Skip to content

ESPECIAL Star Wars

12/08/2012

Hoje falamos de uma das sagas mais queridas e bem-sucedidas do cinema: STAR WARS!STARWARSIV

Star Wars Episódio IV – Uma Nova Esperança

Há muito tempo, numa galáxia muito distante… assim começa a ópera galáctica de George Lucas, que viria a se instalar no consciente coletivo e cultura pop mundial, além de se tornar uma das franquias mais bem-sucedidas de todos os tempos. E pensar que tudo começou com Luke Skywalker (Mark Hamill), um jovem fazendeiro do planeta Tatooine, que da noite pro dia se vê envolvido com robôs (melhor, dróides), guerreiros Jedi, caçadores de recompensa espaciais e toda uma guerra contra um império galáctico maligno. Apresentando a história já no meio (esse viria a ser o Episódio IV), George ousou um bocado, e apresentou personagens que se tornariam preferidos de fãs por todo o mundo: o charmoso e mau-caráter pirata espacial Han Solo (o papel-revelação de Harrison Ford), a pura mas durona Princesa Leia (Carrie Fisher), o wookie Chewbacca (Peter Mayhew), os dróides resmungões R2D2 e C3PO (Kenny Baker e Anthony Daniels), o mestre Jedi Obi-Wan Kenobi (Alec Guinness). E claro, o vilão definitivo, Darth Vader (corpo de David Prowse, voz de James Earl Jones). Com uma narrativa pra lá de simples, remetendo aos seriados de cinema dos anos 30 e 40, além de uma influência do cinema japonês para as batalhas e alguns figurinos, Lucas inventa sua própria saga, inicialmente com efeitos competentes, mas limitados (até hoje ele cria e recria compulsivamente os efeitos a cada relançamento, para ojeriza dos fãs), e com a trilha sonora icônica de John Williams. Tranquilamente, uma das melodias mais reconhecidas do mundo. Para mim, esse é o filme que melhor exemplifica o que é Star Wars: a aventura desenfreada, as tiradas cômicas, os elementos clássicos de ficção científica. Uma época mais simples, antes da loucura e frisson que vieram depois, uma época em que os técnicos tinham que inventar os efeitos especiais que eram inexistentes em galpões nada luxuosos, uma época em que George só estava tentando contar sua história sobre um fazendeiro espacial que desafiou um império inteiro. Sei que os verdadeiros fãs vão discordar, mas por sua simplicidade e inovação, esse é meu capítulo preferido da série.

STARWARSV

Star Wars Episódio V – O Império Contra-Ataca

Continuando a aventura e o sucesso do primeiro filme, vem “Império”. A luta contra as forças do Imperador prossegue, Luke e Han estão mais engajados como nunca, e em breve, o triângulo amoroso com a Princesa Léia terá que ser resolvido. No meio da bagunça, Luke resolve completar seu treinamento Jedi com o inusitado Mestre Yoda (uma criação fantástica de Frank Oz e sua equipe de titereiros). Ao mesmo tempo, Darth Vader ganha mais espaço na saga, saindo do estereótipo do “vilão unidimensional” e se tornando um dos principais (ou o principal) personagem da história, por razões que todos já devem saber, mas que não vou estragar aqui caso você seja a única pessoa do mundo que não viu o filme. O filme traz uma atmosfera muito mais dark do que o energético e alegre Episódio IV. Traz também notável desenvolvimento de personagens, introduzindo novos rostos: Lando Calrissian (vivido por Billy Dee Williams), ex-parceiro de Han, e o caçador de recompensa Boba Fett, o personagem secundário mais superestimado de todos os tempos. No caso desse filme, George Lucas só supervisiona, e a direção fica a cargo de Irvin Kershner (alguns maldosos alegam que é exatamente por isso que é um filme melhor, o preferido da maioria dos fãs). Em termos de visual, também traz uma grande mudança em relação ao anterior: os desertos de Tatooine são substituídos pelas planícies frias e brancas de Hoth. Temos também o pantanoso Dagobath. O final desolador e ambíguo realmente te deixa na beira da poltrona, e dá o tom ideal para o confronto “final” no filme seguinte.

STARWARSVI

Star Wars Episódio VI – O Retorno de Jedi

Como quase sempre acontece numa trilogia, o segundo capítulo tenta suplantar o primeiro, e às vezes, consegue… para a infelicidade do terceiro, que geralmente acaba como o “patinho feio”. Apesar de haver grandes méritos em “O Retorno de Jedi”(boas cenas de ação na floresta, melhoria nos efeitos especiais, desenvolvimento de personagens), George Lucas, via Richard Marquand, o diretor-marionete da vez, opta por terminar sua saga de forma segura, sem muita ousadia. Luke está no ápice do dilema: escolher entre o lado claro e escuro da Força, Darth Vader ainda obedece ao Imperador Palpatine, mas também tem suas próprias ideias, e a batalha dos rebeldes contra o Império chega a um momento crucial. Menos impactante do que os anteriores, o filme pelo menos oferece desfechos dignos para seus personagens, principalmente Darth Vader. Além da já citada falta de ousadia, outro problema que surgiu nesse capítulo foi a tentativa de fazer o filme mais “amigável” pras crianças, com a introdução dos Ewoks, ursos de pelúcia ambulantes que rendiam cenas “fofinhas”. Os fãs da ficção científica mais séria, porém, queriam ver a continuação dos temas explorados no episódio anterior. Mas a história é do Tio George, ele termina como quiser. E assim o fez. Bom ou ruim, esse foi o desfecho de Star Wars. Mal sabiam os fãs na época, que o fim seria apenas o começo…

