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Os Mercenários 2

31/08/2012

Os Mercenários 2 – por Lucas Veloso

Os “Dispensáveis” de Stallone estão de volta, e com caras novas… rapaz, se você achava que o primeiro era um “quem-é-quem” do gênero ação, espere para ver esse. É tanto brucutu junto que um tem que sair de cena pro outro entrar (às vezes, literalmente). Como parece que vai virar franquia de vez, já dá pra perceber as ambições dos produtores para com a série… nenhuma! Recicle a história do ditador corrupto, ou do povo oprimido, ou da vingança, que são os temas comuns presentes na vida de um mercenário do cinema, e apenas troque alguns nomes do elenco por outros baluartes da porrada. O que quero dizer é, se você espera por filmes cada vez melhores, mais explosivos a cada continuação, esqueça. A fórmula foi testada e aprovada. Agora, se fica satisfeito com mais do mesmo (regurgitação de clichês e homenagem aos filmes dos anos 80), se sentirá em casa. Não quero soar negativo, gostei bastante do filme, uma vez que curto os já mencionados clássicos, mas é a mesma coisa. O que era bom no outro filme, continuou. O que tem de bom e é novo? Bem, as participações de Van Damme e Chuck Norris foram bem-vindas, embora ache que o primeiro merecesse mais tempo de tela, seu “Jean Vilain” não tem muito tempo pra brilhar, apesar de Van Damme mandar bem, sem exageros. Os outros personagens também mantém o tempo de tela do filme anterior. Arnold e Bruce ganham mais uns minutinhos pra destruir coisas, e Barney Ross, de Stallone, surpreendentemente consegue um pouco de desenvolvimento, surgindo mais durão que no filme anterior, onde era mais um mestre de cerimônias, gente boa com todo mundo. O que não ficou legal? Como sempre, a química de Stallone com a mocinha da vez é zero, e queria muito que Gina Carano, a musa do MMA, tivesse sido escalada pro papel, ao invés da chinesa Nan Yu. Além disso, é excessiva a quantidade de piadinhas e referências a filmes de outrora. Chega a ser cansativo, como se o filme procurasse atingir uma quota imaginária de pelo menos uma referência por minuto. No fim, eu esperava um filme “maior e melhor”, regra das continuações, mas não é esse tipo de filme. O que temos aqui é um “greatest hits” volume 2. E a bem da verdade, não tem nada de errado com isso, realmente ninguém prometeu mais do que isso. E pelo visto, nem vão. É só uma questão de baixar as expectativas.

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