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Ela

15/02/2014

her

Ela – por Daniel Mazzochi canecacanecacanecacanecacaneca

Theodore (Joaquin Phoenix) é um escritor solitário, que acaba de comprar um novo sistema operacional para seu computador. Para a sua surpresa, ele acaba se apaixonando pela voz do sistema, dando início a uma relação amorosa exótica, mas com uma realidade impressionante.

Com uma sensibilidade apurada e uma poesia saudavelmente exagerada, Spike Jonze escreve e dirige não um dos melhores filmes do ano, mas uma das histórias de amor mais bonitas, profundas e diretas já na vistas na telona. Mesmo que a relação seja entre homem e máquina, é possível se identificar com o relacionamento dos dois e se envolver de forma estranha, pois, de repente, você considera tudo aquilo normal demais para ser tão bizarro. O fato é que o filme é inspirador. Ao terminar, tudo que você quer é abraçar alguém ou simplesmente se declarar através de uma SMS. Isso para quem tem o benefício de amar.

“Her” traz a melhor performance de Joaquim Phoenix, gerando um conflito com o fato de não ter sido indicado ao Oscar na categoria. Basicamente, está 100% do tempo em cena, sozinho, apenas com a voz de Scarlett Johansson, que emprega brilhantemente a vida a Samantha, um sistema operacional apaixonante, frágil, mais humano do que muita pele e osso por ai. E o brilhantismo esta nisso. Você realmente considera ter duas pessoas em cena. Tem momentos em que o cineasta nos deixa em tela preta, apenas com a voz dos personagens…e já é o suficiente. É confortável, aconchegante. Os cenários criam uma metrópole futurística, mas que não se distancia do real. É como ver os anos 3000, sendo vividos na década de 50. Dá pra entender? Talvez pelo figurino que soa tão atual quanto antigo, fazendo contraste a discretas tecnologias que abusam da prestação do serviço e não da imagem.

“Her” é meu novo xodó e faz por merecer estar entre os indicados a melhor filme do Oscar 2014. Me faz querer que o Lobo do Di Caprio não fosse tão bom e que a academia tivesse colhões para presentear Jonze com o prêmio máximo. Mas sei que terei que me contentar com o roteiro original. E, na boa, vai valer a pena. Pois, para mim, roteiro original sempre vai ser o mais importante prêmio da academia. Permita-se ao encanto de “HER”.

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