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Under The Skin

22/05/2014

under skin

Under The Skin – por Daniel Mazzochi canecacaneca

Não é difícil ver uma fila de machos, marchando em direção a sala de cinema, após saberem que Scarlett Johansson aparece nua de todos os ângulos possíveis de enquadramento. Algo parecido com o tema do filme. Uma alienígena que seduz facilmente presas masculinas, apenas com a sua carcaça Scarlett de ser, mostrando que poucos se importam com o que, definitivamente, está “Sob a Pele”. O longa de Jonathan Glazer é um quadro que deveria estar pendurado em uma galeria de arte psicodélica. Daquelas que só entra quem está preparado para o que vai ver. E eu, meus caros, não faço muito gosto por esse movimento. Em uma mistura que traz muito mais de Terrence Malick do que Kubrick (como sugerido), o filme começa com uma sequência que poderia facilmente estar sendo apresentada ao personagem Alex, do famoso Laranja Mecânica, em seu momento de tortura psicológica. Imagens abstratas, apresentam o que seria a tecnologia extra-terrestre, transformando o ET em Johansson. A trilha, neste momento, se mistura aos sons da prática da personagem em aprender a fala humana. E voilá! Temos Scarlett! Agora em um fundo branco, nua, despindo um cadáver para se apossar de suas vestimentas. Uma daquelas cenas meio que “Exterminador do Futuro”, mas com ainda mais peito do que o Schwarzenegger. Ok. A partir daí eu já sabia o que me esperava. É claro que o filme tem uma qualidade visceral de apresentar uma fotografia fria, embalada pelas paisagens de uma Escócia atual, com uma dramatização introspectiva e profunda, que leva a protagonista a soar alienígena e ao mesmo tempo, nos mostrar quando transita para sua humanização. A edição sonora cumpre sua função: perturbar quem estiver ali sentado assistindo. É tudo muito bem explorado. Um prato cheio para críticos de cinema que inflam o peito ao poderem usar palavras que há muito estavam guardadas apenas no dicionário. Extravagante demais para nós. Pobres cinéfilos fãs de cinema simples. Que sucumbem às suaves aventuras de Woody Allen e que sabem tomar em doses moderadas, Lars Von Trier e David Lynch. Mas que engasgam com a pipoca do Belas Artes, quando o sujeito de boina na fileira três, levanta com seu pullover xadrez para aplaudir a cena em que um cineasta passa 15 minutos filmando uma lâmpada com defeito. “Sob a Pele” é, plasticamente, bonito demais para mim. – Me vê uma meia entrada para o X-men, por favor. Com pipoca.

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