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O Ataque

01/11/2013

white house down

O Ataque – por Lucas Veloso canecacanecacaneca

Um dos maiores e mais intrigantes fenômenos provenientes da falta de criatividade do cinema americano consiste nos “filmes gêmeos”: Armageddon e Impacto Profundo, Inferno de Dante e Volcano, Soldado Ryan e Linha Vermelha. Feitos mais ou menos na mesma época, por diferentes realizadores, mas com histórias ou temas parecidíssimos. Esse ano, o tema compartilhado foi “ataque à Casa Branca”. Já falamos de “Invasão à Casa Branca” e agora pude conferir esse “O Ataque”. Vou tentar a partir daqui falar mais dos méritos do filme em si, e não simplesmente compará-lo com seu antecessor. Channing Tatum é um militar pouco notável, que para impressionar a filha, a leva para conhecer a Casa Branca no dia de sua entrevista de emprego pro Serviço Secreto. Não demora para um grupo de terroristas fazer todos no local de reféns, e ameaçar causar a III Guerra Mundial. A pegada do filme é mais leve, bobinha até, “censura 13 anos”. Então temos muita ação, mas quase nenhum sangue, e apesar do ataque terrorista ser tratado de maneira séria, temos várias cenas de humor involuntário (“o presidente está com um… lança-foguetes?!”), o que nos remete aos anos 80, onde você podia rir com (e de) um filme e ainda curtir a ação. Jamie Foxx mais uma vez prova seu carisma como o presidente dos E.U.A. Não muito estóico, mas correto e engraçado. Tatum é aquela coisa: depois de uma série de filmes atuando com seu abdômen, ou você aceita o cara como ele é ou deixa pra lá. Agora os pontos em comum desse “Ataque” com “Invasão”: também segue à risca a “cartilha John McClane” do homem encurralado numa situação de perigo, chegando ao ponto do plágio ao emendar uma última cena de intriga após o clímax da ação. Tem também uma patriotada exagerada, mas como já dissemos, menos sangrenta e dramática, e mais bem-humorada e frenética. Trata-se afinal, de um filme de Rolland Emmerich, de Independence Day (que ainda acha tempo de referenciar sua própria “obra-prima” do cinema-desastre). Veja da seguinte forma: o ideal seria pegar os dois filmes, juntar o que funciona, descartar o que não funciona, e criar um só filme. Como está, temos dois filmes pra lá de imperfeitos, ambos divertidos e igualmente descartáveis.

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