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Jogos Vorazes: A Esperança Parte 1

21/11/2014

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Jogos Vorazes: A Esperança Parte 1 – por Lucas Veloso canecacaneca

A saga de Katniss chega a seu ápice… só que não. Quer dizer, na verdade, essa é a primeira parte do ápice. Estranho, né? Mas desde que os estúdios descobriram uma mina de ouro no ato de dividir capítulos finais de suas franquias em duas partes, esse é o novo normal. Então vamos lá: Depois dos últimos Jogos Vorazes, Katniss acorda num mundo em que a resistência se organizou subterraneamente para confrontar a poderosa Capital, e ciente de sua imagem de líder, quer que ela seja a “garota-propaganda” da revolução. Assim que isso acontece, claro que a Capital vai contra-atacar, inclusive usando como arma seu queridinho Peeta, que permanece sob o poder deles. Eis o conflito: ela continua a luta, mesmo que isso vá custar a vida de inocentes punidos pela Capital, incluindo Peeta? Em termos de história, acredito que seja a mais séria e direta. O negócio é guerra. Matar ou morrer. Qualquer fedor de modinha adolescente ainda presente nessa franquia acabou de se dissipar. Nem existe tempo para os malfadados vestidos em chamas. Aliás, fashion week passou longe daqui, como a fan-favorite Effie poderá comprovar. O que temos aqui é fotografia cinzenta de filme sci-fi distópico, como manda o figurino. Abrigos subterrâneos, onde a humanidade sofrida pode se esconder durante o confronto final. Resistência rebelde. Visualmente e tematicamente, tudo no lugar. Mas pera lá, que nem tudo são flores: embora a história seja intrigante, o ritmo é irregular. Não quero pegar pesado na crítica “o filme é parado”, pois é sabido que essa é apenas a parte 1 de um filme maior, e os fãs continuam me dizendo que o pau vai quebrar mesmo é no próximo capítulo, mas… é parado, cara. Uau, como é parado. Teve ação no filme, eu me lembro, mas não consigo lembrar especificamente. Esquecível. Uma outra crítica justificável cabe a Jennifer Lawrence. Gosto dela como atriz, se não versátil, pelo menos carismática e dá seu recado sem comprometer. Mas aqui, ela está péssima. Péssima, péssima! Não acreditei em uma palavra saída de sua boca, não me convenci com suas demonstrações de medo, emoção, nada. E isso é muito triste, pois como já disse, não se trata de uma atriz sabidamente inexpressiva. Espero que melhore a tempo pro último filme. Sem spoilers, mas o filme termina com um BOOM (pra mim, o único momento realmente visceral), e estabelece bem a continuação. Estamos aguardando… pro ano que vem. Lembra quando filmes filmados juntos saíam com um intervalo de no máximo 6 meses? Bons tempos, aqueles.

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