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Clube dos Cinco

26/09/2010

Clube dos Cinco – por Lucas Veloso

Um dos filmes que deu origem ao movimento chamado “Brat Pack”, o grupo de jovens e talentosos atores surgido nos anos 8o, cujo nome é uma alusão ao “Rat Pack” de Sinatra e friends, e que foi conduzido principalmente pelo diretor John Hughes. Foi praticamente o molde que todas as comédias adolescentes seguiram desde então. Nem sempre com sucesso. Mas… vamos ao Clube dos Cinco.

Um grupo de adolescentes que ficaram de “detenção (o famoso castigo)” numa escola americana são obrigados a ficar sentados o sábado todo na gigantesca biblioteca e escrever uma redação, sob os olhos do carrasco diretor interpretado por Paul Gleason. Nesse meio tempo, conhecerão um ao outro, terão conflitos e por fim, se abrirão, numa amizade dificilmente conquistada. Bom, eu não vi esse filme quando devia ter visto, na minha infância/adolescência. E é sabido que muitas vezes, esses filmes que apostam na nostalgia juvenil não funcionam bem se você os assiste pela primeira vez mais velho. Já tive experiências assim. Mas com esse filme, fiquei realmente surpreso, pois tudo ainda funciona perfeitamente hoje em dia. Temos as coisas óbvias de filmes adolescentes: as músicas, as piadinhas e tudo o mais. Mas quando o filme resolve apostar no drama, se sai absurdamente bem, e creio que é o que o diferencia dos outros: seus personagens parecem adquirir um realismo chocante e ao mesmo tempo, tocante. Quando eles contam seus problemas, suas agruras, parece que estamos diante de uma pessoa real abrindo seu coração, e não de um personagem interpretado por um ator. Creio que seja difícil alguém que tenha passado pela escola não se identificar com pelo menos um dos cinco personagens apresentados, e seus conflitos do dia-a-dia.

O elenco, obviamente, tem que estar afiado num filme desses, com diálogos tão extensos e expositivos. E o “Brat Pack” não faz feio: todos estão muito bem. Fiquei particularmente hipnotizado pela performance de Judd Nelson, grande presença em cena. Fico pensando como um ator tão intenso pôde simplesmente sumir das telas e hoje em dia, relegado a participações especiais em filmes de diretores que foram fãs no passado.

Ao final do filme, quando começa a tocar “Don´t You Forget About Me”, do Simple Minds, o público está cativado, o diretor da escola, encucado, e um clássico moderno mais do que consagrado. Um filme imerso em nostalgia, mas que não contente de viver de glórias passadas, teima em se manter relevante mesmo hoje em dia.

Abaixo, uma homenagem a John Hughes:

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