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Godzilla (1954)

15/05/2014

O filme que deu início à “Era Kaiju”: GODZILLA! 

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Godzilla (1954) – por Lucas Veloso canecacanecacaneca

Esse é o cara. O lagarto. O precursor dos tokusatsus, e todos os filmes de monstros borrachudos japoneses que vieram depois. Mas então? Depois de todos esses títulos e glórias, como se sai o filme original de 1954 visto hoje? Bem… vamos por partes: despertado por testes nucleares, o monstro milenar conhecido como Godzilla ressurge, deixando uma trilha de destruição. Alguns humanos querem estudá-lo, outros querem mandá-lo de volta ao fundo do mar, cheio de buracos de bala. Criado como propaganda anti-nuclear Pós-II Guerra pelos japoneses, o filme ainda é forte nesse aspecto, temos cenas chocantes das vítimas do lagarto radioativo, cenas de morte e sofrimento, o que pode parecer óbvio, dado o tema, mas em tempos de blockbusters modernos com destruição a rodo e ausência de vítimas, tudo sanitizado para conseguir uma censura branda, isso é estranhamente impactante de se ver. Aliás, o filme todo se leva extremamente a sério, a invasão do monstro é relatada com igual austeridade por repórteres, cientistas e políticos. A música reforça essa tensão, cheia de terror. Tudo quebrado apenas pela aparição do próprio monstro. Bom, digamos apenas que os efeitos dos anos 50 não envelheceram nada bem, e o visual do velho Godzilla suscita mais risadas do que medo. Então, vira um filme tragicômico, com cenas sérias como a do hospital e um sacrifício no final entrecortadas com relatos de “jovens mulheres sacrificadas ao monstro (?!)”, ou o repórter que relata a aproximação do lagartão até seus momentos finais (literalmente). Sem contar que qualquer filme que tenha um prédio oficial com a placa “Quartel-General do Comando Anti-Godzilla” já deve ser alçado ao status de clássico instantâneo. Existem momentos de diversão e humor involuntário, além de um senso de curiosidade ao ver o ancestral de Ultraman e Jaspion, mas o filme serve mais como documento histórico do início da era dos monstros japoneses no cinema. Não acho desrespeitoso dizer que as futuras incursões no tema melhoraram demais os elementos, culminando com o atual remake, que deve finalmente fazer jus ao legado nipônico de Godzilla enquanto atualiza os efeitos para a era atual.

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