STARWARSI

Star Wars Episódio I – A Ameaça Fantasma

Por muito tempo, a franquia Star Wars sobreviveu do sucesso dos filmes originais e de subprodutos variados, que superpopulavam o mercado. Mas eis que 16 anos depois de “O Retorno de Jedi”, George Lucas resolveu retomar a saga espacial, dessa vez com a ideia de fazer uma nova trilogia, que exploraria o que aconteceu antes de Luke, Han e Léia chegarem à história. E principalmente, relatar o ápice e a queda do jovem Anakin Skywalker. E assim foi: retomando também a direção, Lucas conta a história de Anakin, um jovem escravo junto da mãe em Tatooine. Quando o guerreiro Jedi Qui Gon-Jinn (Liam Neeson) e seu aprendiz Obi Wan (Ewan MacGregor) chegam ao planeta escoltando a rainha de Naboo, Padmé Amidala (Natalie Portman), eles precisam de ajuda, e Anakin pode muito bem ser a pessoa que pode ajudá-los. Muitos fãs torceram o nariz para o filme, chamando-o de paradão, com suas chatíssimas discussões políticas e a presença do boçal alien Jar Jar Binks, uma criatura totalmente irritante e desnecessária, uma vã tentativa de conquistar novos fãs mirins. Mas o filme também tem qualidades, como o novo vilão Darth Maul (Ray Park), que sim, poderia ter sido mais bem-utilizado, ou a empolgante corrida de pods no deserto. De certa forma, o filme me faz lembrar dos antigos principalmente na forma como é filmado, usando muitos cenários reais (os filmes futuros seriam filmados quase que totalmente diante de fundo azul, o que é bem perceptível), e com elementos de ação que remetem diretamente à trilogia antiga.

STARWARSII

Star Wars Episódio II – Ataque dos Clones

A saga continua, e dessa vez, dá um pequeno salto no tempo: Anakin cresceu, e agora treina com Obi Wan Kenobi. Claro que ele se tornou um belo rapaz, que chama a atenção da agora senadora Amidala, e os dois começam um romance proibido (os Jedi não podem se apaixonar). Ao mesmo tempo, mais intrigas, e o senador Palpatine (Ian McDiarmid) continua sua escalada ao poder usando como peão o Conde Dookan (Christopher Lee no papel de um Sith. Isso foi uma bola dentro!). Esse filme começa a overdose de efeitos digitais pouco convincentes e consequentemente, a queda na qualidade da nova trilogia, que se consolida principalmente na contratação do vácuo de talento e carisma que é Hayden Christensen para o papel de Anakin adulto. Bonitão como o Ken da Barbie, e com a mesma atuação plástica, ele não consegue convencer em momento algum, e pior, ainda consegue prejudicar a sempre competente Natalie Portman! Suas cenas juntos são péssimas… com certeza, o papel pedia um ator mais gabaritado. Mas vamos que vamos. Tentando distrair os fãs, Tio George nos dá algumas coisas legais, como o exército dos clones, o início do legado dos Stormtroopers dos filmes originais, Jango Fett, pai de Boba Fett, e que é basicamente o mesmo personagem, um mercenário de capacete e jetpack, e algo que os fãs queriam ver há muito tempo: Yoda lutando. Efeitos toscos à parte, nessa parte todo mundo deixa os resmungos de lado e simplesmente vibra com a luta do velhinho. E assim, aos trancos e barrancos, sobrevivemos ao Episódio II também. Mas o filme que os fãs queriam ver há quase 30 anos ainda estava por vir…

STARWARSIII

Star Wars Episódio III – A Vingança dos Sith

E esse foi o capítulo final. Os fãs sabiam que depois disso, as duas trilogias (uma hexalogia?) se encontrariam e se completariam, e seria o fim pra valer de Star Wars. Expectativa pouca é bobagem. Anakin está cada vez mais seduzido pelas promessas de poder de Palpatine, seu relacionamento com Padmé não vai bem, e a sombra do Império está presente. Como sabia que seria o fim, George Lucas tratou de colocar tudo que sempre quis nesse filme, e também tentar resolver as pontas soltas (nem sempre com sucesso). O fato é que esse é o mais épico de todos os filmes de SW, com batalhas espaciais monumentais, e também ótimas sequências de ação o tempo todo. E o fato de sabermos como a história termina por termos visto a trilogia original não é um problema, só traz um presságio ainda mais mórbido no ar, pois sabemos que as coisas não terminam bem, mas não sabemos como elas chegaram naquele ponto. Os problemas que permearam toda a nova trilogia continuam aqui: a fraca atuação de Hayden Christensen (lá para o final ele até começa a convencer, mas já é tarde), o exagero de efeitos especiais (só os atores são reais; cenários e outros personagens são totalmente digitais), que incomoda um bocado, o roteiro manco, que ainda gera problemas de continuidade com a trilogia original… mas em meio a todos esses problemas, conseguimos dar um descanso às críticas principalmente na batalha final, que é conduzida magistralmente por todos os envolvidos, e será o clímax emocional da série. Depois disso, presenciamos o nascimento de Darth Vader, uma cena que já nasce inevitavelmente clássica, e também acompanhamos diversas cenas finais, que se encarregam de conectar as duas trilogias (com exceção dos já citados problemas de continuidade). Meu parecer final como fã de cinema, mas não um fã de Star Wars, é que trata-se de uma saga extremamente relevante, mesmo que nem sempre excelente em sua execução. Uma grande influência seja em ficção científica, ação, personagens e criação de um universo, uma mitologia. Realmente, um marco que consegue capturar pelo menos um pouco do que se chama “magia do cinema” e que merece ser conhecido por várias gerações por vir.

Por Lucas Veloso.

Anúncios
No comments yet

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: