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O Homem de Aço

29/06/2013

man of steel

O Homem de Aço – por Lucas Veloso canecacanecacanecacaneca

Contar a história de origem do Superman não é uma tarefa fácil, principalmente pelas inevitáveis comparações com “Superman – O Filme“, que o fez tão bem. Mas eis que, 35 anos depois, Zack Snyder, acostumado a tarefas difíceis (a adaptação de “Watchmen“, por exemplo) conseguiu. Do jeito dele. A partir do início em Krypton, já vemos que essa vai ser mais ou menos a história que conhecemos… só que ligada no 220! Sério mesmo, esse filme é implacável! As cenas de ação são animalescas, com porrada, explosão, drama, duas cidades que vão precisar praticamente ser reconstruídas do zero, é coisa de final de trilogia, sem brincadeira… e só estamos no primeiro filme. A trilha de Hans Zimmer, fortíssima, só contribui para esse caos generalizado. Os efeitos estão bons, práticos na maior parte do tempo, e quando não tem jeito, CGI, mas de ótima qualidade. Mas e quanto aos atores? Bom, como sempre é o caso nos filmes de super-heróis, os coadjuvantes são fantásticos: Kevin Costner e Diane Lane como o casal Kent, Russel Crowe faz um Jor-El que surpreende com uma veia “action hero”, Amy Adams faz uma Lois Lane pra geração blog/twitter, mas com a mesma integridade e energia de sempre, comandada pelo Perry White de Laurence Fishburne, e Henry Cavill é uma boa escolha pra Superman. Não domina a tela como… hmm, você sabe quem, mas entrega uma interpretação honesta e carismática. Michael Shannon traz um Zod perigoso, mas ao mesmo tempo, humano. Ele acredita piamente em seus objetivos, e fará o máximo para conseguir realizá-los. Uma pequena reclamação é que achei o filme um pouco frio, no núcleo emocional. Não temos aqui os papos camaradas entre o pessoal do Planeta Diário, o carinho exagerado de papai e mamãe Kent… para isso, procure os velhos e nostálgicos filmes, esse é um filme sério de ficção científica, uma cruel invasão alienígena, e também uma adaptação digna das HQs. Entregue com a velocidade de uma bala e o impacto de uma locomotiva. Nem é 3D, é praticamente 4D, um ataque multi-sensorial. Superman está de volta, e pela primeira vez (no cinema pelo menos), não é um herói que depende da inocência ou nostalgia pra funcionar.

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2 Comentários leave one →
  1. 29/06/2013 9:21 AM

    Concordo com tudo que você falou acima. grande Lucas e na minha opinião acredito que esse filme veioi como “na velocidade de uma bala e com o impacto de uma locomotiva” só para reintroduzir de uma forma mais contemporânea a história que todos já conhecem e dar uma noção do que vem por aí nos próximos filmes dessa série. MONSTRO!

  2. 29/06/2013 5:20 PM

    Valeu pelo comentário, cara… você curtiu também, então??

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