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Metropolis

08/06/2010

Metropolis – por Lucas Veloso

Demorei demais para assistir a esse clássico, não só da ficção científica mas do cinema em geral, mas quando o fiz, compreendi de cara sua importância.

Filme mudo e em P&B dirigido na década de 20 por Fritz Lang, Metrópolis se passa em 2026 (futuro distante, na época) e como qualquer boa ficção científica, trata de temas sociais como a eterna luta de classes, amor e também faz previsões para o futuro: robótica e clonagem. O jovem Freder, filho do mestre de Metrópolis, desce ao subterrâneo da cidade para encontrar a misteriosa Maria, por quem se apaixonou, e acaba por conhecer a luta de seus “irmãos” menos afortunados, que precisam labutar para manter a vistosa cidade funcionando. Com seu perfeito design de produção e maravilhosa arquitetura, podemos perceber que o filme acabou por influenciar não só diversos clássicos contemporâneos da sci-fi, mas de outros gêneros também. Pode-se argumentar que se existem filmes de robôs e visões futuristas distópicas hoje em dia, foi tudo graças a Metropolis. A fotografia, como é regra nos filmes alemães dessa época, é belíssima, e a trilha sonora, de ótima qualidade, consegue carregar o filme tranquilamente e ajuda a contar a história (lembre-se, não há diálogos), seja nos momentos épicos, seja nos momentos intimistas. As atuações merecem crédito especial, pois não é fácil atuar apenas com a expressão facial e corporal, e os atores mostram-se extremamente competentes, ainda que sua performance possa ser considerada exagerada se olharmos com os olhos de hoje. Os efeitos especiais, embora tenham obviamente envelhecido de 80 anos para cá, merecem atenção especial, pelo trabalho com miniaturas, maquetes e trucagens de câmera, que a bem da verdade, influenciaram as técnicas que evoluíram e são usadas até hoje.

Um clássico indiscutível, e o melhor: um filme antigo que dá prazer de se assistir ainda hoje, relevante e que se encontra assustadoramente em sintonia com o mundo atual. Dê preferência à versão restaurada, que faz uso de novos negativos encontrados em 2008 e adiciona cerca de 25 minutos à narrativa.

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