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Antes do Amanhecer & Antes do Pôr-do-Sol

12/06/2010

Como não podíamos desamparar nossos seguidores românticos, trazemos hoje dois filmes ideais para se ver no Dia dos Namorados: Antes do Amanhecer e Antes do Pôr-do-Sol.

Antes do Amanhecer – por Lucas Veloso

Dirigida por Richard Linklater, essa pérola independente recebeu aceitação mundial na década de 90. Por quê? Um filme sobre dois jovens desconhecidos andando em Viena ao longo de um dia, compartilhando seus gostos pessoais, frustrações e esperanças. Talvez a verdade seja que, da mesma forma que os dois entram num mundo de sonho ao longo daquele dia, nós também apreciaríamos estar naquela situação. Ethan Hawke e Julie Delpy estão afiadíssimos, e o diálogo, parte em que o filme se apóia pesadamente, flue naturalmente, como deveria ser numa estória dessas. Jesse e Celine, os dois jovens, prometem passar um dia juntos, sem compromissos, e se separar ao amanhecer, mas quando chega a hora, nem eles nem o público querem que isso aconteça. Isso é o poder do bom cinema. Você se identificar e se importar tanto com personagens, de forma a querer que dê tudo certo no final.

Antes do Pôr-do-Sol – por Lucas Veloso

Claro que um filme como “Antes do Amanhecer” não tem a menor necessidade de uma continuação, e seu final ambíguo é perfeito. Mas àquela altura, Jesse e Celine são tão envolventes que até dá pra perdoar um outro filme só pra ver como eles estão 10 anos depois. E é essa a premissa desse filme: Jesse vai a Paris para divulgar seu livro, e é claro que ele reencontra Celine. Seguem mais conversas, caminhadas, e um contando ao outro em que momento de sua vida está. É interessante ver a mesma fórmula, mas com personagens mais velhos, portanto, com outras visões de mundo. Apesar de não ser perfeito como o primeiro filme, esse filme é bacana na forma em que relembra os eventos do primeiro filme, e até brinca com nossas expectativas (eles se reencontraram 6 meses depois?, Será que naquela noite “rolou”?). É interessante ver que os personagens ainda são tão envolventes, que quando Jesse revê Celine pela primeira vez, dá pra sentir as fagulhas, é como estar lá de novo com eles, e torcendo… de novo. O único defeito do filme é o ridículo final, ridículo no sentido que você não acredita que ali é o fim, pois está pronto para passar mais um bom tempo na companhia deles. Fica um gosto sinistro de “quero mais”.

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