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ESPECIAL Star Trek

28/08/2013

Hoje, vamos audaciosamente aonde vários outros blogs já foram antes… ainda assim, apresentamos ESPECIAL STAR TREK! Por Lucas Veloso.

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Jornada nas Estrelas – O Filme canecacanecacanecacaneca

Nos anos seguintes ao fim da clássica série de TV, muitas tentativas foram feitas para trazer Star Trek de volta ao público. Inicialmente, foi pensada uma nova série de TV, mas acabaram resolvendo fazer um filme mesmo. E assim, tiveram início as aventuras da Enterprise na tela grande. O primeiro filme não é o favorito dos trekkers (fãs da série), mas tudo bem, porque não sou fã ardoroso, e ele acabou virando meu preferido. Trata-se de um legítimo exemplar de sci-fi dos anos 70, ou seja: cerebral, altas ideias, baixo orçamento e beeeem lento. Se te entedia a ideia de ver a Enterprise de todos os ângulos em longos travellings antes mesmo dela sair da doca espacial, esse filme não é para você. Mas se tiver paciência, será brindado com um bom filme, em que a Enterprise encontra um assombroso inimigo, V’ger, uma gigantesca e ameaçadora entidade espacial cuja origem será revelada no final, de forma genial. William Shatner, Leonard Nimoy e DeForest Kelley (Kirk, Spock e McCoy) retomam seus estimados personagens sem esforço e com competência, com todos os maneirismos e cacoetes esperados pelos fãs. Todo o restante da tripulação também dá o serviço. O espetáculo é comandado por Robert Wise (diretor de filmes tão distintos quanto “A Noviça Rebelde” e a ficção “O Dia em que a Terra Parou“). Ele é ajudado pela trilha de Jerry Goldsmith, tão icônica e vibrante quanto a da série de TV, talvez até mais, e pelo mago das miniaturas e efeitos especiais Douglas Trumbull, de 2001 e Blade Runner. Falando em 2001, naquele ano, Wise revisou alguns efeitos especiais para deixar o filme menos datado, à la George Lucas, mas com propósito e bom senso. Também editou e mudou algumas cenas, a fim de oferecer maior impacto e coesão. Com certeza, uma versão melhorada do filme. Acho que mesmo os detratores concordarão.

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Star Trek canecacanecacaneca

Em 2009, depois de uma bem-sucedida série de 10 filmes e mais um bocado de séries de TV, Star Trek caiu nas mãos capazes do diretor JJ Abrams, que criou uma espécie de reboot-continuação da série. Temos a oportunidade de ver como Kirk, Spock, e toda a tripulação, ainda jovens, foram parar na Enterprise. Os atores fazem um trabalho interessante, pois interpretam os personagens de forma precisa o suficiente para não descaracterizá-los, mas ainda assim, trazendo suas próprias características aos papéis. E nesse processo, mesmo personagens secundários como Uhura ou Scotty se tornam mais importantes nesse reboot. JJ também deixa um pouco de lado a parte mais cerebral, e parte pra ação vertiginosa, e até uma dose saudável de humor. Creio que essas coisas deixaram os fãs meio divididos, mas com certeza, fez bem pra série. Tem um limite de quanta conversa na ponte de comando podemos aguentar, antes de ficar chato. Então, nesse ponto o filme é bem-sucedido. Destaque também para a trilha memorável de Michael Giacchino, usando temas antigos, mas criando novos também. Claro que nem tudo são rosas: o vilão Nero, de Eric Bana, é um chato e chorão. Cada momento em que ele está na tela é tempo perdido. Estranho, pois Bana é geralmente tão competente. E essa coisa também de não se definir como reboot ou continuação acaba ficando meio lá, meio cá. Apesar de sim, fazer sentido no filme. Mas para todos os efeitos, o esforço foi válido, e Star Trek está de novo viajando na velocidade da luz nas bilheterias.

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Além da Escuridão: Star Trek canecacanecacanecacaneca

Ao meu ver, existem dois tipos de continuação: as preguiçosas, que só tentam repetir o que já foi feito, e sem inspiração, acabam caindo por terra, e as ambiciosas, que tentam mudar o status quo, e com sorte, podem se igualar ou até superar o original. Esse “Além da Escuridão” é definitivamente do segundo tipo. JJ Abrams dessa vez muda alguns ícones da franquia. Por exemplo, os uniformes coloridos: são raramente usados, substituídos por estilosos uniformes e sobretudos mais escuros. Os phasers e teletransporte ainda estão presentes, mas vistos esporadicamente. Aumenta a ação, que já não era pouca no filme anterior, mas aqui traz modalidades não tão comuns à franquia: temos perseguições a pé, luta corpo-a-corpo, e até um pouco de cinema catástrofe. O filme continua hesitando em cortar de vez o cordão umbilical com os filmes antigos, de formas que ficarão bem claras para os fãs ao longo do filme. Não chega a atrapalhar, mas acho que essa nova Enterprise já está pronta para alçar seus próprios vôos. Fiquei feliz de ver Peter Weller, o eterno Robocop, num papel importante, e a forma que utilizaram o personagem John Harrison (o promissor Benedict Cumberbatch). A todos os que sempre diminuíram Star Trek como uma relíquia nerd, não tem mais volta: JJ Abrams transformou a série em algo definitivamente “cool”.

