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O Grande Gatsby

11/06/2013

gatsby

O Grande Gatsby – por Daniel Mazzochi canecacanecacanecacanecacaneca

Leonardo DiCaprio andou escolhendo muito bem as últimas produções cinematográficas de que participou, logo, fica difícil deixar de lado qualquer filme em que o cara esteja em cartaz. Ainda bem. Deixar de lado “O Grande Gatsby” é perder a chance de participar da história do cinema sendo recontada. Confesso não ter assistido nenhuma das produções anteriores da já consagrada obra literária de Fitzgerald, mas mesmo assim, é fácil entender que o que você está vendo na tela é uma história antiga, lançada em 1925. E aqui vai uma curiosidade, ele também é o autor de “O Curioso Caso De Benjamin Button”. Mas o motivo de apontar essa época e o criador, é apenas para justificar a frase: a história do cinema sendo recontada. Gatsby bebe da era dos clássicos musicais, recriando festas que remetem diretamente ao épico “Footlight Parade” e seu exuberante número “By a Waterfall”. Gatsby também te dá o gostinho de sentir na pele, o primeiro momento em que o Technicolor invadiu a tela. Afinal, o filme é uma viagem de cores, em fotografias digitais, figurinos excêntricos, uma arte pintada a mão, com olhos ainda mais azuis do que o de costume, todos os elementos que estamos conhecendo na nova linguagem do cinema, aplicados muito bem, também,em “Hugo Cabret“. Ou seja, dá pra imaginar o que platéia sentiu ao ver as primeiras paletas de cores ganhando forma na projeção. Gatsby traz todos os elementos épicos de um grande musical, tirando a parte mais chata do gênero: A MÚSICA!! Pelo contrário, na verdade, a parte musical do filme se resume a uma trilha sonora impecável!!!!! Que mesmo se tratando de um filme de época, traz o RAP de Jay-Z misturado a BACH. Beyoncé e Andrew 3000 cantando Amy Winehouse e um orgão de igreja que emana até mesmo um Charleston. É um espetáculo a parte. Tá certo que vem se tornando cada vez mais comum essa mistura, já vista em “Moulin Rouge” e até mesmo em “Django Unchained”, mas não deixa de ser de extremo bom gosto. Dito isso, vale falar que Leonardo Di Caprio é o cara. Primeiro por continuar com cara de 20 anos mesmo estando chegando aos 40. Pode engordar, ganhar fios brancos e marcas de expressão, mas vai ter sempre a veia no “Diário de um Adolescente”. Talvez, por isso, ele não tenha me passado a menor credibilidade em “J.Edgar”. Voltemos ao foco. Ele é o cara. As reações de Gatsby ao reencontrar com seu antigo amor, a ira ao ser confrontado pelo seu adversário ou simplesmente as expressões “sou foda e consigo o que quiser”, fazem desse papel mais uma obra de arte na carreira do DiCaprio. O filme é tão bom, mas tão bom, que até o Tobey Maguire soa interessante. Faz muito bem o papel de Nick, um novo amigo/vizinho/confidente/cupido de Gatsby. E o filme é contado assim, em uma narrativa do deslumbrado Nick pelo exemplo de vida (aos olhos dele) que é Gatsby. Tem paixão, tem suspense, tem ação, tem romance (que é bem diferente de paixão), tem tudo que um filme precisa para ser épico. Das mansões luxuosas e coloridas, passando por “The Valley of Ashes”, uma região pobre e cinza, chegando a Nova York de outrora, com sua eterna luz refletida no mundo pelo Times Square. São esses os únicos cenários dessa produção de 127 milhões de doláres, no segundo trabalho do diretor Baz Luhrmann com o ator Leonardo DiCaprio (anteriormente em Romeo + Juliet). Teria mais 198.776 caracteres para escrever sobre esse filme, mas termino apenas com 5… canecas.

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