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Curtindo a Vida Adoidado

21/10/2011

Curtindo a Vida Adoidado – por Lucas Veloso

Mais um favorito da sessão da tarde, orquestrado pelo genial John Hughes. Ferris Bueller é O cara. Ele definitivamente é o personagem principal não só de sua própria vida, mas praticamente da vida de todos que o conhecem, incluindo seu melhor amigo depressivo Cameron e sua linda namorada Sloane. Querido pelos pais, pelos colegas, seus únicos inimigos são sua irmã mais velha e o diretor da escola, Sr. Rooney. Ambos querem ver o perfeito Ferris falhar nem que seja uma vez na vida. E eles talvez tenham sua chance quando o queridinho de todos elabora um intrincado plano para matar aula.

O filme é interessante do ponto de vista que, independente de amarmos ou odiarmos Ferris, não há dúvida de que gostaríamos que as coisas na nossa vida dessem tão certo quanto na dele. Ferris sai de todos os apuros em que se mete, é o malandro definitivo. E Matthew Broderick o interpreta com maestria. Em nenhum outro filme que fez, ele se saiu tão bem. O diretor aproveita para imbuir o filme em crítica, como sempre faz. Aqui, ele critica a cultura do “garoto popular da escola” e como isso dá origem a seguidores descerebrados. Afinal, não há exatamente um motivo para Ferris ser popular. Ele não é particularmente notável em nada, a não ser em enrolar mesmo as pessoas. Também os pais distantes são criticados: os de Ferris, trabalhando o dia todo, estão alheios ao que seu queridinho apronta, e ainda tratam mal Jeannie, a irmã que está por dentro das tramóias do irmão. O pai de Cameron nem aparece, mas só a menção do seu nome enche o pobre e perturbado garoto de reverência e medo, devido ao seu relacionamento frio com ele.

O filme está cheio de incontáveis momentos inspirados, cito apenas alguns: o genial plano de Bueller para matar aula (o sonho de qualquer colegial há 25 anos), a cruzada do diretor Rooney para “capturar” o aluno-problema, as aventuras com a Ferrari do pai de Cameron e o ápice, com a dança no desfile, ao som de “Twist and Shout”. Apesar de ser um filme completo e influente, não o considero a obra-prima de Hughes, essa honra, na minha opinião, cabe a “O Clube dos Cinco“, que tem mais ressonância emocional pra mim. Mas Curtindo a Vida Adoidado permanece um clássico do Brat Pack e da sessão da tarde para toda uma geração, e para qualquer outra que se dispuser a descobrí-lo.

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