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ESPECIAL Pânico

21/07/2010

Hoje, relembramos um clássico moderno do terror, e nos preparamos para a sua volta… Entre em um mundo onde o pânico não era na TV, e sim no cinema… é hora de saber, “What´s your favorite scary movie?” – por Lucas Veloso.

Pânico

O primeiro filme da saga do assassino “Ghostface” começa em Woodsboro, uma cidadezinha pacata mas que havia sido sacudida um ano antes pelo assassinato da mãe da jovem Sidney (Neve Campbell). Agora, novos assassinatos começam a acontecer e tudo leva a crer que é o mesmo assassino. E assim começa.

Pânico é um filme genial, pois é um terror que sabe rir de si mesmo, com várias piadinhas e referências sobre o gênero, mas quando é pra ficar sério, haja sangue e facadas. O próprio visual do assassino é interessante, pois reflete esse equilíbrio: o tal fantasminha é totalmente patético em si, mas junte a macabra voz ao telefone com as poderosas facadas, e não há como evitar sentir receio toda vez que aquela figura aparece em cena. Uma curiosidade é ver os jovens atores aqui: alguns ficaram famosos (Courteney Cox, David Arquette), outros andam sumidos (Jamie Kennedy, Skeet Ulrich, Matthew Lillard) e alguns desapareceram de vez (Rosie McGowan?!).

No fim, o crédito vai para Kevin Williamson, o roteirista e verdadeiro criador da ideia, e também ao diretor Wes Craven, que com bom-humor, tira sarro dos filmes de terror antigos (alguns dele mesmo, por sinal). Defeitos: a pós-produção deve ter sido bem corrida, pois alguns efeitos sonoros parecem fora de lugar, e há vários erros de edição. E são erros crassos, porque eu nunca presto atenção a essas coisas, e aqui, ficam óbvios. Independente disso, é uma pérola do terror moderno, comicamente subversivo, e merece ser revisitado.

Pânico 2

Dois anos se passam. Sidney está na faculdade, os sobreviventes do massacre curam as feridas, e um filme foi feito sobre o evento. E claro, inicia-se uma nova série de assassinatos. Pânico 2 é uma sequência daquelas que não correm muitos riscos, se limitando a repetir a trama do primeiro, mas numa escala maior. Então, o campus é a cena do crime, os alunos são as possíveis vítimas, e mais um bocado de novas caras se juntam ao elenco (Liev Schreiber, Sarah Michelle Gellar, Jerry O´Connell, Jada Pinkett Smith). O destino da maioria, você pode adivinhar. O filme é bem divertido, não é assustador como o primeiro, mas tem mais correria, mais comédia. Acaba se tornando como uma montanha russa esquizofrênica: você ri, grita, se emp0lga, às vezes ao mesmo tempo. Em termos de produção, parece mais profissional do que o anterior. Ao final, você se importa o suficiente com os personagens para comemorar com os sobreviventes, lamentar os que ficaram pelo caminho, e bola pra frente, pois a essa altura, a trilogia é inevitável.

Pânico 3

Quando chegou ao terceiro exemplar, Pânico já tinha gerado diversos imitadores e até mesmo paródias, então como conseguir se manter relevante? Era difícil, então foi tomada a decisão de encerrar a série como uma trilogia. Infelizmente, o criador e roteirista original, Kevin Williamson, foi afastado devido às famosas “divergências criativas (traduzindo: não quis fazer a vontade do estúdio)”, e o não tão competente Ehren Kruger escreveu. Aqui, um novo assassino está agindo, matando gente no set do mais novo filme “A Punhalada”, e quer atrair Sidney para matá-la também. Ai, ai… a piada do filme-dentro-do-filme foi divertida uma vez, mas já começa a encher o saco. Além disso, novos fatos do passado de Sidney começam a surgir ao melhor (?) estilo capítulo final de novela, e parecem forçados demais. Some-se a isso piadas que não têm o timing correto como nos filmes anteriores, e uma ridícula parceira para a repórter de Courteney Cox, e digamos que Pânico não se encerrou digamos, no auge. As mortes ainda são boas, e o nível dos coadjuvantes é elevado (Patrick Dempsey, Lance Henriksen), por isso merece as duas canecas que ganha, mas você sabe que o filme não vai bem quando ao assistí-lo, começa a pensar numa trama melhor na sua cabeça.

Vamos ver se esse Pânico 4 (oh, meu pai!) vai prestar mesmo, ou se vai se revelar mais um caça-níqueis! Estaremos de volta pra comentar.

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