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Top 5 – Filmes que Viraram Outros Filmes

15/01/2011

Estamos de volta com o Top 5 do botequim. Porque você sabe, 1 é pouco, mas 10 é demais, então, listamos 5. Hoje, falamos de filmes que viraram outros filmes. Os curiosos projetos que, ao passar pela máquina de Hollywood durante a produção, mudaram tanto que acabaram dando origem a outros projetos. Confira:

5 – A.I de Kubrick virou A.I de Spielberg

A.I – Inteligência Artificial era inicialmente, um projeto de Stanley Kubrick, que após sua morte, foi assumido e realizado por Steven Spielberg. Isso todo mundo sabe, pois Kubrick é até homenageado nos créditos, além de ter um crédito de “produtor executivo”. O que permanece obscuro é a história da produção do filme até ser assumido por Spielberg. O projeto era querido pelo diretor de 2001, que, perfeccionista, o desenvolvia a passos de tartaruga, junto a vários roteiristas, incluindo (mas não limitando-se a) o escritor do livro que deu origem à estória, Brian Aldiss. Fez também experimentos com efeitos especiais, e tinha a esperança do menino-robô David ser “interpretado” por um menino-robô real e totalmente funcional, a ser produzido por Chris Cunningham, o que no fim das contas, não deu certo. Apesar de gostar dos aspectos de conto-de-fada da trama (ele se referia ao projeto não como “A.I”, mas “Pinóquio”), Kubrick tinha uma visão mais dark e pessimista, especialmente sobre o que acontecia depois que David conhecia Gigolo Joe. Inclusive, o personagem que acabou sendo interpretado por Jude Law era retratado em roteiros anteriores como um robô muito mais cínico e perigoso do que o simpático andróide que acabamos vendo. Por fim, desiludido com todo o processo de criação e as limitações da tecnologia, Stanley chegou a sugerir a Spielberg que esse poderia ser um projeto mais próximo das sensibilidades do amigo do que às dele próprio. Com a morte de Kubrick, sabemos no que deu. Spielberg fez o filme, não foi excelente (longe disso), e ficamos sem saber como teria sido a versão original. Provavelmente um dos maiores filmes não-feitos da ficção científica.

4 – Um Tira da Pesada virou Stallone Cobra

Hmm.. ou quase. A questão é que, quando “Um Tira da Pesada (no original, Beverly Hills Cop)” começou a ser produzido, Stallone estava cotado para ser o protagonista. Porém, sua visão sobre o que deveria ser o filme, uma aventura pesada e violenta, não agradou muito aos produtores. Ele deixou o projeto amigavelmente, e quando Eddie Murphy foi contratado, ficou óbvio que o roteiro teria que ser re-escrito, para acomodar os talentos do comediante. E assim foi feito. Mas é curioso que, mesmo no filme que saiu, podemos ver resquícios do filme que Stallone estrelaria: perceba que o amigo de Axel Foley que é morto e dá início a toda a investigação é um tipo meio italiano, de nome Mikey Tandino. Provavelmente seria o irmão do personagem de Stallone, que  fez fama como o “Garanhão Italiano” em Rocky. Jenny Summers, o provável interesse amoroso na versão de Stallone, teve que virar amiga na versão de Eddie Murphy. Nunca foi segredo que Hollywood não aceita muito bem romances inter-raciais. Especialmente naquela época. No fim das contas, “Um Tira da Pesada” foi lançado, fez sucesso e alavancou a carreira de Murphy. E Stallone? Bom, ele pegou suas ideias para “Beverly Hills Cop” e fez “Stallone Cobra”, onde pôde ser a cura para o crime.

3 – He-Man 2 virou Cyborg

Mestres do Universo, com Dolph Lundgren no papel de He-Man, foi um sucesso moderado para a produtora Cannon (a mesma dos filmes de Chuck Norris). Só que, picareta que é, ao começar a planejar uma continuação, não quis pagar os direitos para a Mattel, a empresa por trás dos brinquedos. Resultado? Não pôde fazer o filme. Mas como uma verdadeira empresa tabajara, a Cannon não se intimidou: pegou os figurinos e cenários já feitos para a proposta continuação e fez uma ficção de baixíssimo orçamento, mas muito divertida, Cyborg, com Jean-Claude Van Damme. O engraçado é que eles devem ter feito um bom trabalho mudando os figurinos, pois, apesar de bizarras, não vejo como aquelas roupas seriam usadas para um filme do He-Man. Eventualmente, depois de tanta picaretagem, a Cannon acabou falindo, mas deixou um catálogo de filmes B e/ou trash como legado cinematográfico.

