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ESPECIAL MIB – Homens de Preto

09/06/2012

Hoje, trazemos os caçadores de E.Ts mais populares da galáxia… os indefectíveis HOMENS DE PRETO! Por Lucas Veloso.

MIB – Homens de Preto

Ao final da década de 90, pegando carona no renovado interesse sobre o fenômeno dos OVNIs e extraterrestres, e também usando o folclore americano dos “Men in Black”, surgiu essa comédia de ficção científica, estrelando o então astro em ascenção Will Smith e o ator veterano Tommy Lee Jones. Smith interpreta um policial novaiorquino que, durante um caso, esbarra numa investigação dos tais Homens de Preto, uma organização paragovernamental dedicada a facilitar o convívio entre humanos e alienígenas (que já vivem na Terra) e também agir como polícia espacial, quando os bichões saem da linha. Reconhecendo a bravura e o potencial do rapaz, o agente K resolve treinar um substituto, agora denominado J. E tome confusões intergalácticas, armas malucas e E.Ts evadindo a alfândega interplanetária. O filme traz aquela mistura de comédia e ficção que andava meio escassa desde “Os Caça-Fantasmas“, num contexto um pouco mais dark, fruto da mente de Barry Sonnenfeld, mas ao mesmo tempo, com uma pitada da magia de de Steven Spielberg (sua produtora Amblin ajudou a produzir o filme). Um filme que usa suas armas com maestria, contando com bons efeitos especiais e desenho de produção, e boas performances de Smith (sua carismática atuação aqui junto com a infectante música-tema o tornou um astro mundial) e Jones, que sinceramente, sempre rouba a cena nos filmes em que participa. Linda Fiorentino também está no filme, mas parece mais uma bela zumbi. As piadinhas com o folclore UFO e os apetrechos dos MIBs também marcaram, o mais famoso, claro, sendo o “neuralizador”, o apagador de memórias, que ironicamente, rendeu foi cenas memoráveis.

MIIB – Homens de Preto II

Os cinco anos que separam o original dessa continuação trataram de fazer da saga dos Homens de Preto um novo ícone da cultura pop contemporânea, então, obviamente, havia uma certa expectativa sobre o que viria a seguir: infelizmente, não foi nada brilhante: uma sedutora alienígena chega à Terra com algum plano maléfico. Logo, o Agente J (Will Smith) percebe que terá que resgatar seu companheiro K (Tommy Lee Jones) da aposentadoria para ajudá-lo. Alguns brinquedos a mais, efeitos melhores, mais piadas sobre que celebridade pode ser um alienígena vivendo entre nós, alguns novos coadjuvantes pouco simpáticos (Johnny Knoxville, de Jackass, e a insípida Lara Flynn Boyle no papel da E.Tzona… hmm, isso soou errado de alguma forma). Alguns rumores se dão conta de que o filme ficou prejudicado quando o roteiro teve que mudar para apagar referências ao World Trade Center após o atentado de 11 de Setembro de 2001. Não sei se foi o caso, mas vários filmes na época tiveram que fazer o mesmo, e mesmo assim, o resultado final dos mesmos não foi comprometido. Então, a impressão que fica é de desleixo mesmo, e a sensação de que poderiam ter se esforçado mais para continuar a saga dos MIB.

MIB3 – Homens de Preto 3

E eis que 10 anos depois (!!!) da continuação, surge agora uma parte 3. Pra mim, essas continuações tardias nunca são um bom sinal, sempre acabam parecendo caça-níqueis, ou trazem atores que não conseguiram ganhar dinheiro de outra forma, e tentam reviver velhos personagens por mais uns trocados. Certamente não é o caso de Will Smith ou Tommy Lee Jones, ambos consagrados e ricos, mas a parte do filme como caça-níqueis parece válida. A verdade é que nada justifica essa terceira parte. Não há um desenvolvimento significativo de personagens, não há um grande conflito maior do que tudo que já vimos antes. Em vez disso, o filme se rende à consagrada fórmula da viagem no tempo: quando uma nova realidade sem K é estabelecida, J tem que voltar a 1969 para impedir que o parceiro seja morto, e consertar o continuum espaço-tempo. Ele será ajudado pela própria versão jovem de K, aqui vivido impecavelmente por Josh Brolin, imitando a voz e os trejeitos de Jones. Ele é um dos motivos para se ver o filme. Aliás, boa jogada dos realizadores a forma que encontraram para manter o personagem de Tommy Lee Jones no filme, mas sem esgotá-lo demais (acho que ele já não aguenta as cenas de ação). Já as armas e piadinhas começam a ficar cansativas, e me senti um pouco como o velho K, esgotado por aquilo tudo.  Os aliens e figuras dos anos 60 foram legais, mas sinceramente, em geral, a coisa toda não me cativou tanto assim, pelo menos até a revelação final, que valeu todo o filme. Bem bolada, se não inteiramente convincente. No geral, mal não faz, é divertido, e restaura o estrago feito pela segunda parte, mas eu digo que já temos filmes suficientes de MIB. Vamos explorar outra franquia. Alguém concorda?

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