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ESPECIAL Hulk

25/09/2010

Hoje, apresentamos o monstro verde preferido de todos, em todas as suas encarnações no cinema e TV… com vocês, O INCRÍVEL HULK!!!

Hulk – por Lucas Veloso

O monstro verde teve seu debut oficial no cinema comandado por Ang Lee, de O Tigre e o Dragão. O quê? Você acha que o diretor taiwanês de um épico das artes marciais pode não ser o mais adequado para dirigir um filme de herói de HQs? Bem, você pode estar certo…

Por um lado, tudo ia bem: o elenco é muito bom, Eric Bana como Bruce Banner/Hulk, Jennifer Connelly como Betty Ross e Sam Elliott como General Ross. Excelente! E todos rendem muito bem em seus papéis… o que mais? O desenho de produção é caprichoso, com tons de verde, roxo e outras cores fortes que lembram os quadrinhos. A trilha de Danny Elfman é magistral, ilustrando muito bem o conflito na mente de Banner. Até aqui, tudo joinha. Mas assim como na fatídica experiência que criou o Hulk, de repente começaram as desgraças: Nick Nolte, completamente alucinado e desgrenhado, não tem lugar nesse filme. Não só criam um personagem pra ele que não existe nas HQs como ainda por cima o misturam com outro personagem, o vilão “Homem-Absorvente (não riam)”! Além disso, o roteiro aposta num estilão tragédia grega/e ou Shakesperiana que não tem nada a ver, e que lá para o fim, fica praticamente insuportável.

Os efeitos… bem, os efeitos. Bom, quem lê minhas críticas aqui já sabe que não sou fã de personagens digitais. Digamos que o trabalho nesse filme não ajudou em nada para me fazer mudar de ideia. O Hulk é realista o bastante, mas quando ele começa a correr e saltar, qualquer verossimilhança vai pro buraco. Simplesmente não dá pra crer naquilo como uma pessoa. Tudo piora quando surgem cães, incluindo um poodle (sim, um poodle) modificados da mesma forma que o Hulk. Ideias que não precisavam ser geradas. E pra fechar, uma edição estilo “história em quadrinhos”, que na teoria parece uma boa ideia, mas na execução, nem tanto.

No fim, dá para aturar, a ação é razoável, mas com certeza, o Hulk merecia mais. Não era esse o filme que os fãs queriam ver, com toda a certeza.

O Incrível Hulk – por Lucas Veloso

Surge então, a continuação/reboot, que parece querer que nos esqueçamos imediatamente do filosófico, poético e chato filme de Ang Lee. Pelo jeito, aprenderam com os erros, e trazem dessa vez o que os fãs do verdão realmente querem ver: luta de monstros, correria, transformações (com direito a olhos ficando verdes e camisa rasgando). Não há muito mais que isso. Seja como for, o maior tema do Hulk, um homem tentando reaver o controle sobre si mesmo, dominar sua raiva… isso está no filme. O CGI não atinge o brilhantismo de um “Homem de Ferro” da vida, então aqui cabem meus habituais resmungos de sempre sobre o recurso. Ponto positivo para a ação digital, que se sai melhor do que o filme de 2003. Ponto negativo para o Hulk desse filme. O original, apesar de em movimento parecer o Shrek, tinha feições mais realistas. Esse parece ter sido projetado com os exageros estéticos das HQs em vista. O elenco, puxado por Edward Norton e Liv Tyler, faz bonito, mas é irritante ter que reimaginar os personagens com outros rostos, ainda mais com o filme anterior e suas interpretações ainda tão frescos na mente. É o mal dos “reboots”.

O Incrível Hulk – por Pedro Sampaio

Um filme mais próximo do que se espera de um filme do verdão: ação, ação, piadas ocasionais, ação, ação e só um pouquinho de drama filosófico. É um filme que faz isso tudo bem, e palmas por isso! Mas em compensação está inferior nos efeitos digitais e o filme acaba descambando numa “batalha de gigantes”, que lembra Dragonball.
Ficou até legalzinho, mas sei lá… Meio over. Mas enfim, filme bacana. Não dá pra esperar muito mais de um filme do Hulk.

O Verdão “Old-School”

Na década de 70, pareceu uma boa ideia fazer uma série do Hulk. O monstrão era popular nas HQs, e os produtores devem ter imaginado que seria um bom custo-benefício fazer uma série de ação pintando algum halterofilista de verde. O escolhido foi o fortão Lou Ferrigno, que encarou a maquiagem, peruca e roupa rasgada do gigante esmeralda. Como Dr. David Banner (trocaram o “Bruce”, por considerarem um nome afeminado!), estava Bill Bixby, que ajudava a conferir um pouco de dignidade e até melancolia ao cientista. Num formato pré-estabelecido (Dr. Banner sai pelos E.U.A em busca da cura para sua mutação.. sempre que fica nervoso, se transforma em Hulk, com olhos verdes e camisa rasgando, numa cena clássica, e começa a confusão), a série durou cinco temporadas, e nos anos 80/90 ainda ganhou três telefilmes, onde o Hulk “contracenava” com versões toscas de personagens Marvel (Demolidor, Thor, Rei do Crime). Sem dúvida, a série era tosca, muitas vezes a câmera deixava ver as sapatilhas de Hulk, quando o monstrão devia estar na verdade, descalço. Isso sem contar a tinta, que desbotava. Uma maravilha. Independente disso, até hoje a série tem vários fãs, que nunca esquecem de Ferrigno (ele fez participações nos dois filmes recentes citados acima) e relembram com carinho Bill Bixby, falecido em 1993. Mesmo com toda a tosqueira, é inegável que a série e os telefilmes tinham uma alma, uma humanidade, que não consegui sentir nos filmes novos. É aquela coisa de ter uma pessoa visível por trás da criação do monstro. O Hulk de carne-e-osso (e maquiagem) gerava antecipação: “Quando a transformação vai acontecer? Olha lá! Ficou bravo.. é agora!”. A essa altura, é ridículo esperar que isso possa ser reproduzido na era do 3D e pixels. Ainda bem que o Hulk de Ferrigno está imortalizado em DVD, para podermos assistir a qualquer hora.

O Incrível Hulk (Série de TV) – por Lucas Veloso

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