2 – Night Skies virou E.T – O Extra-Terrestre

Possivelmente a estória mais intrigante dessa lista: no final da década de 70, Steven Spielberg queria fazer mais um filme de ETs, não necessariamente uma continuação para Contatos Imediatos de 3o Grau, mas um filme de terror com ETs. Ele escreveu um tratamento para “Watch the Skies (que viraria “Night Skies”)”, onde um grupo de aliens pousa na Terra e começa a aterrorizar uma família, dissecando os animais de sua fazenda, e eventualmente, voltando suas atenções para a própria família. John Sayles, escritor do “Piranha” original, e Rick Baker, conceituado mestre de efeitos de maquiagem e próteses, estavam a bordo. Mas nesse meio tempo, Spielberg foi filmar “Os Caçadores da Arca Perdida“, e ficou saturado de violência, correria e stress. Resolveu fazer um filme mais tranquilo em seguida. Melissa Mathison, então esposa de Harrison Ford e roteirista, leu o roteiro de Night Skies e se identificou com a relação que um dos ETs tinha com o filho autista da família humana. Esse foi o germe para “E.T”. Ela escreveu o roteiro, mudando o tom ameaçador para algo mais “família”, e assim nasceu o maior sucesso cinematográfico de 1982. Criancinhas do mundo todo serão eternamente gratas à ex-Sra. Harrison Ford. Os fãs de uma ficção científica mais séria, no entanto, vão sempre lamentar o grande filme de terror alienígena que nunca aconteceu.

1 – Superman Reborn, Superman Lives, Superman Flyby viraram Superman O Retorno


Um dos partos mais difíceis de Hollywood foi o novo filme do Superman pós-Christopher Reeve. Com os dias de Superman de Reeve encerrados depois de seu acidente, a Warner queria dar um jeito de colocar um de seus personagens mais rentáveis de volta na telona. Começaram com um projeto chamado “Superman Reborn”, que pegava a ideia da bem-sucedida HQ “A Morte do Superman”, ou seja, morte e ressurreição do herói. Com ideias como Lois Lane grávida da “força espiritual” do Superman e uma roupa robótica pro Kryptoniano, esse roteiro foi rapidamente descartado. Kevin Smith foi chamado para re-escrever, porém, teve que fazer as vontades do produtor Jon Peters, que veio com ideias simplesmente insanas: Superman não poderia voar, não usaria seu uniforme tradicional, em vez disso, usaria um uniforme todo preto, haveria uma cena de luta com ursos polares, o vilão Brainiac teria um assistente robô gay (!), e a luta final seria contra uma aranha mecânica gigante (!!!). Por motivos desconhecidos, essa “empolgante” versão também não chegou a ver a luz do dia, mas a Warner continuou tentando: dessa vez, trouxe a bordo Tim Burton, que já havia revitalizado Batman para eles. Como sempre acontece com Burton, ele quis fazer a sua versão da estória. Um Superman contemplativo e deprimido, pensando em qual é seu papel entre os humanos. Nicolas Cage, fanático por quadrinhos, assinou para estrelar “Superman Lives”. Na verdade, esse é o projeto que mais se desenvolveu antes de ser cancelado, contando com poster oficial e testes de figurino e desenhos de produção, que começaram a vazar na net de uns tempos para cá. Seja como for, por fim alguém finalmente se deu conta de que Nicolas Cage não serve pra Superman, e mais uma vez, o filme não foi pra frente. Depois, tentaram mais um monte de coisas: Superman X Batman, o confronto do século, a ser dirigido por Wolfgang Petersen (de Tróia), e uma nova origem, na qual se envolveram JJ Abrams (roteiro) e McG e Brett Ratner (direção). Nada disso prestou. Finalmente, Bryan Singer, com o sucesso dos filmes dos X-Men, fechou com a WB para fazer um filme que serviria de continuação para a franquia de Christopher Reeve, mas ao mesmo tempo, recomeçando a estória. Superman O Retorno conseguiu quebrar a maldição e chegou aos cinemas. As reações foram variadas, e atualmente, a Warner não pretende fazer uma continuação desse filme, preferindo recomeçar, mais uma vez. E a saga continua…

VEJA TAMBÉM: TOP 5 – Razões contra o excesso de CGI nos filmes.

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