Skip to content

Uma Cilada para Roger Rabbit

11/11/2010

Uma Cilada para Roger Rabbit – por Lucas Veloso

Havia algo em Robert Zemeckis no início de sua carreira que era simplesmente eletrizante! O homem nos trouxe De Volta Para o Futuro, e como se isso só já não bastasse, ainda seguiu adiante e trouxe-nos um clássico moderno chamado Forrest Gump. Antes disso, porém, houve Roger Rabbit. Outro lance de gênio! Era como se ele estivesse, em cada projeto, capturando verdadeira magia cinematográfica em celulóide. Acho que por isso me entristece vê-lo hoje às voltas apenas com seus projetos de animação com captura de movimento. É só nisso que ele pensa atualmente. Mas isso é assunto para outra ocasião…

Roger Rabbit começa com um desenho ao melhor estilo Tom & Jerry, mas não demora para os espectadores perceberem que o filme bebe na fonte dos filmes noir, com um detetive torturado e tramas de assassinato, mas paralelamente, os personagens reais têm que conviver com desenhos animados, num mundo em que eles não apenas são reais, como caminham entre nós. Está aí o maior triunfo do filme: a interação entre humanos e desenhos, que embora não tenha sido novidade (Gene Kelly já tinha feito. Mary Poppins também), subiu de nível: os desenhos foram coloridos de forma mais dark de forma a torná-los mais tridimensionais, e os humanos tiveram suas imagens mais saturadas, de forma a ficarem mais bidimensionais. Assim, a linha que separa os dois mundos ficou menos óbvia, e suas interações mais realistas.

Além do excelente e maduro roteiro, que contém piadas tanto para os pequenos quanto para os adultos, a maior graça do filme é ver os desenhos correndo soltos. Numa inédita parceria, Disney e Warner proporcionam encontros clássicos, como Pernalonga e Mickey, ou Donald e Patolino. Os atores humanos também se saem bem, Bob Hoskins sai de seu eterno papel de coadjuvante para protagonizar como Eddie Valiant, o torturado detetive. E num filme tão improvável como esse, ninguém vai reclamar do herói ser baixinho, barrigudo e careca. Christopher Lloyd deixa o bondoso Doc Brown para trás e encarna o Juiz Doom (e suas fantásticas Doninhas). Charles Fleischer dá vida a Roger Rabbit com sua voz insana, e sua voluptuosa esposa Jessica é vivida por Kathleen Turner (voz) e Amy Irving (cantando).

Simplesmente fantástico. Um filme bom pra você, pros filhos, pra quem gosta de desenho, pra quem não gosta… com esse, não tem como errar.

Anúncios
No comments yet

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: