenceu de sua inutilidade. Um filme das Tartarugas passado no Japão Medieval por meio de viagem no tempo (o quê?!), com menos lutas, sem Destruidor, ou qualquer outro vilão que possa substituí-lo com eficácia, sem o apoio da empresa de Jim Henson, o que resultou em Tartarugas bem mais feias… ou seja, os caras não estavam nem se esforçando. Era só pra espremer a última gota da franquia, que em 1993 já dava sinais de cansaço. Não é à toa que foi o último filme live-action das Tartarugas no cinema (até o momento).

TMNT (As Tartarugas Ninja – O Retorno)

Em 2007, as Tartarugas retornaram (como atesta o título nacional) aos cinemas, agora num estiloso longa-metragem em CGI. Feito com cuidado dessa vez, e por pessoas que estavam prestando atenção, o filme retoma alguns temas do primeiro: o clima mais dark, os conflitos familiares, e ainda discute questões como amadurecimento, trabalho e amizade. É claro que, como tinha que ter algo pra atrair os pequeninos, surgem na tela vários monstros caricatos para enfrentar os quatro irmãos verdes. Isso, e a excessiva estilização dos personagens humanos (lembrando o design de Os Incríveis) são os únicos defeitos do filme, para mim. Como se trata de animação, as Tartarugas aprontam de tudo nos telhados de Nova York, e os movimentos das lutas ficaram bem legais, fluidos. O elenco de dubladores famosos (Patrick Stewart, Sarah Michelle Gellar, Chris Evans) faz um trabalho competente, mas as estrelas aqui são mesmo as Tartarugas, com seus comportamentos específicos e peculiares, e um bom design de personagem. É bom tê-los de volta, mesmo vindo com monstros bizarros no encalço.

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