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ESPECIAL Velozes & Furiosos

30/03/2015

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Velozes e Furiosos canecacanecacanecacaneca

Tudo começou com um filme inesperadamente original e divertido mesmo que utilizando uma fórmula batida. O policial Brian O’ Conner se infiltra em um grupo de corredores ilegais para investigá-los, mas acaba atraído pelo estilo de vida deles, criando laços de amizade com o chefão da gangue, Dom Toretto, e se apaixonando pela irmã do mesmo. Acredito que o grande sucesso desse filme se deveu à óbvia influência dos filmes de ação dos anos 80, com bastante ação e camaradagem (fórmula possivelmente nova à então “geração Playstation One”) misturado à mania do “tuning (customização de carros)”, que estava aflorando nessa época e tinha atingido até os games de corrida. Isso tudo e mais garotas, que o filme tem de montão, resumem num pacote tudo o que a molecada estava curtindo na época. Vin Diesel era a promessa do novo herói de ação do séc. XXI, promessa que acabou não se cumprindo completamente, mas que trouxe considerável carisma ao filme de um jeito “paizão”, sempre cuidando dos outros personagens, mesmo que de uma forma meio turrona, o que acabou perdurando por todos os filmes. Paul Walker, ainda muito verde, faz o policial vacilão, mas com o coração no lugar certo. O filme tem um ritmo bom, cenas de ação e de corrida envolventes e personagens estereotipados, mas ainda assim carismáticos. Destaque para Michelle Rodriguez, outra que ganharia status cool entre a esfera nerd nos anos vindouros. Não é muito mais do que um filme de ação descompromissado, mas acabou virando o primeiro “clássico” do cinema de ação da nova geração, além de dar início à franquia mais valiosa da Universal Studios no momento.

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+ Velozes + Furiosos canecacanecacaneca

Com o sucesso avassalador do primeiro, uma continuação logo foi anunciada, mas Vin Diesel, buscando outros papéis, não quis voltar. Isso, e as cenas horrorosas de carros em CGI do trailer fizeram com que eu acabasse ignorando essa continuação durante anos. Mas eventualmente assisti, e no fim, gostei do que vi. A mudança de cenário para Miami rende belas locações, belas mulheres, belos carros (pra quem curte), e tudo fica mais colorido. A adição de Tyrese Gibson ao elenco acabou sendo uma boa sacada, pois o cara é tão ou mais carismático do que Diesel, embora se apoie mais no humor. Ele até força a barra no filme, como se quisesse mostrar serviço, pra compensar a saída de Vin. Mas não acho que chega a irritar. A ideia de conectá-lo ao passado do personagem Brian, de Paul Walker, também é uma boa sacada. Eva Mendes traz estilo ao filme como uma agente do FBI disfarçada, e as cenas de ação continuam boas, mas mais mentirosas do que as do primeiro filme (uma tendência que, veríamos, só cresceria a cada filme). E quanto àqueles efeitos CGI ruins do trailer? Bom, continuam ruins, mas acho que parei de dar tanta atenção a isso. O filme diverte, então perdoamos algumas transgressões.

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Velozes e Furiosos: Desafio em Tokyo canecacaneca

Analisando essa continuação retroativamente, é difícil entender o que os executivos estavam pensando: Queriam explorar nossas vertentes da franquia “Velozes”? Com novos personagens? Mas então, porque temos uma participação especial de Vin Diesel? Hoje em dia, deram um jeito de incorporar a história contada aqui ao monstro que virou a franquia, mas na época foi esquisito. Foi tipo Velozes Teen. Lucas Black interpreta Sean, um rapaz encrenqueiro viciado em carros de corrida, que é mandado pela mãe para morar com o pai no Japão pra ver se toma jeito (que castigo legal!). Claro que não funciona, e ele acaba se envolvendo com o circuito de corridas local, liderado pela Yakuza. As cenas de ação continuam muito boas, e a adição do “drifting”, a modinha da época, que consistia em deslizar o carro durante as corridas, traz um elemento novo. Mas os personagens em si, não são muito legais, e a história meio banal. Então, fica um filme meio sem alma. A imagem usada acima pra ilustrar o filme acaba mostrando, mesmo que inadvertidamente, a importância dos carros em relação ao elenco. É assistível, mas com o número de filmes já atingindo o 7, provavelmente há opções melhores de entretenimento na própria franquia.

