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ESPECIAL De Volta para o Futuro

29/08/2010

GRANDE SCOTT! Hoje falamos de uma das trilogias mais queridas da história do cinema… DE VOLTA PARA O FUTURO! Por Lucas Veloso.

De Volta para o Futuro

Tudo começa como um filme de adolescentes normal dos anos 80, dirigido por um tal de Robert Zemeckis e com produção executiva do famoso Steven Spielberg. Marty McFly, um garoto normal, vive na cidadezinha de Hill Valley. Tem uma bela namorada, mata aulas, curte a vida e anda de skate. Anda com o “excêntrico” da cidade, Dr. Emmettt Brown, um cientista maluco frustrado. Mas a coisa toda muda quando o Doutor (“Doc”) inventa uma máquina do tempo!!! Num DeLorean!!! A partir daí, devido a uma série de acidentes, Marty vai parar nos anos 50, e conhece seus pais quando adolescentes!

Quando fizeram esse filme, devem ter quebrado o molde. Fala sério! Como incluir comédia adolescente, física nuclear, aventura, ficção científica e Rock n´ Roll tudo num só filme? Não tem como… e eles conseguiram mesmo assim! O elenco é todo perfeito, desde Michael J. Fox (Marty) e Christopher Lloyd (Doc Brown), passando pelos excelentes coadjuvantes Lea Thompson (Lorraine), Thomas F. Wilson (Biff), e Crispin Glover, no papel de sua vida, George McFly, o pai bobalhão de Marty. Todos acendem a tela com seus personagens, e mais importante, funcionam muito bem juntos. Para completar, roteiro excelente, edição ágil, ótimas piadinhas sobre o choque “temporal” e cultural de Marty, e uma trilha sonora inesquecível de Alan Silvestri, que faz aqui sua obra-prima. Vale também citar a boa dublagem, que conta pontos com os fãs da época da sessão da tarde, e que infelizmente não está disponível nos DVDs lançados. Não tem jeito, tudo no filme se encaixa e funciona perfeitamente, que nem… sim, um relógio. É batido, mas é verdade.

O único defeito do filme é que de tão bom, tornou injustiça a competição para qualquer outro filme que veio depois para falar de viagem no tempo. E feliz ou infelizmente, isso inclui suas próprias continuações.

De Volta para o Futuro Parte II

O primeiro filme termina com um DeLorean voador, e com os viajantes do tempo preferidos de todo mundo seguindo para o futuro, dessa vez. Você tinha alguma dúvida de que os fãs EXIGIRIAM uma continuação?

E ela veio, 4 anos depois do primeiro filme, embora no filme, a ação comece exatamente onde tinha parado. É estupendo ver como a equipe de produção é competente, pois, com exceção de Elizabeth Shue como a nova namorada de McFly (substituiu a atriz do primeiro), todo o resto da cena de abertura é uma réplica quase exata da cena final do primeiro. E para essa continuação, mantiveram o que funcionou (as piadas sobre as diferenças nas épocas, os bons coadjuvantes, as “gags” visuais, das quais minha preferida é o hoverboard) e expandiram. O futuro aqui, longe de sombrio, é colorido, brilhante e promissor. Mas use a máquina do tempo com má-fé, e tudo pode mudar. Além do futuro, temos um presente alternativo (ou linha de tempo “B”) onde a série explora seu lado mais dark e mais complexo.

Esse filme tem mais ação e é muito mais dinâmico do que seu antecessor, indo de época em época. Acaba sendo mais divertido (é o meu preferido da trilogia), mas não tem o frescor do primeiro, que foi novidade.

De Volta para o Futuro Parte III

E por fim, Doc e Marty vão parar no Velho Oeste, de onde tentarão retornar para os anos 80. Claro que, para complicar tudo, Doc Brown se apaixona perdidamente pela professora Clara Clayton (Mary Steenburgen, muito bem no papel). Como se ainda não bastasse, Marty se encontra com um ancestral de Biff Tannen, o valentão que tem atormentado a família McFly por anos a fio, e seu nome é Bufford “Cachorro Louco” Tannen. Já viu, né?

O maior triunfo desse filme foi ter sido filmado junto com o 2, um recurso que ainda não estava banalizado naquela época. Isso garante uma maior coesão entre as tramas e também piadas. E por fim, depois de ver a cidade de Hill Valley no passado, presente e futuro, agora vamos aos primórdios, e fechamos o ciclo ao ver a construção da torre do relógio. Muitos criticam esse capítulo final pela falta de ação (também, depois da movimentada segunda parte…). É uma reclamação justa, mas o filme também deve ser defendido. O arco dramático do Doutor se apaixonando garante um bom desenvolvimento de personagens para todos, até Marty, que por fim, tem que lidar com seu temperamento esquentado. Claro que seria legal mais ação, visitas a outras épocas, mais bugigangas… mas no final, quando Marty e Doc se reencontram no presente, e ambos amadureceram tanto desde sua primeira viagem no tempo, sabemos que muito daquilo acontece nesse simpático, ainda que um pouco lento, terceiro filme.

Como toda trilogia, existem falhas. Mas te desafio a achar três filmes tão divertidos e inteligentes na mesma franquia, seja na ficção científica, comédia ou qualquer outro gênero ao qual De Volta para o Futuro possa pertencer. Te vejo no futuro!

A TRILOGIA DE VOLTA PARA O FUTURO LEVA A NOSSA “GOLDEN MUG” POR EXCELÊNCIA!


Leia mais (em inglês):

11 Previsões sobre o futuro que De Volta para o Futuro II acertou.

E…

11 Previsões sobre o futuro que De Volta para o Futuro II errou.

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