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Um Brinde a… Roberto Gómez Bolaños

29/11/2014

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Esse é o texto que um fã espera nunca ter que escrever, mas infelizmente é parte da vida ver as pessoas que amamos nos deixarem, e isso inclui nossos artistas preferidos. Ontem, Chespirito nos deixou. Pegou sua marreta biônica, tomou sua pílula de nanicolina, fechou o barril e foi importunar outras vizinhanças. Tudo sem querer, querendo.

Não vou dar a biografia, ou falar sobre como seu relato bem-humorado da pobreza na América latina foi importante. Isso, um monte de sites já está fazendo. Vou apenas tentar explicar (provavelmente em vão) a importância desse homem na vida desse crianção que vos fala, e na vida de várias outras crianças, tenho certeza. Pra quem nasceu nos anos 80, ver Chaves era mais ou menos uma imposição, pois passava o tempo todo na TV, e além do mais, todo mundo estava vendo. Quem ia querer ficar de fora das conversas da hora do recreio? Mas que maravilhosa “imposição”! Com Chaves, aprendemos que não importa a sua roupa, onde você mora, seu status social… aprendemos a perdoar, a aceitar até os coleguinhas mais malas… aprendemos a respeitar o serviço dos outros, não importa o quão humilde, e aprendemos também os benefícios de um bom desjejum! De preferência, com sanduíche de presunto. Com Chapolin, não posso dizer que aprendemos muito, pois a ideia era mais parodiar o gênero dos super-heróis. Mas no mínimo, aprendemos que você não precisa ser um gênio, se se esforçar. Devemos nos lembrar também de seus personagens menos conhecidos como Dr. Chapatim e Chompiras, e erudito que era, suas adaptações de diversos filmes e clássicos da literatura. Aquelas partes do programa que achávamos chatas quando crianças, mas cuja genialidade e perspicácia reconhecemos hoje.

Hoje, sou grato por ter passado todas aquelas horas da infância em companhia do pessoal da vila. Quando vejo as alternativas de hoje em dia, me sinto mal pelas crianças crescendo agora. Mas o bom é que agora, mais do que nunca, Chaves é eterno. Seja no SBT, no Netflix, ou em DVDs improvisados, ele vive. Assim como Quico, Seu Madruga, Chiquinha, Dona Florinda, Prof. Girafales, Seu Barriga, Nhonho, Bruxa do… digo, Dona Clotilde, Godines e por aí vai. As crianças, que ainda não desenvolveram o preconceito, poderão entrar no mundo colorido de Chaves e curtir tanto a comédia física, pastelão, quanto as tiradas cômicas, os ditados errados, entre outras pérolas. Um dos poucos seriados que pode se gabar de se manter engraçado mesmo depois de assistido pela enésima vez. Às vezes, surge uma piada da qual você tinha esquecido completamente, e de repente, você está gargalhando como se fosse a primeira vez. É triste que Chespirito não esteja mais conosco. Ele vai para um descanso merecido. Mas não creio que ele quisesse nos ver chorando, provavelmente preferiria que mantivéssemos o ânimo, assim como Chaves, que não era brasileiro, mas nunca desistiu. Isso, isso, isso.

chavo2

 

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One Comment leave one →
  1. clei permalink
    29/11/2014 5:53 PM

    Homenagem super coerente com minha idade! Amei!

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