Velozes e Furiosos 4

Quando finalmente veio o anúncio do 4o filme, que prometia o tão falado reencontro entre Brian e Toretto, fiquei atento. Pra ser sincero, é o que todos queriam desde o primeiro filme, tornando essa a primeira continuação de verdade da história. E após ver o filme, só me pergunto.. por que não fizeram isso logo no segundo??? O filme é bem dinâmico, obviamente traz aspectos familiares como as corridas, mas num contexto novo. Não se trata mais de rachas bobos pra ganhar um trocado. Os personagens estão mais velhos, e com problemas reais, o que acaba tornando o filme um pouco mais dark que os outros. Não dá mais pra juntar a turma na base da inocência, da zoeira. Já as cenas de ação são empolgantes, com exceção de algumas macaquices com câmeras e efeitos especiais, típicas desses diretores da nova geração. Mas dá pra passar… No fim, avaliando como um filme isolado, dá uma sessão da tarde mediana, na melhor das hipóteses. Mas como o filme traz a bagagem de ser o primeiro reencontro dos dois grandes personagens da franquia, tem valor sentimental para com os fãs. Também é o último filme a aderir à fórmula do primeiro, ainda que com algumas mudanças. A partir do próximo, a franquia mudaria de foco completamente. Quem não liga pra nada isso que fique só com os carrões e as mulheres. Tem ambos de sobra por aqui.

Velozes e Furiosos 5: Operação Rio 

Bom, vamos deixar bem claro uma coisa: apesar do nome, esse NÃO é mais um exemplar da série “Velozes e Furiosos”. Não dizendo que seja indigno do nome, mas é que a estrutura do filme (e consequentemente da série) muda tanto aqui, que seria mais prudente arrumar um novo nome. Que tal “11 Homens e um Carreto”, ou “Toretto´s Eleven (no caso Six)”? Porque da velha franquia de tuning e corridas de carros, não sobrou muita coisa. Nunca fui adepto desse amor por carros e customização, mas devo admitir que era uma grande parte do diferencial de Velozes. Nesse novo esquema, Dominic Toretto (Vin Diesel) e Brian O´Conner (Paul Walker) agora fazem “serviços”. O que der mais grana, é esse mesmo. E com isso, eles vem parar no Rio de Janeiro, onde aparece a oportunidade de roubar de um figurão do crime local (Joaquim de Almeida, muito bem no papel). Atrás deles, vem o incansável agente Luke Hobbs (The Rock, ou Dwayne Johnson, se preferir). Bom, diferenças de estrutura à parte, os personagens são os mesmos, inclusive trazendo de volta personagens de filmes anteriores, e ocorre um pouco de desenvolvimento na história, então pra esse tipo de filme, já é algo a se comemorar. Engraçado é que Walker e Diesel, para mim, nunca parecem muito à vontade um com o outro. Sua amizade soa forçada, depois de dois filmes com um perseguindo o outro. A ação, por outro lado, é pra lá de autêntica. Tirando alguns exageros que estão mais pra “Triplo X” do que pra “Velozes”, as cenas de ação são sólidas e alucinantes. E não se engane, apesar de ser um filme longo, existem várias. Sobre o Rio… bem, as cenas filmadas no Rio obviamente parecem que foram filmadas no Rio, e as que foram filmadas em Porto Rico são diferentes, mas se encaixam no filme sem saltar muito aos olhos. Agora, já o ataque ao trem no deserto…. humm… digamos que não conheço nenhum lugar no Brasil com um trem chique daqueles, e com aquela aparência de Velho Oeste. Mas passa. No fim, dá um alívio, porque apesar de não terem acertado 100% em seu retrato do Brasil, os cineastas americanos estão melhorando nisso. Podia ser bem pior. Lembra de “Anaconda”? Não? É melhor assim, então.

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Velozes e Furiosos 6 canecacanecacaneca

Velozes… 6, já? Uau, e vamos que vamos! Dessa vez, Toretto e sua gangue continuam sendo procurados pelo agente federal Hobbs (The Rock), que promete conseguir perdão judicial para todos desde que o ajudem a pegar uma outra gangue de pilotos malucos na Europa, liderada por Owen Shaw (Luke Evans). A série mantém a fórmula do filme anterior: um filme de equipe-com-um-plano ao estilo “11 Homens”, e embora naquele filme tivesse sido novidade, aqui já mostra sinais de cansaço e se a franquia não se reinventar logo, temo que vá ficar insuportável, à la “Jogos Mortais”, onde todo filme é a mesma coisa. Mas enfim… temos a turma (quase) toda de volta, temos caras novas, como a musa do MMA Gina Carano e Joe Tarsim, do cultuado “The Raid” e uma ou outra surpresa para os fãs (apenas para aqueles que não tem acesso à internet, os que tem já tiveram o desprazer dos spoilers). Michelle Rodriguez está de volta também, e a justificativa para sua morte parece tirada de um enredo de novela da Globo. Mas os fãs queriam, e aqui está ela… em geral, os filmes estão ficando cada vez mais longos, com cada vez mais personagens e cada vez com menos a dizer. Com isso, quando os carros não estão berrando nas pistas, o que temos é uma situação entediante após outra. O filme dá sinais mais para o fim de que está a fim de resolver isso no futuro, então só podemos aguardar. O que a série ainda faz e muito bem, são cenas de ação. De corridas na rua até o caos veicular visto numa rodovia, tudo é muito bem orquestrado e bem-filmado. Claro, com um ou outro momento que desafia a lógica e o bom-senso (Superman, alguém?), mas vamos lá. Gostei, mas espero sinceramente que os produtores removam um pouco da gordura, e tragam uma narrativa mais coesa e direto ao ponto. E claro, se reinventem. Não tenho nada contra franquias longevas como 007, mas que tragam algo de novo de vez em quando, né? Senão, haja paciência…

