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Transcendence

18/07/2014

transcendence

Transcendence – por Daniel Mazzochi canecacaneca

Saudade de vir aqui gastar um bocado de caracteres tentando convencê-los a ir ou não ao cinema. Algo parecido com o enredo de Transcendence – A Revolução. A diferença é que eles gastam um bom tempo tentando nos confundir sobre qual seria o real perfil do protagonista – Vilão ou Mocinho? – e ao final, depois de muita lambança, viram tudo de ponta cabeça e você sai na dúvida se está frustrado ou aliviado. Confuso, né? Vamos tentar explicar.

Johnny Depp está marcado a ferro e fogo com o selo Tim Burton de ser. Ou seja, fica difícil dar credibilidade a um personagem que não faça caretas, não use maquiagem e tenha sequer um sotaquezinho… Dito isso, ainda bem que ele passa 90% do filme feito uma estátua digital, abrindo a boca aqui e ali. Pena, apenas, pela onipresença irritante. Ele encarna um cientista “extra” inteligente, que sofre um atentado e tem sua mente “upada” em um computador de última geração, capaz de coordenar tudo ao seu redor, após uma rápida passadinha pela internet. Na minha opinião, o problema está ai. De inteligência artificial, o filme transforma nanotecnologia em inteligência alienígena, super-poderes, que se misturam em efeitos Matrix e um resgate no tempo à famosa Skynet, que Schwarzenegger parece não ter destruído por completo. As intenções parecem nobres, afinal a super máquina quer consertar o mundo. Recuperar tecnologia destruída, revitalizar o corpo humano, cuidar do meio ambiente. Mas, talvez pela trilha dramática e a falta de expressão em Depp, ficamos realmente na dúvida de suas intenções.

Quem assina a direção é Wally Pfister, conhecido pela fotografia dos filmes de Christopher Nolan, que, aqui, assume a produção executiva. Morgan Freeman faz mais uma vez uma ponta. Assim como a maioria dos atores, salvo a esposa do cientista, Evelyn (Rebecca Hall), que passa anos casada com o ser digital, o que faz ter uma presença maior no filme. Além deles, temos a rebelde House of Cards, Kate Mara, e o vocalista do Coldplay (Paul Bettany). “Ah, mas o vocalista chama Chris Martin”. Ok. Clique na foto dos dois e veja se não estamos falando da mesma pessoa.

Em resumo, Transcendence tem tudo para te levar à sala de cinema. Um bom elenco, Nolan nos bastidores, efeitos especiais legais… mas não cumpre sua função. Te leva, mas te manda embora meio assim, “com cara de bundão”. Salve Chico Anysio.

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