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Prometheus

10/06/2012

Prometheus – por Lucas Veloso

Seguramente um dos filmes mais aguardados do ano, Prometheus marca o retorno do diretor Ridley Scott não só à ficção científica mas ao universo que ajudou a criar em Alien. Trata-se, na verdade, de uma “prequel”, antecedendo os eventos daquele filme. A megacorporação Weyland (ainda não era Weyland-Yutani) manda um grupo de pesquisadores para o espaço, a fim de tentar descobrir o mistério por trás de pinturas rupestres que levam a crer que nossos criadores eram, de fato, alienigenas. Claro que, uma vez lá, vão enfrentar o inferno e desejarão nunca ter ido em primeiro lugar. Mas ei, tudo em nome da ciência, certo? Prequels e considerações filosóficas sobre deuses astronautas à parte, a triste verdade é que esse filme é praticamente um remake do primeiro alien, com mais tecnologia. Temos a nave com vários pods de animação suspensa, temos a tripulação multi-étnica, temos parasitas se alojando a exploradores espaciais, quase tudo igual, mas nunca completamente igual. Sempre com alguma leve mudança, para que não chegue a virar um auto-plágio por parte de Sir Scott. O que não parece muito lógico para mim: por que você tem receio de colocar uma criatura no seu filme se você foi o criador dela??? Principalmente no filme que se propõe a contar a origem dela?! Outro dos males das prequels: feitas anos depois do filme original mas situadas antes, a tecnologia tão moderna na prequel não bate com aquela coisa arcaica no filme seguinte, situado depois, mas produzido anteriormente. E nem vamos discutir a tripulação mais IMBECIL a ser mandada pro espaço de todos os tempos! Do cientista que tira o capacete no meio de um planeta alienígena estranho, até à genial vilã que não consegue correr de uma lenta estrutura desabando em sua direção, parece que a mão-de-obra pra essa expedição deixou a desejar. Onde o filme acerta então? O fator bizarro marca presença, com muita gosma e terror, e alguma inovação. Mas nada que rivalize a sequência do chest burster do primeiro filme, sinto dizer. Ridley Scott ainda é um mestre do visual, trazendo cenários e design de produção de encher os olhos, mas é isso. No fim, expande a mitologia da série alien numa nova direção, ou em várias, pode-se argumentar, e por incrível que pareça, não necessariamente se pautando mais pelos monstros babões. Mas há de se argumentar a necessidade desse filme (como a de várias prequels), ou mesmo seu valor como entretenimento, sendo que já existem quatro filmes sobre o mesmo tema e que, na minha opinião, divertirão mais o espectador do que esse aqui. Ridley, te amamos, você ainda é o cara, mas põe ordem na casa, homem. Blade Runner 2 vem aí, e nesse, você não pode errar. Ah, a quem quero enganar?

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