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Velozes e Furiosos 7 canecacanecacanecacaneca

Velozes 7, ou “Fast & Furious: Super Ultra Mega Blaster Greatest Hits”, como deveria ser chamado, consegue o que diversas franquias dariam ouro para descobrir: como fazer a sexta continuação de sua franquia, e ainda assim, manter o fôlego. Não foi fácil, a estrada foi tortuosa: seguindo a trágica morte de Paul Walker, diretor e produtores tiveram que se virar para completar o filme. Com ajuda dos irmãos de Walker, e uns bons efeitos especiais, conseguiram. O filme faz um apanhado geral, revisitando personagens, locais e situações de toda a franquia, além de inserir umas novidades (Kurt Russell, Tony Jaa e Ronda Rousey, pra citar algumas), para finalmente oferecer uma bela e sincera homenagem a Paul. Preciso tirar um momento pra comentar a ação do filme: simplesmente alucinante e totalmente inverossímil, cimenta por fim a franquia como uma aventura de fantasia e/ou ficção científica, caso havia alguma dúvida. Temos carros voando o tempo todo, de aviões, de prédios em Dubai, de telhados para acertar helicópteros, tem de tudo mesmo. E é lindo, cara. É divertido pacas. E se você vai reclamar desse tipo de coisa no sétimo filme, está simplesmente chovendo no molhado. Jason Statham, no papel de vilão, manda bem e mantém a tensão ao longo do filme. Seu Deckard Shaw é praticamente um jason da vida, surgindo atrás dos heróis quando eles menos esperam. Interessante notar que, apesar dos vários personagens que aparecem, inclusive aqueles em participações especiais, cada um tem seu tempo pra brilhar e consequentemente não abarrotam a narrativa, e o filme se desenvolve sem maiores problemas. Bacana também alguns truques de câmera novos, cortesia do diretor estreante James Wan, que deve ser elogiado, por conseguir resolver o grande abacaxi que herdou de Justin Lin, diretor que comandou os últimos 4 filmes. Para onde a franquia vai agora, sem Paul Walker? Não sei, mas acho que é justo dizer que ela atinge aqui seu ápice. Não sei o que fazer para superar o nível de destruição e “brodagem” atingido nesse filme. Vamos ver o que a estrada nos reserva…

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Velozes e Furiosos 8 canecacanecacanecacaneca

OK, direto ao assunto, porque com uma franquia que já conta com 8 filmes, podemos nos dar ao luxo: aqui, a grande atração é a traição de Toretto, que se coloca contra sua família de pilotos e à favor da cyber-terrorista Cypher (Charlize Theron, aumentando seu currículo de personagens “Bad-Ass”), por motivos que, quando descobertos poderão fazer você curtir ou não, mas provavelmente concordar. Novamente, uma série com 8 filmes já sabe o que seu público espera, e eles parecem ter aperfeiçoado a fórmula: o filme traz tudo: ação com veículos ESPETACULAR (sério? Depois de todos esses filmes? Sim!), não citarei destaques porque todas as cenas de ação são de cair o queixo, boas cenas de luta, um certo drama e um bocado de humor, como já é o esperado. Charlize monstra, atua pacas, cria talvez a melhor vilã da série, e Vin Diesel, dessa vez do “lado negro” nos faz lembrar de porquê é melhor ter Toretto ao seu lado ao invés de contra você… contra todos os prognósticos e previsões, essa série continua se fortalecendo e trazendo coisas novas para seu público. Só tenho uma única crítica, e a farei tentando evitar spoilers, mas alguns eventos desse filme, incluindo desenvolvimento de personagens, embora compreensíveis e talvez necessários, acabam banalizando outros eventos não só neste mas em filmes anteriores. Para uma franquia que acabou vindo a depender tanto de seus personagens, isso é uma falha séria, e os produtores provavelmente deviam pensar melhor nessas coisas. Mas é só. No mais, pegue carona com esses malucos que a adrenalina já é garantida!

Textos por Lucas Veloso

CONFIRA TAMBÉM A NOSSA HOMENAGEM AO ATOR PAUL WALKER!

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