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Os Mercenários

14/08/2010

Os Mercenários – por Lucas Veloso

OK, você sabe que filme é esse. Não nos faça repetir os nomes da porrada de brutamontes que estão no elenco. A ideia de juntar esse povo todo foi de Stallone, que lidera o grupo de “soldados da fortuna” do filme, convocados para uma missão que envolve um ditador, uma bela donzela, antigos desafetos e um ex-agente da CIA. Coisa pouca, você vê… e aí começam os tiroteios e explosões. O grande atrativo do filme, é claro, a reunião de testosterona dos astros de filmes de ação do passado e do presente, e apesar do extenso elenco, acabam dando um jeito de mostrar todos eles fazendo cara feia ou matando alguém pelo menos uma vez. É verdade que só de ver esses caras todos juntos, dá um gelo na espinha. É como se assistíssemos enquanto a história dos filmes de ação é escrita, principalmente na (curta) cena com Stallone, Arnold e Bruce. É muito legal. Também é bacana continuar vendo filmes hollywoodianos vindo filmar no Brasil, mesmo que o país que aparece não seja o Brasil, e sim um lugar fictício, e mesmo com todas as polêmicas que a mídia aprontou aqui com as declarações de Stallone. O que não é legal? Não é legal que as cenas de ação embora boas, sejam meio apressadas… e não quero ser o cara que reclama que houve poucas explosões num filme que está repleto delas, mas o problema de ter um elenco desses, é que você espera que a escala da destruição vá se equiparar, chegando em algo como a III Guerra Mundial, talvez… mas não temos nada aqui que já não vejamos nos filmes de cada astro, separadamente. O núcleo emocional do filme também é morto. Não senti apego aos personagens, os motivos para o comportamento de tal pessoa, quando são apresentados, são pífios. Sim, mesmo para um filme de ação. Por outro lado, uma coisa que me chamou a atenção foi a discussão sobre a “alma de um mercenário”, como um cara cujo trabalho é matar pessoas está por dentro, o que ele pensa, quais são seus valores. Mas fica mais na superfície mesmo. Não é isso que o filme se propõe a fazer. Olha, o filme é bobo mesmo. Uma bem-intencionada homenagem aos filmes que fizeram desses caras quem eles são hoje. Sendo assim, se você é o tipo de pessoa que ainda consome essas velharias em home video, e ainda vibra com elas, esse filme foi feito para você. Se acha que essa época já passou, não passe nem perto. Podia ser tudo mais inspirado? Com certeza. Eu senti como se esse fosse o trailer, e que ainda vamos ver o filme. Tomara que sim, e que numa próxima vez, Stallone pise no acelerador de vez, e pare de só provocar. Por enquanto, do jeito que está, a “provocação” vai servir para nos entreter.

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