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Os Mercenários 3

23/08/2014

EX3

Os Mercenários 3 – por Lucas Veloso canecacanecacaneca

Stallone e sua gangue estão de volta. E se os números de bilheteria e críticas que já saíram até o momento são indicação de alguma coisa, tanto o público quanto os críticos estão começando a ficar cansado da fórmula dos Mercenários. E não importa quantos novos rostos você coloca no poster a cada continuação, sejam eles de Harrison Ford, Mel Gibson, Wesley Snipes ou Antonio Banderas. Bom… eu, pessoalmente, gostaria que nunca parassem. Olha, comprei a ideia mesmo, gosto de todos os envolvidos, então vou continuar assistindo. Como já disse antes nesse site, a “fórmula” aqui consiste de um “The Best of”, uma coletânea de sucessos dos filmes de ação. E o que rola num “The Best of” Volume 3? Bem, os principais hits já ficaram nas coletâneas anteriores, então começam a entrar uns lados B, mas invariavelmente, uma pérola esquecida vai acabar entrando. E… chega de analogias musicais. Barney Ross e sua turma peitam dessa vez Conrad Stonebanks, um membro-fundador do grupo que “ficou mau”. Barney dispensa sua equipe de brucutus casca-grossa e contrata novos talentos, em parte por temer por seus amigos, e em parte por achar que os talentos necessários para pegar seu rival demandam sangue novo. Nenhuma das justificativas cola, e parece apenas uma justificativa pra dizer: “Olha, não somos uma panelinha, aceitamos os novos talentos”. Mas que caramba, não é spoiler dizer que claro que os novos talentos não dão conta, e cabe à decrépita velha guarda da ação ir ao resgate. A única que convence entre os novatos é a campeã de MMA Ronda Rousey, que espanca horrores. O resto é um bando de bunda-moles, sinto muito. Tempo valioso do filme é perdido com essa historinha dos novatos, mas tudo é perdoado pois o filme tem uma duração maior que os outros, então sobra tempo pra destruição à moda antiga. A censura diminuida não fez muita diferença pra mim, o que perdemos são os closes na violência, mas como os mesmos eram seguidos de sangue digital, podraço, talvez tenha sido melhor assim. Gostei muito da fotografia e edição do filme, o diretor novato Patrick Hughes parece mesmo idolatrar os ícones da ação: todos tem um close, uma tomada legal, ou um momento inspirado, algo que sinto que faltou um pouco na 2a parte. As novas adições trazem frescor à fórmula batida: Gibson se assume mesmo como vilão de Hollywood com uma resignação empolgada, Snipes é carismático e doidão (que falta fez na telona, Wesley. Vê se declara o imposto de renda esse ano!), Banderas é histérico e emocional. Que ator, cara… a emoção que ele consegue expressar em duas rápidas cenas é mais do que muito ator consegue em toda a carreira. E Harrison Ford, pela primeira vez em sei lá, 15 anos, consegue dominar a tela com sua presença foda de Indiana-Han Solo-Jones. Quando ele diz no final que não se divertia assim há tempos, acho que não era só o personagem dizendo aquela fala. No fim, isso que acho legal nesses filmes: são como uma semi-autobiografia exagerada desses ícones da ação. Sejam as piadinhas com o inglês de Jet Li (ou Statham), as habilidades reais de Ford como piloto, os conhecimentos de química de Dolph Lundgren, as orelhas massacradas de Randy Couture, não existe anedota da vida real desses figuras que não possa ser adotada pela história, e isso torna os filmes mais significativos. Claro que, na superfície, ainda é realmente uma grande e divertida bobagem cheia de explosões. Mas é o que é, não traga sua bagagem sobre o que “deveria ser”, esse foi meu erro com a parte 2. E creia-me, num filme com tanta metralhadora, explosivo e faca, já tem bagagem demais no avião desses caras.

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