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ESPECIAL Missão Impossível

27/12/2011

Hoje, falamos de uma das séries de filmes de espionagem mais queridas tanto do público quanto de Tom Cruise. MISSÃO IMPOSSÍVEL! Por Lucas Veloso.

Missão: Impossível

A primeira adaptação para o cinema da cultuada série de TV foi comandada por Brian De Palma, que fez a lição de casa direitinho: temos o indefectível pavio queimando, as máscaras de disfarce, as fitas que se auto-destroem, a correria e todos os aparatos que um agente secreto precisa.  Comandando a equipe, temos Tom Cruise no papel de Ethan Hunt, super-espião que precisa se recuperar de um duro golpe: sua equipe foi eliminada em plena missão por um traidor que se esconde dentro de sua própria agência. Agora, enquanto foge, Ethan deverá encontrar esse traidor, contando com agentes renegados da IMF (Impossible Missions Force). Um filme fantástico, com altos níveis de ação e tensão. De Palma mantém a trama em movimento, auxiliado pela trilha vibrante de Danny Elfman (além da versão de Larry Mullen e Adam Clayton para a música tema, de Lalo Schifrin). Tom Cruise está cercado de bons atores, como Jean Reno, Ving Rhames, Jon Voight, Vanessa Redgrave, que em maior ou menor instância, dão sua contribuição. Com várias reviravoltas e cenas memoráveis (a principal sendo a cena de invasão da sala de computador da CIA, suspenso por um cabo), esse filme deu novo fôlego ao gênero dos filmes de espião, numa época em que James Bond também estava se reinventando, e além de prestar homenagem à série original, o filme cria suas próprias regras e dá início a uma nova e bem-sucedida franquia. Tanto que Tom Cruise viria a revisitá-la várias vezes.

Missão: Impossível 2 (ou “M:I-2”)

Para o segundo filme, Tom Cruise fez questão de trazer o diretor de ação mais “quente” do momento, que naquela época era John Woo. Ótimo, certo? Pois é… o problema é que, visando acomodar as habilidades de Woo, as cenas de ação foram idealizadas primeiro, e todo o resto do filme foi escrito ao redor delas. E isso, infelizmente, foi uma péssima ideia, como pudemos ver pelo resultado final. Dessa vez, Hunt está atrás de um vírus, que foi roubado pelo ex-agente da IMF Sean Ambrose (Dougray Scott). Durante a missão, ele se apaixona pela ladra Nyah (Thandie Newton), ex-namorada de Ambrose. O problema é que nada aqui funciona: o romance não convence, a mocinha está sempre com cara de constipada, o jogo de máscaras de disfarce fica ridículo, sendo usado exaustivamente, e o filme se arrasta com closes poéticos e cenas chatíssimas. Mas a ação… ah, a ação! Afinal, foi por isso que o cara foi contratado. A ação não decepciona, claro, é uma mentirada do caramba, mas é muito bom. Temos explosões, moto contra moto, artes marciais e claro, pombas… porque é John Woo, afinal. Fica marcado como a sequência “não tão genial” para um filme genial. Mas ainda vale uma assistida, se você estiver sem opção.

Missão: Impossível 3 (ou “M:I-III”)

E eis que entra JJ Abrams, o midas moderno de Hollywood, e faz aquele que considero o melhor da série. E ele faz isso subvertendo totalmente a “fórmula” já estabelecida do que deveria ser um filme “Missão Impossível”: ainda temos os aparatos tecnológicos, a mensagem que se autodestruirá, máscaras (apenas em uma cena), mas a forma com que ele orquestra a ação te desafia, você acha que a cena seguirá de uma forma, e ele frustra completamente sua expectativa, apenas para oferecer algo ainda mais absurdo e intrigante. Ethan Hunt agora é um treinador na IMF, mas é obrigado a voltar a campo quando uma protegida sua é raptada enquanto investigava um contrabandista de armas. As tramóias, é claro, vão muito além, e mais uma vez, Ethan é confrontado com a possibilidade de um traidor dentro da agência. É curioso ver pela primeira vez a vida pessoal de Hunt, conciliando festas com a namorada Julia com o cargo de agente secreto. Mais uma vez auxiliado por um brilhante elenco, que inclue Michelle Monaghan, Phillip Seymour Hoffman, Ving Rhames, Billy Crudup e Laurence Fishburne, o filme descarta as firulas estilísticas do 2, e resgata aquela urgência do 1, mas ao mesmo tempo, ostentando a marca “JJ” por toda a parte, ou seja, ação inteligente. E uma vez que isso tem tudo a ver com Missão Impossível, coloca, portanto a série nos trilhos novamente.

