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Sin City: A Dama Fatal

28/09/2014

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Sin City: A Dama Fatal – por Lucas Veloso canecacanecacanecacaneca

Sucesso entre fãs de HQs e de cinema em geral em 2005, era de se esperar que a continuação não demorasse a chegar. Mas demorou… e como! Mas quer saber? Valeu cada minuto de espera. Retomando a parceria bem-sucedida, Frank Miller e Robert Rodriguez co-dirigem esse “A Dama Fatal”, utilizando a mesma fórmula, e até certo ponto, a mesma identidade visual do primeiro filme (e das graphic novels). Mas com algumas surpresas: além de duas histórias adaptadas do material original, temos dois novos contos, que se entrelaçam, destacando dois personagens: a stripper Nancy (Jessica Alba), e seu desejo de vingança após os eventos de “O Assassino Amarelo”, e o novo Johnny (Joseph Gordon-Levitt), um jogador de pôquer sortudo que enfrenta o homem mais poderoso da cidade. O interessante das novas histórias é que, como não estavam disponíveis antes, elas trazem novos riscos e surpresas, e (re)lembramos o temor que a cidade do pecado é capaz de causar. Destaque para Powers Boothe, cujo pequeno papel de Senador Roark do filme anterior é ampliado, e nada mais justo, é um senhor ator, que deveria aparecer em mais filmes. Sempre como vilão! A trama que dá nome ao filme é bem-adaptada, com Josh Brolin fazendo um bom Dwight e Eva Green abraçando de vez seu papel vitalício de Dama Fatal. Arrisco dizer que ela é ainda mais sem-coração do que sua contraparte impressa. O que não é dizer pouco. O resto do elenco é muito bom também, com grandes atores (e até uma cantora pop!) surgindo em pequenas pontas quando menos se espera. Preciso ainda comentar sobre Mickey Rourke e Marv: um feito para o outro, apenas reiterado aqui. O grandalhão rouba todas as cenas em que aparece. Outro aspecto interessante é que em alguns momentos, diálogos foram retocados, sempre para melhor. No outro filme, a obsessão (bem-intencionada, claro) em se manter fiel à obra original era tanta que os diálogos eram transpostos quase verbatim, o que às vezes resultava em atuações bem engessadas. Não adianta, a linguagem das HQs é diferente da do cinema. E foi bom que eles captaram isso e melhoraram. Minhas únicas reclamações tem a ver com alguns problemas que as novas histórias geram na timeline e… bom, como dizer sem dar spoilers? Digamos que senti falta de um velho rosto quando surge um novo rosto. Só isso que posso dizer. Olha, sinceramente, li em alguns lugares que lá fora o filme não foi bem nas bilheterias e nas críticas, mas sinceramente, não sei o que mais esperam de Sin City que não esteja nesse filme. Merece mais um? Não, merece mais vários filmes. Uma mistura de Raymond Chandler com Roger Rabbit e Tarantino é algo que o cinema não pode ficar sem.

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