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ESPECIAL Busca Implacável

11/02/2014

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Busca Implacável canecacanecacaneca

Liam Neeson entrou numa interessante crise da meia-idade Hollywood-style: ao invés de comprar um carro esporte ou trocar a esposa por uma novinha, o veterano e reconhecido ator decidiu por uma forma mais saudável e interessante de ocupar seu tempo: virar um herói de ação! Ei, não me entenda mal, enquanto o resultado for algo do nível desse “Busca Implacável”, estou dentro. Neeson é Bryan Mills, ex-agente da CIA que passa o tempo jogando cartas com seus ex-parceiros e mimando a filha Kim, fruto de seu casamento desfeito com Lenore. Quando a menina decide ir com uma amiga pra Paris, o paranoico pai-espião não curte a ideia, mas acaba permitindo. Oh, céus… se as filhas ouvissem mais seus pais-espiões… a menina acaba sequestrada, e a única pista que ele tem é um sussurro do raptor no celular da filha. Isso não impede o versátil Mills, que desenterra as velhas habilidades e as põe pra trabalhar. E essa parte é fantástica, a forma como Mills é quase um super-homem da espionagem: ele encontraria o corpo de Osama Bin-Laden no fundo do mar usando apenas um iPhone. Claro, inverossímil, mas um tanto quanto divertido. Quando ele encontra os raptores então, sai de baixo. Neeson entra sem dificuldade no panteão dos chutadores de bundas que deu origem a “Os Mercenários”. O espírito é de filme B, embora tenha sido feito habilmente pelos lacaios de Luc Besson. O melhor do filme é sem dúvida Neeson, que traz carisma e atitude ao preocupado personagem. É legal ver a rotina de um ex-agente: como se desligar das coisas depois de levar uma vida dessas? Como abandonar os velhos instintos e levar uma pacata vida civil? Bom, não se abandona. Pelo menos essa é a decisão de Mills, que mais tenta fazer a vida civil caber na sua disciplinada metodologia, do que o contrário. A ex de Bryan é Famke Janssen, a eterna Jean Grey, e a filha é Maggie Grace, de Lost. Minha única reclamação é que ela é velha para interpretar uma adolescente. Às vezes, fica um pouco ridículo a empolgação juvenil numa moça já quase beirando os 30. Mas enfim… tome o filme pelo que ele é, um divertido e violento filme B de ação, com o selo Charles Bronson de aprovação.

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Na continuação, Bryan Mills está tentando se reaproximar da ex-esposa, cujo novo casamento também já se desfez. A filha, claro, banca o cupido. Tudo converge para uma viagem que ele tem que fazer à Turquia a trabalho, e ele convida as duas para passar uns dias lá com ele. Elas vão. O que nenhum deles esperava é que os familiares dos bandidos do filme anterior decidissem buscar vingança pela morte deles. Esses filmes, por sinal, tem um jeito especial de te deixar com ódio mortal dos bandidos, o que faz com que você não se importe (e até torça) pela morte deles: no filme anterior, eram traficantes de escravas sexuais. E agora, parentes desses traficantes, que querem vingança por seus queridos parentes, ignorando os crimes horrendos que os mesmos cometeram. Só gente fina. Nada de Paris, a locação exótica da vez é Istambul e mais uma vez, a equipe de filmagem tira o máximo do cenário, com belas tomadas e muito mais cenas diurnas. Uma coisa que me deixou apreensivo quando ouvi sobre essa continuação foi o papel mais “ativo” que a filha Kim tomaria. Tive medo de quererem fazê-la uma implacável vigilante como o pai. Mas ainda bem, não é o caso. Ela ainda é uma menina, se apavora com toda a situação, mas consegue fazer o que se pai pede para ajudá-los a sair dela. E só. Ela não resgata ninguém com uma metralhadora, ufa! Tão previsível, barato e divertido quanto o anterior, o filme não compromete. Liam Neeson é o cara, seu “conjunto de habilidades” está mais afiado e sobrenatural do que nunca, e eu toparia mais uma aventura com o ex-agente Mills. Mas que história seria agora? Quem viria para se vingar no 3? As esposas e vovós dos falecidos? Aí não dá…

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Bom, para o crédito dos produtores, eles não simplesmente reciclaram a velha trama de sequestro, outra vez, no novo filme. Porém, para seu demérito, copiaram a trama de “O Fugitivo”. Então, Bryan Mills, acusado de um crime que não cometeu, está agora do outro lado da lei. E será caçado por todo o departamento de polícia da Califórnia, enquanto tenta provar sua inocência, e proteger o que restou de sua família, pois claro que o verdadeiro culpado vai atrás de seus entes queridos. Bom, compreensivelmente, Luc Besson e o diretor de nome colorido Olivier Megaton não quiseram mexer em time que está ganhando, e a ação se desenvolve exatamente como nos outros, com um bocado de shaky-cam, e Liam Neeson sabendo de tudo antes de todo mundo. Nesse filme, inclusive, sua agilidade e furtividade é praticamente nível Batman, o que é justo, sabendo que foi ele quem treinou o homem-morcego naquela franquia. Aliás, mentira: a ação não é exatamente igual, pois rolam umas explosões e coisas sacadas dignas de “Carga Explosiva”, outra franquia produzida por esses caras, e mais conhecida pelos exageros. Se você gostou dos outros, é mais do mesmo. Nos E.U.A, dessa vez. Nada de locações exóticas, como nos outros. Um pouco decepcionante, mas no fim, o que importa é a história, não é? O clima é um pouco mais deprê, inevitável após os acontecimentos iniciais, mas traz com isso algum desenvolvimento de personagem num tipo de filme que pela regra não tem nada disso. Uma outra crítica é que o ritmo das coisas fica meio burocrático, mesmo em meio à toda a ação, e começa a dar a impressão de que do diretor aos atores, estão todos em piloto automático, o que é ruim, mesmo num filme B. Forrest Whitaker, particularmente, não parece ter nada para fazer, apesar de ser o detetive principal encarregado do caso. Sobram uns cacoetes e TOCs inexplicados, muitos closes no vencedor do Oscar, mas é um papel irrelevante. Na crítica do 2, eu disse que veria mais. Encerrando com esse aqui, já não sei se precisa. Liam Neeson em mais filmes de ação? Yes, please. Mas Busca Implacável? Acho que já estamos satisfeitos, garçom.

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