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Clube da Luta

01/08/2013

fight club

Clube da Luta – por Lucas Veloso canecacanecacanecacanecacaneca

Vamos quebrar a primeira regra do Clube da Luta, que é… não se fala sobre o Clube da Luta. Mas é por um bom motivo: exaltar essa que é a obra-prima definitiva de David Fincher. Começa como uma crítica sobre o nosso estilo de vida consumista, onde ter e ostentar é mais importante do que interagir e relacionar. Prossegue como um aviso aos workaholics, que embarcam em jornadas de trabalho surreais apenas para manter esse estilo de vida vazio. E descamba para o “conhece-te a ti mesmo” via soco na cara. O filme definitivamente quer passar uma mensagem, mas no meio do caminho, se torna um monstro muito maior e mais complexo, ao som elétrico e paranóico dos Dust Brothers, que pontua toda a história. Como na sequência dos créditos iniciais, passeamos pela cabeça de Jack/O Narrador (Edward Norton), conhecemos o lutador/guru/maluco Tyler Durden (Brad Pitt) e a partir daí, acompanhamos a hipnotizante jornada deles rumo ao tal Clube da Luta, o grupo de apoio mais singular e libertador para um enorme grupo de jovens do sexo masculino que não receberam o memorando sobre como deveriam viver suas vidas nessa sociedade pós-moderna. Depois, somos consumidos pela personalidade carismática e errática de Tyler, que acaba levando seu clube a patamares não-esperados nem mesmo por seu co-autor Jack. E vemos ainda como Jack se relaciona com a maníaca Marla (Helena Bonham Carter), que não demora a se colocar no meio de Jack e Tyler. Contar mais seria estragar a surpresa, mas basta dizer que o filme traz uma atmosfera densa e bizarra que há muito não se via num filme de estúdio grande, e pula descontroladamente de drama para humor negro, para depois voltar para nem sei onde. O filme traz cenas que realmente deixam o queixo lá no chão seja pela crueza, seja pelo insólito da coisa toda, e constituem uma das experiências mais viscerais que já tive ao assistir a um filme. Foi a aposta corajosa da Fox, Fincher, Pitt e Norton numa obra que não tem medo de desconstruir e criticar brutalmente a si mesma, pois afinal, um filme permanece sendo um produto. Difícil ficar mais subversivo que isso.

CLUBE DA LUTA LEVA A NOSSA “GOLDEN MUG” POR EXCELÊNCIA!

golden mug

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