Missão Impossível: Protocolo Fantasma

E por fim, o mais recente filme da série, sob o comando de Brad Bird, o mesmo diretor de “Os Incríveis“. Inicialmente, parece estranho dar a direção de um filme desses a um diretor de animação, mas ele se sai bem. O filme ainda segue a estrutura do filme anterior de brincar com suas expectativas e depois fazer algo totalmente oposto. A produção ainda é de JJ, e sua presença, mesmo que nos bastidores, é notada no filme, embora isso não garanta o mesmo impacto do filme anterior. A estória dessa vez é que o Kremlin, em Moscou, foi alvo de uma explosão, e para evitar uma guerra, o governo dos E.U.A colocará a culpa na equipe de Ethan Hunt. Agora, eles tem um tempo limitado para limpar seus nomes e capturar o verdadeiro culpado. A “cena-missão-impossível” da vez é Tom Cruise escalando o prédio mais alto do mundo, em Dubai, pelo lado de fora. Uma coisa que me chamou a atenção foi o humor presente no filme, provavelmente contribuição de Brad Bird. Chegam a fazer piada até com as bugigangas da série, nunca tão exageradas e dignas de ficção científica quanto aqui. Simon Pegg, presente no filme anterior, tem mais chance de brilhar aqui, e Jeremy Renner, o atual queridinho de Hollywood, faz um agente bom-moço. Estão dizendo que querem que ele “herde” a série de Tom Cruise no futuro, mas isso o tempo determinará. Por enquanto, basta dizer que Missão Impossível continua de forma forte e ainda com qualidade, a despeito da derrapada na 2a parte. Se o filme não é ainda mais empolgante, é só porque já houve um desgaste natural da fórmula, inevitável a essa altura.

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Missão Impossível: Nação Secreta canecacanecacaneca

Uau! Mais um, Tom? Puxa, alguém consegue dizer “fadiga de franquia” 3 vezes sem gaguejar? Mas bem, enquanto ainda fizer grana… vamos lá: Mais uma vez, Ethan Hunt e seu IMF se verão do lado ruim de um mal-entendido, que os forçará a provar sua inocência, e para isso terão que invadir mais algum lugar impenetrável, e se prestar a cenas de ação alucinantes que, claro, Tom fez sem dublê. A essa altura, a série “Missão: Impossível” é basicamente um playground para diretores consagrados virem e brincarem com os elementos consagrados, enquanto tentam imprimir um mínimo de seu estilo autoral. O cupincha da vez é Christopher McQuarrie, que dirigiu o astro em “Jack Reacher”, e… ah! Escreveu “Os Suspeitos (o quê? Portifólio é pra mostrar, mesmo!)”. O filme surge mais sombrio em tom, apesar das piadas continuarem presente, cortesia de Simon Pegg, a essa altura, arroz de festa da franquia. Ving Rhames também retorna, mais como um reconhecimento a serviços prestados do que por ter algo pra fazer. A novata Rebecca Ferguson rouba a cena com uma femme fatale que parece estranha aos padrões M:I. Mas super bem-vinda, mesmo assim. As cenas de ação também continuam inspiradas: a cena do avião de que tanto se falou abre o filme, a invasão da vez consegue ser divertida (embaixo d´água desta vez!), e a perseguição de motos remete ao segundo (urgh!) filme, mas consegue se sair melhor. O restante, que completa o filme, também conhecido como trama, é meio sonolento, o vilão cômico, mas no fim, faz o que se propõe. Mas é engraçado, existem franquias que estão atingindo 7 filmes velozmente e competentemente, enquanto de outras, eu não ficaria triste se se autodestruíssem em 5 segundos.

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One Comment leave one →
  1. Anónimo permalink
    27/02/2012 1:48 PM

    O ultimo filme desta saga não acrescentou nada e não inovou em algo realmente novo.

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