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Brazil

24/08/2011

Brazil – por Lucas Veloso

Em um futuro sombrio, um simples burocrata tenta corrigir um erro administrativo e acaba ele mesmo se tornando inimigo do estado. Dessa premissa aparentemente simples, Terry Gilliam nos traz a obra-prima que é “Brazil (com Z mesmo).” Bebendo na fonte de outras obras-primas como 1984 de Orwell, ou 8 1/2 de Fellini (quanto número!), Gilliam cria sua ópera-bossa-nova de ficção científica. A loucura não diminui nem por um momento, e no meio disso tudo, está Jonathan Pryce, excelente como o pacato Sam Lowry, o tal burocrata. Ele é o único que parece conseguir manter um pouco de normalidade em meio aos tipos caricatos e bizarros que desfilam pelo filme. Tipos esses personificados por gente como Robert de Niro, Bob Hoskins, Jim Broadbent… nada mal para uma estória que também tem sonhos com super-heróis versus samurais. Brazil é riquíssimo visualmente, tem excelente desenho de produção e efeitos especiais (práticos, pois quem sonhava com CGI nessa época) que ainda hoje impressionam por sua engenhosidade, se não por sua escala. Para os brasileiros, ainda há o “bonus” de ter a música aquarela do Brasil tocando no fundo ao longo de todo o filme, por nenhum motivo em particular, mas ainda assim… de tão impressionante, esse filme me deixou curioso pensando como teria sido a tão comentada versão de Gilliam para Watchmen, prevista para o início dos anos 90 e que nunca saiu do papel. Como está, é o filme seminal de Terry Gilliam, e deve ser (re) descoberto.

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