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Godzilla

18/05/2014

godzilla 14

Godzilla (2014) – por Lucas Veloso caneca

OK, antes de começar, vamos deixar uma coisa bem clara: chamem esse filme de “Forças Armadas – O Filme”, ou até de “Cloverfield 2”, mas não chamem de Godzilla. Não está à altura do monstrão. O filme até tenta prestar homenagem aos aspectos clássicos dos filmes da Toho. E consegue, em alguns momentos. Mas quando deixa a peteca cair, nunca mais a recupera. OK, temos uma primeira hora CHATÍSSIMA com uma história arrastada e personagens humanos desinteressantes (à exceção de Bryan Cranston, sempre bom). E sério, não me venham com aquela conversa de que a primeira hora é pra “desenvolver a história” ou “criar suspense”. Existem filmes que fazem isso muito bem, Spielberg sendo o primeiro a vir à mente. Mas não aqui. É pura chatice mesmo. Tudo poderia ser perdoado se quando Godzilla aparecesse, o monstrão dominasse a tela. Mas não. Temos a primeira grande aparição do lagartão atômico, e… o filme imediatamente corta pra reportagem com os melhores momentos da luta. HEIN? Sério mesmo? E essa tendência ridícula perdura durante todo o filme, sempre vemos a luta por vídeo, por trás de fumaça, ou das cabeças dos soldados que também a testemunham. Parece que querem fazer o que Cloverfield fez, mostrar a destruição do ponto de vista dos sobreviventes. O problema é que isso funciona para aquele filme, aquela proposta. A coisa aqui é outra: Godzilla, o Rei dos Monstros, cara. Queremos ver o pau quebrar, destruição desenfreada, o lagartão dominando a tela, e só temos isso no final do filme, e mesmo assim por uns 5 minutos. É legal? É. Mas dá aquela impressão de que pagamos área VIP de um show, nos colocaram no pior lugar da casa, com uns cabeção na frente, e pra completar, a banda veio, fez um show de cinco minutos e foi embora. Roubo, cara. Palhaçada. Sério, nem me venham com papos de “visão intimista”, “é um filme diferente de Godzilla”, que não vai colar. Na boa, vocês tinham uma tarefa simples, Warner e diretorzinho: fazer um filme com dois monstros se chocando e trazendo diversão pras massas. E não conseguiram! Isso mostra sua “competência”. Sério… o Godzilla de 98 tinha seus (muitos) defeitos, mas é bem mais divertido que essa hecatombe nuclear que presenciei. Lamentável e desnecessário. Gojira merece mais que isso.

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