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5 Comentários leave one →
  1. 29/08/2013 4:39 PM

    Olá Lucas Veloso!
    Já tem um tempinho que venho acompanhando seu blog e lendo suas breves resenhas e observações sobre filmes. Agora tive um tempo para participar com alguns também breves comentários.

    Ainda não vi a edição especial do primeiro filme do Star Trek. Na verdade não assisto esse filme há séculos. Quando criança o achava muito tedioso. Provavelmente hoje o assista com outros olhos. Gosto mesmo da trilogia composta pelos filmes II, III e IV. “A Ira de Khan”, “À procura de Spock” e “A Volta para Casa”, respectivamente. Já os assistiu?

    Sem sombra de dúvida, JJ Abrams e sua trupe de realizadores conseguiram fazer com que Star Trek funcionasse para as platéias contraditórias e não muito exigentes da atualidade. A opção por deixar a saga menos cerebral e mais centrada em ações e explosões é uma manobra realmente inevitável. Se conseguirem fazer cenas de ação bonitas, bem feitas e que fujam do lugar comum já estarão no lucro.

    No primeiro reboot continuação me incomodei com os lens flares excessivos (que nem foi o JJ Abrams o primeiro a utilizar o recurso, mas por conta do exagero ele acabou sendo conhecido quase como o inventor do mesmo). Alguns momentos de humor exagerados como quando Kirk finge de doente para embarcar na Enterprise eu achei ridículos.

    Tanto nesse primeiro como no segundo (Além da Escuridão) os outros integrantes da nave tem sido mal aproveitados, principalmente Karl Urban. Se limitando a estrelarem cada um sua sequência de ação. Gostei do retorno às telas de Peter Weller, o que foi muito bem lembrado por você.

    Os vilões de Weller e o Khan de Benedict Cumberbatch compensaram o Nero de Eric Bana do primeiro. Cumberbatch realmente me surpreendeu com sua voz e interpretação imponente, mas ainda assim o Khan original de Ricardo Montalban é mais interessante.
    Acho que a Enterprise, na medida que é uma das personagens do filme, foi um pouco negligenciada. Merecia umas tomadas a mais para apreciarmos a beleza da mesma.

    Bem, depois falamos mais sobre.
    Abraços!
    Roger

  2. 02/09/2013 10:57 PM

    Olá, Roger. Obrigado pelas observações. Sim, eu assisti os filmes originais até o IV, e “Primeiro Contato” da nova geração. Tirando o 3o filme, com aquela bagunça do Spock, gosto de todos, mas o primeiro ainda é meu favorito, apesar de ser arrastado.

    E sim! Bem-lembrado… os irritantes lens flare. Excessivos até o ponto do absurdo. Que bom que no segundo, maneiraram um pouco.

    Obrigado mais uma vez pela participação! Continue acompanhando…

  3. 13/09/2013 1:38 PM

    Olá Lucas!
    Dos originais a parte V ”A última fronteira” ainda apresenta uma trama interessante. Sybok, irmão do Spock sequestra a Enterprise e deseja levá-la a um certo ponto do universo onde ele acredita que o mistério em torno da existência de Deus será revelada. Mas para a época se percebe que o filme estava um pouco longe de ser uma superprodução e já mostrava sinais de fadiga. A parte VI ”A Terra Desconhecida” eu ainda não assisti.

    O ”Generations” que faz a ponte entre a série clássica e a Nova Geração é interessante. Separados por alguns séculos de existência, Kirk e Picard unem forças contra o vilão mal aproveitado do ”Laranja Mecânica” Malcolm McDowell. Não vou dar maiores detalhes da trama de como isso foi possível para não lançar spoilers e atrapalhar sua diversão.

    ”Primeiro Contato” é bacaninha também. Gostei na época, mas não é um filme que tenha ficado registrado na minha memória afetiva. Os outros da Nova Geração (velha já nesse ponto rs) Insurreição, Nêmesis… não me fizeram correr aos cinemas nem às locadoras.

  4. 13/09/2013 1:42 PM

    No meu blog eu escrevi há tempos atrás um pequeno texto sobre Star Trek. Dê uma olhada. Aproveito desde já para convidá-lo a acompanhar e participar do blog! Vida longa e próspera!
    Aqui vai o link: http://jollyroger80s.blogspot.com.br/search/label/Star%20Trek

  5. 29/09/2013 9:47 AM

    Obrigado, Roger. Estou assistindo aos outros filmes nesse momento, e depois atualizarei o post aqui.

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